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The 60th
Anniversary of the "12 - 3Incident ", Macau
60º Aniversário do
Incidente de 3 de Dezembro de 1966, Macau
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Volume I
Volume I
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®æª«¬ã¨s
2026¦~6¤ë6¤é
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This special feature is dedicated
to the memory of the victims of the "December 3rd Incident"
Cognitio Sapiens
Ngensis, June 6, 2026
Este especial é dedicado à memória das vítimas do "Incidente de 3 de
Dezembro"
Cognitio Sapiens
Ngensis, 6 de Junho de 2026
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Ämµ¹³uªÌ: Ä@§A̦w®§
Dedicated to the
deceased: May you rest in peace
Dedicado aos
falecidos: Que descansem em paz
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(¹JÃø¤é´Á: 1966¦~12¤ë3¦Ü4¤é)
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(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
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The
victims of the "December 3rd Incident" in Macau (Dates of death:
December 3¡V4, 1966)
Wong Chak Song, Lau Man Yam, Ng Siu Hoi, Pou Jat Ming, Gong Gwok Ming,
Hui Man On, Yu Kwok Ping, Chan Sou
(Image source: Acta Scientrium Ngensis)
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As
vítimas do "Incidente de 3 de Dezembro" em Macau (Datas do falecimento:
3 a 4 de Dezembro de 1966)
Wong Chak Song, Lau Man Yam, Ng Siu Hoi, Pou Jat Ming, Gong Gwok Ming,
Hui Man On, Yu Kwok Ping, Chan Sou
(Fonte da imagem: Acta Scientrium Ngensis)

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Volume I: The
Rising Wind: Causes and Conflicts of the "12-3 Incident"
Vol. 1 Ventos
em Turbilhão ¡V O Prelúdio do Incidente 1-2-3 de Macau (1966)
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2026.6.4)
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About the "12-3 Incident"
Historical Photo Colorization Project
The Reality of Scant Data and a Fading
History
In conducting historical research on the
"12-3 Incident" (December 3, 1966), we deeply felt the severe lack of
data and archives. Official documents, news reports, and visual records
are extremely limited, leaving many crucial details impossible to
verify. To some extent, this piece of history has been deliberately
downplayed, forgotten, or even shielded from deep discussion over the
past decades. As a result, the materials available for research are
scarce. This is not just a loss of data, but a rupture in collective
memory. The life stories of many victims are now difficult to confirm,
and the specific details of many events can only be pieced together from
sporadic oral accounts and fragmented documents. For researchers, this
is a frustrating reality; for the general public, it is a barrier to a
comprehensive understanding of history.
Using AI Technology to Colorize Historical
Photos
Against this backdrop, the Cognitio
Sapiens Ngensis Group decided to try using modern AI technology to
colorize surviving historical photos of the "12-3 Incident". We hope
that this approach will make this history visually more distinct. This
allows the public to gain a more vivid and concrete experience than
traditional black-and-white photos provide when reading and learning
about the event. While black-and-white photos are authentic records of
history, they often create a sense of distance between the viewer and
that specific time and space. Although the AI-colorized images do not
fully restore the history's original appearance, they can help readers
intuitively feel the scenes, people, and atmosphere of the time, thereby
enhancing understanding and empathy for these historical events.
Research Limitations and an Earnest
Reminder
However, we must earnestly clarify that due
to the severe shortage of information, errors or inaccuracies are
inevitable during the research and colorization process. AI colorization
is based on existing data and algorithmic speculation; it is not an
absolutely objective historical restoration. Certain colors, details,
and backgrounds may differ from the actual conditions of the time.
Therefore, the images and research content presented in this project are
for reference and learning purposes only. They do not represent a
completely accurate historical reproduction. We sincerely urge readers
to bear these limitations in mind and view these materials with a
critical mindset.
Our Hope
Despite the scarcity of data and the fact
that history has been faded by time, we still hope that this attempt can
contribute a small amount of effort to the historical research and
public education of the "12-3 Incident". May this history no longer be
entirely forgotten, may the sacrifices of the eight victims no longer
fade from memory, and may more people understand this crucial historical
turning point in Macau. Documentation is never just about looking back
at the past; it is an act of defiance against forgetting. ( Cognitio
Sapiens Ngensis, June 4, 2026)
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Notas de Investigação sobre o Projecto de Colorização de
Fotos Históricas do "Incidente 1-2-3"
Sobre o Projecto de Colorização de Fotos
Históricas do "Incidente 1-2-3"
A Realidade da Escassez de Dados e de uma História Esquecida
Ao conduzir a investigação histórica sobre o "Incidente 1-2-3" (3 de
Dezembro de 1966), sentimos profundamente a grave falta de dados e
arquivos. Os documentos oficiais, as reportagens jornalísticas e os
registos visuais são extremamente limitados, tornando impossível a
verificação de muitos detalhes cruciais. Até certo ponto, esta parte da
história foi deliberadamente minimizada, esquecida ou até evitada de ser
discutida em profundidade ao longo das últimas décadas. Consequentemente,
os materiais disponíveis para investigação são muito escassos. Isto não
é apenas uma perda de dados, mas sim uma ruptura na memória colectiva.
As histórias de vida de muitas vítimas são hoje difíceis de confirmar, e
os detalhes específicos de muitos acontecimentos só podem ser reunidos a
partir de relatos orais esporádicos e documentos fragmentados. Para os
investigadores, esta é uma realidade frustrante; para o público em geral,
é uma barreira para uma compreensão abrangente da história.
Utilização da Tecnologia de IA para Colorir Fotos Históricas
Neste contexto, o Grupo de Investigação Gewu decidiu tentar utilizar a
tecnologia moderna de IA para colorir as fotos históricas sobreviventes
do "Incidente 1-2-3". Esperamos que esta abordagem torne esta história
visualmente mais nítida. Isto permite que o público obtenha uma
experiência mais viva e concreta do que as tradicionais fotos a preto e
branco proporcionam ao ler e aprender sobre o evento. Embora as fotos a
preto e branco sejam registos autênticos da história, muitas vezes criam
uma sensação de distanciamento entre o observador e aquele tempo e
espaço específicos. Embora as imagens coloridas por IA não restaurem
totalmente a aparência original da história, podem ajudar os leitores a
sentir intuitivamente os cenários, as pessoas e a atmosfera da época,
aumentando assim a compreensão e a empatia por estes acontecimentos
históricos.
Limitações da Investigação e um Alerta Sincero
No entanto, devemos esclarecer sinceramente que, devido à grave escassez
de informação, são inevitáveis erros ou imprecisões durante o processo
de investigação e colorização. A colorização por IA baseia-se em dados
existentes e em especulações algorítmicas; não é uma restauração
histórica absolutamente objectiva. Certas cores, detalhes e fundos podem
diferir das condições reais da época.
Por conseguinte, as imagens e os conteúdos de investigação apresentados
neste projecto servem apenas para fins de referência e aprendizagem. Não
representam uma reprodução histórica totalmente exacta. Solicitamos
sinceramente aos leitores que tenham em conta estas limitações e que
analisem estes materiais com uma atitude de pensamento crítico.
O Nosso Desejo
Apesar da escassez de dados e do facto de a história ter sido desbotada
pelo tempo, esperamos ainda que esta tentativa possa dar um pequeno
contributo para a investigação histórica e educação pública do "Incidente
1-2-3". Que esta história não seja totalmente esquecida, que os
sacrifícios das oito vítimas não desapareçam da memória, e que mais
pessoas possam compreender este ponto de viragem crucial na história de
Macau. Registar nunca é apenas olhar para o passado, é um acto de
resistência contra o esquecimento. ( Cognitio Sapiens Ngensis, 4 de
Junho de 2026)
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The ground zero of the police-civilian clash in Taipa, Macau, on
November 15, 1966 ¡V the former site of the Taipa Fong Chong School (on
the right). (Image source: Acta Scientrium Ngensis)
O
ponto de origem do confronto entre a polícia e os residentes na Taipa,
Macau, em 15 de Novembro de 1966 ¡V o antigo local da Escola Fong Chong
da Taipa (à direita). (Fonte da imagem: Acta Scientrium
Ngensis) |
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Introduction:
If the Macanese
Portuguese government were described as a nest of wasps that could sting
people to death, Chinese Communist Party (CCP) from the
Cultural Revolution-era was the 'Keyman' who knocked that wasps'
nest down
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Introdução:
Se o governo
português de Macau fosse descrito como um ninho de vespas capaz de matar
pessoas com as suas picadas, o Partido Comunista Chinês (PCC) da
época da Revolução Cultural seria o "homem-chave" que derrubou
este ninho de vespas.
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¿Dªù1966¦~¤@¤G.¤T¨Æ¥ó¦ºÃøªÌªº¹Ó¦a¡A¥ª°_¡G§d¤Ö®ü¡BÅǰê»Ê¡B¼B¤å´Ü¡C(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«Ç2026)
The burial site of the
victims of the 1966 "12-3 Incident" in Macau. From left: Ng Siu-hoi,
Gong Guoming, Lau Man-yam. (Image source: Acta Scientrium Ngensis 2026)
O local de sepultamento das
vítimas do "Incidente 1-2-3" de 1966 em Macau. Da esquerda para a
direita: Ng Siu-hoi, Gong Guoming, Lau Man-yam. (Fonte da imagem: Acta
Scientrium Ngensis 2026)
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1966 ¦~ 12 ¤ë 3
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¤ë¡A¬õ½Ã§L¹B°Ê¨³³t°ªº¦¡A¤å²¦¡»y¨¥»P¾Ô³N¶}©l¦V¥~ÂX´²¡C¿Dªù¥ª¬£²Õ´¦b¤¤¦@´ä¿D¤u§@©eû·| (·sµØªÀ»´ä¤ÀªÀ) ªº»â¾É¤U¡A¤Þ¤J¤j¦r³ø¡B§å°«¡B¯Ù¢µ¥¤â¬q¡A¦V¿D¸²¬F©²¬IÀ£¡C¦ý¤¤¦@ªº¨¤¦â¡A¨Ã«D³æ¯Âªº¤å²¿E¶i¬£¡C¥~°ê¾Ç¬Éªº¬ã¨s«ü¥X¡A¤@¤G.¤T¨Æ¥óªº¥»½è¡A¬O¡u¤Ï´Þ¥Á¡Ï¤Ï°ê¥ÁÄҡϤ岦¡°«ª§¡vªº²V¦XÅé¡C¤¤¦@¦b¨Æ¥ó¤¤ªº®Ö¤ß¥Ø¼Ð¤§¤@¡A¬O²M°£°ê¥ÁÄÒ¦b¿Dªùªº¶Õ¤O¡C³Ì²×¿D¸²¬F©²³Q¢Ãö³¬©Ò¦³°ê¥ÁÄÒ¾÷ºc¡B»º°e
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Mendes «ü¥X¡A1967 ¦~¿D¸²±µ¨ü§ÜijªÌ±ø¥ó¡A¬O¸²µå¤ú¨Æ¹ê¤W¦æ¨Ï¥DÅv¥¢®Äªº®É¨è¡A§Y¥¢¥h¹ï¿Dªùªº de facto
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¡@
The consensus understanding of the "12-3 Incident" within Western
academia: The event is described as a political demonstration and riot
inspired by the Cultural Revolution against Portuguese colonial rule,
leaving 8 people dead and over 200 injured. The incident marked the de
facto end of Portuguese rule in Macau, after which the Portuguese side
recognized the CCP's de facto dominance over Macau. Similar to the 1967
"Leftist Riots" in Hong Kong, both events involved leftist organizations
capitalizing on the storm of the Cultural Revolution and introducing
Cultural Revolution-style struggle tactics in an attempt to seize power
from the colonial governments. However, while the Macanese Portuguese
government chose to apologize and compromise, the British authorities in
Hong Kong persisted in suppressing the unrest, leading to different
subsequent development trajectories for the two territories.
On December 3, 1966, large-scale unrest broke out in Macau, known
historically as the "12-3 Incident." This event was not only a turning
point in Macau's colonial history but also a historical microcosm where
the currents of the Cold War, decolonization, and the Cultural
Revolution converged. Using a metaphor to imagine Macau at that time,
one could say: the Macanese Portuguese government was like a nest of
wasps that could sting people to death, while the Cultural
Revolution-era CCP was the one who knocked that wasps' nest down. Caught
in the middle, Macau appeared particularly unfortunate.
I. The Macanese Portuguese Government: Wasps That Could Sting People to
Death
Portuguese colonial rule in Macau spanned over four hundred years. By
the 1960s, although "peaceful governance" was maintained on the surface,
Chinese society suffered from long-standing institutional
discrimination. Portuguese officials held core power, while the Chinese
population remained disadvantaged in political, economic, and social
status. Investment in education, healthcare, and infrastructure in the
Coloane and Taipa regions was severely inadequate. A dispute over the
unauthorized expansion of a school in Taipa managed to escalate rapidly
into a large-scale protest, precisely reflecting long-accumulated public
resentment. On December 3, 1966, a large crowd holding Quotations from
Chairman Mao Tse-tung stormed the Governor's Palace. The Macanese
Portuguese government deployed military and police forces to suppress
them, leaving 8 people dead and over 200 injured. This scene was like
wasps striking back with venomous stings after being disturbed. To many
Macau Chinese, the oppression and coldness of the Portuguese colonial
government did indeed resemble a nest of wasps that could sting people
to death.
II. The CCP: The One Who Knocked Down the Wasps' Nest
However, the party who knocked down the wasps' nest was by no means
innocent either. The Cultural Revolution broke out in May 1966, and the
Red Guard movement rapidly surged, causing Cultural Revolution-style
language and tactics to spill outward. Under the leadership of the CCP
Hong Kong and Macau Work Committee (Xinhua News Agency Hong Kong
Branch), leftist organizations in Macau introduced tactics such as
big-character posters, struggle sessions, and intimidation to pressure
the Macanese Portuguese government. Yet, the CCP's role was not merely
that of Cultural Revolution radicals. Research from foreign academia
points out that the essence of the "12-3 Incident" was a hybrid of
"anti-colonialism + anti-Kuomintang (KMT) + Cultural Revolution-style
struggle." One of the CCP's core objectives during the incident was to
purge KMT influence from Macau. Ultimately, the Macanese Portuguese
government was forced to shut down all KMT organizations and deport 7
KMT "spies" back to the mainland, completely wiping out KMT influence in
Macau. This signifies that the one who knocked down the wasps' nest was
not just a radical of the Cultural Revolution, but also a victor in the
Nationalist-Communist struggle, utilizing the wave of the Cultural
Revolution to clear out the KMT's final stronghold in Macau.
III. Macau: The Misfortune of Being Caught in the Crossfire
Macau's misfortune lay not only in being squeezed between the wasps and
the one who knocked down their nest, but also in being simultaneously
swept into multiple historical torrents, including the Cold War,
decolonization, the Cultural Revolution, the Nationalist-Communist
struggle, and Portuguese colonial policy. From the perspective of the
Cold War, Macau was a frontline where the Western and Socialist camps
intersected. From the perspective of decolonization, the 1960s marked
the peak of independence movements across African and Asian colonies;
though Macau did not achieve formal independence, the Chinese
community's discontent with colonial rule mirrored this global trend of
decolonization. From the perspective of the Cultural Revolution, the Red
Guard movement and its political rhetoric rapidly spread from the
mainland to Hong Kong and Macau, heavily influencing the mobilization
strategies of leftist organizations. From the perspective of the
Nationalist-Communist struggle, one of the core objectives of the "12-3
Incident" was to purge Kuomintang (KMT) influence from Macau, thereby
establishing the Chinese Communist Party's (CCP) exclusive political
dominance. From the perspective of Portuguese colonial policy, the
central government in Lisbon held limited control over its Far Eastern
colony. Furthermore, the outbreak of the Portuguese Colonial War in
Africa in 1961 strategically marginalized Macau, ultimately prompting
Lisbon to choose apology and compromise over resolute suppression.
IV. Consequences of the Incident: Wasps Lose Power, the Nest Changes
Hands
Following the incident, the Macanese Portuguese government not only
apologized but also agreed to shut down all KMT organizations and deport
KMT "spies" back to mainland China. Carmen Amado Mendes, a scholar from
the University of Coimbra in Portugal, points out that the moment the
Macanese Portuguese authorities accepted the protesters' conditions in
1967 marked the de facto failure of Portugal's exercise of
sovereignty¡Xthe loss of its de facto sovereignty over Macau. This
implies that while Macau legally remained a Portuguese colony prior to
1967, following the 1967 compromise, it effectively became a political
entity dominated by the CCP. Portugal retained only nominal sovereignty
until the official handover in 1999.
V. Macau Swept into the Torrents of History
Macau's misfortune lay not only in being squeezed between the wasps and
the one who knocked down their nest, but also in being simultaneously
swept into multiple historical torrents. The Macanese Portuguese
government was like a nest of wasps that could sting people to death,
while the Cultural Revolution-era CCP was the one who knocked that
wasps' nest down. Caught in the middle, Macau appeared particularly
unfortunate. Yet, the complexity of history lies not in black-and-white
oppositions, but in multilayered, intertwined conflicts and compromises.
The "12-3 Incident" is the finest microcosm of this complexity: it was
both an anti-colonial struggle and a continuation of the
Nationalist-Communist conflict; it was an spillover of the Cultural
Revolution, as well as a convergence of the Cold War and decolonization.
Macau's misfortune serves as a poignant microcosm of how small places
bear the brunt of macro-eras within the torrents of human history.
¡@
A compreensão de consenso
da academia ocidental sobre o "Incidente 1-2-3": O evento é descrito
como uma manifestação política e um motim inspirados pela Revolução
Cultural contra o domínio colonial português, resultando em 8 mortos e
mais de 200 feridos. O incidente marcou o fim substancial do domínio de
Portugal em Macau, após o qual o lado português reconheceu o domínio
factual do PCC sobre Macau. Semelhante aos "Distúrbios de 1967" em Hong
Kong, ambos os casos envolveram organizações de esquerda que
aproveitaram a tempestade da Revolução Cultural e introduziram métodos
de luta ao estilo da Revolução Cultural, na tentativa de tomar o poder
dos governos coloniais; no entanto, a administração portuguesa de Macau
optou por pedir desculpas e ceder, enquanto as autoridades britânicas de
Hong Kong insistiram em reprimir a agitação, resultando em trajectórias
de desenvolvimento subsequentes diferentes para os dois territórios.
Em 3 de Dezembro de 1966, eclodiram distúrbios em grande escala em
Macau, historicamente conhecidos como o "Incidente 1-2-3". Este
acontecimento não foi apenas um ponto de viragem na história colonial de
Macau, mas também um microcosmo histórico onde se cruzaram as correntes
da Guerra Fria, da descolonização e da vaga da Revolução Cultural.
Usando uma metáfora para imaginar Macau naquela época, poder-se-ia dizer:
o Governo Português de Macau era como um ninho de vespas capaz de picar
alguém até à morte, enquanto o PCC da era da Revolução Cultural era a
pessoa que derrubou esse ninho. Macau, encurralado no meio, parecia
particularmente infeliz.
I. A Administração Portuguesa de Macau: Vespas Capazes de Picar Até à
Morte
O domínio colonial de Portugal em Macau durou mais de quatrocentos anos.
Na década de 1960, embora se mantivesse uma "governação pacífica" à
superfície, a sociedade chinesa sofria há muito tempo de uma
discriminação institucional. Os funcionários portugueses detinham o
poder central, enquanto os chineses se encontravam em desvantagem em
termos políticos, económicos e de estatuto social. O investimento na
educação, saúde e infra-estruturas nas zonas de Coloane e Taipa era
gravemente insuficiente. Uma disputa sobre a expansão ilegal de uma
escola na Taipa conseguiu escalar rapidamente para um protesto em grande
escala, reflectindo precisamente o descontentamento popular acumulado ao
longo de muito tempo. Em 3 de Dezembro de 1966, uma grande multidão
empunhando as Citações do Presidente Mao invadiu o Palácio do
Governador. O Governo Português de Macau mobilizou forças militares e
policiais para reprimir os manifestantes, resultando em 8 mortos e mais
de 200 feridos. Esta cena foi como vespas a ripostar com picadas
venenosas após terem sido perturbadas. Para muitos chineses de Macau, a
opressão e a indiferença do governo colonial português assemelhavam-se,
de facto, a um ninho de vespas capaz de picar alguém até à morte.
II. O PCC: Aquele Que Derrubou o Ninho de Vespas
No entanto, a parte que derrubou o ninho de vespas também não era
inocente. A Revolução Cultural eclodiu em Maio de 1966, e o movimento
dos Guardas Vermelhos cresceu rapidamente, fazendo com que a linguagem e
as tácticas ao estilo da Revolução Cultural começassem a transbordar
para o exterior. Sob a liderança do Comité de Trabalho de Hong Kong e
Macau do PCC (Agência de Notícias Xinhua - Filial de Hong Kong), as
organizações de esquerda de Macau introduziram métodos como cartazes de
caracteres grandes (Dazibao), sessões de denúncia e coação para
pressionar o Governo Português de Macau. Contudo, o papel do PCC não foi
meramente o de radicais da Revolução Cultural. Estudos da academia
estrangeira apontam que a essência do "Incidente 1-2-3" foi um híbrido
de "anti-colonialismo + anti-Kuomintang (KMT) + luta ao estilo da
Revolução Cultural". Um dos objectivos centrais do PCC no incidente foi
purgar a influência do KMT em Macau. Eventualmente, o Governo Português
de Macau foi forçado a encerrar todas as instituições do KMT e a
deportar 7 "espiões" do KMT de volta para o interior da China, fazendo
com que a influência do KMT desaparecesse por completo de Macau. Isto
significa que aquele que derrubou o ninho de vespas não foi apenas um
radical da Revolução Cultural, mas também o vencedor na luta entre o
Partido Nacionalista e o Partido Comunista, utilizando a vaga da
Revolução Cultural para eliminar o último reduto do KMT em Macau.
III. Macau: A Infelicidade de Estar Encurralado no Fogo Cruzado
A infelicidade de Macau não residiu apenas em estar encurralado entre as
vespas e a pessoa que derrubou o seu ninho, mas também em ter sido
arrastado simultaneamente por múltiplas torrentes históricas, tais como
a Guerra Fria, a descolonização, a Revolução Cultural, a luta entre o
Partido Nacionalista e o Partido Comunista, e a política colonial
portuguesa. Sob a perspectiva da Guerra Fria, Macau era uma linha da
frente onde se cruzavam os blocos ocidental e socialista. Sob a
perspectiva da descolonização, a década de 1960 foi o auge dos
movimentos de independência nas colónias africanas e asiáticas; embora
Macau não tenha alcançado a independência formal, o descontentamento da
sociedade chinesa face ao domínio colonial reflectia esta tendência
global de descolonização. Sob a perspectiva da Revolução Cultural, o
movimento dos Guardas Vermelhos e a sua retórica política espalharam-se
rapidamente do interior da China para Hong Kong e Macau, influenciando
fortemente as estratégias de mobilização das organizações de esquerda.
Sob a perspectiva da luta entre os Nacionalistas e os Comunistas, um dos
objectivos centrais do "Incidente 1-2-3" foi purgar a influência do
Kuomintang (KMT) em Macau, estabelecendo assim a dominância política
exclusiva do Partido Comunista Chinês (PCC). Sob a perspectiva da
política colonial portuguesa, o governo central de Lisboa detinha um
controlo limitado sobre a sua colónia no Extremo Oriente. Além disso, o
eclodir da Guerra Colonial Portuguesa em África em 1961 marginalizou
estrategicamente Macau, levando a que a administração optasse por um
pedido de desculpas e compromisso em vez de uma repressão firme.
IV. Consequências do Incidente: As Vespas Perdem o Poder, o Ninho Muda
de Mãos
Após o incidente, o Governo Português de Macau não só pediu desculpas,
como também concordou em encerrar todas as instituições do KMT e
deportar os "espiões" do KMT de volta para o interior da China. Carmen
Amado Mendes, académica da Universidade de Coimbra em Portugal, assinala
que o momento em que as autoridades portuguesas de Macau aceitaram as
condições dos manifestantes, em 1967, marcou a falha factual do
exercício da soberania de Portugal ¡X ou seja, a perda da sua soberania
de facto sobre Macau. Isto significa que, embora Macau continuasse a ser
juridicamente uma colónia portuguesa antes de 1967, após o compromisso
de 1967, tornou-se efectivamente uma entidade política dominada pelo PCC,
tendo Portugal retido apenas a soberania nominal até à transferência
oficial em 1999.
V. Macau Arrastado pelas Torrentes da História
A infelicidade de Macau não residiu apenas em estar encurralado entre as
vespas e a pessoa que derrubou o seu ninho, mas também em ter sido
arrastado simultaneamente por múltiplas torrentes históricas. O Governo
Português de Macau era como um ninho de vespas capaz de picar alguém até
à morte, enquanto o PCC da era da Revolução Cultural era a pessoa que
derrubou esse ninho. Macau, encurralado no meio, parecia particularmente
infeliz. Contudo, a complexidade da história não reside em oposições a
preto e branco, mas sim em conflitos e compromissos sobrepostos e
entrelaçados. O "Incidente 1-2-3" é o reflexo perfeito desta
complexidade: foi tanto uma luta anti-colonial como a continuação do
conflito entre Nacionalistas e Comunistas; foi um transbordo da
Revolução Cultural, bem como o cruzamento da Guerra Fria e da
descolonização. A infelicidade de Macau serve como um microcosmo
comovente de como as pequenas localidades sofrem o impacto das grandes
eras nas torrentes da história humana.

¿Dªù¦U¬É¼y¯¬¤¤µØ¤H¥Á¦@©M°ê¦¨¥ß¤Q¤E©P¦~¤j·|¬ö©À³¹(¥¿±)¡A¤]¬O¤å¤Æ¤j²©R¼vÅT¨ì¿Dªùªº²£ª«¡C(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
Commemorative medal from the Grand Rally of All Walks of Life in Macau
Celebrating the 19th Anniversary of the Founding of the People's
Republic of China (Obverse), which was also a product of the Cultural
Revolution's influence expanding into Macau. (Image source: Acta
Scientrium Ngensis)
Medalha comemorativa do Grande Comício de Todos os Sectores de Macau em
Celebração do 19.º Aniversário da Fundação da República Popular da China
(Anverso), que foi também um produto da influência da Revolução Cultural
em Macau. (Fonte da imagem: Acta Scientrium Ngensis)
¡@
1966¦~¿DªùªÀ·|¨ü¤å²·¼éÂà¦V
The Shift in
Macau's Society Under the Influence of the Cultural Revolution in 1966
Viragem
na Sociedade de Macau Sob a Influência da Vaga da Revolução Cultural em
1966
¡@

®Ë¼w¦a (Rui de Andrade)
(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
Rui de Andrade (Image source: Acta Scientrium Ngensis)
Rui de Andrade (Fonte da imagem: Acta Scientrium Ngensis)
1966¦~11¤ë15¤éµo¥Íªº氹¥J¨Æ¥ó¡A¬O¿Dªù¤@¤G.¤T¨Æ¥óªº¾É¤õ½u¡C³o°_¨Æ¥óªºI´º¬O1960¦~¥Nªì´Á氹¥J¦a°Ï¨àµ£¥¢¾Ç°ÝÃDÄY«¡A·í¦a¤u¤H¤Îµó§{²Õ´°_¨ÓÄw¿ì¾Ç®Õ¡C©~¥Á¦ÛÄw¸g¶O¦¨¥ß¤F¡u氹¥J©~¥Á¾Ç®ÕÄw«Ø©eû·|¡v¡A¦V¿D¸²·í§½¥Ó½ÐÂX«Ø®ÕªÙ¡A«e«á¥æ¯A¤F24¦¸«o©l²×¥¼ÀòµªÂСC¦bµ¥«Ý³\¥i´Á¶¡¡A¤u¤H¥ý¦æ·f´×¬I¤u¡A·Ç³Æ±N¯}©Фl§ï«Ø¦¨®ÕªÙ¡C
·í¤Ñ¦±á¡A®ü®q¥«¬FÆU¥N²zÆUªø®Ë¼w¦a (Rui de Andrade)
¦b¤W¯Z³~¤¤µo²{氹¥J§{²³¾Ç®Õªù«e·f°_¤F´×¬[¡AÀH§Y¬£¥Xĵ¹î«e©¹ªý¤î®ÕªÙÂX«Ø¤uµ{¡A²z¥Ñ¬O¥¼¸g§åã¡C¤u¤HÌÄ~Äò¤u§@¡A¨S¦³²z·|ĵ¤èªºÄUªý¡C®Ë¼w¦a«á¨Ó¦b±µ¨ü³X°Ý®É¦^¾Ð»¡¡A¥L·í®É¤£ª¾¹D¤u¤H¦b°µ¤°»ò¡A»{¬°Äµ¹îĵ§i«á¤u¤H¤´¤£²z·|¡A¬O©úÅã¹Hªkªº¦æ¬°¡A¥Lı±o¤u¤H§¹¥þ¤£´L«¥LªºÅv«Â¡A©Ò¥H¤U¥O©ë®·¡C
¨ÆºAÀH§Y¤É¯Å¡A¿D¸²¨¾¼É¶¤¥X动¡A°ÊªZ¼Þ¥´²{³õ¸s²³¡C¨Æ¥ó³y¦¨24¤H¨ü¶Ë¡A6¤H³Q®·¡A¨ä¤¤¥]¬Aµæ¹A¤u·|¦¨û¡BÃz¦Ë¤u·|¦¨û¥H¤Î¡m¿Dªù¤é³ø¡n°OªÌ¡C¦h¦W¶ËªÌÀYÆ`³Q¥´¶Ë¡A°OªÌ³Q¦©¯dªø¹F2¤p®É¡C³o³Qµø¬°¸²¿D·í§½¹ïµØ¤H±Ð¨|»Ý¨Dªø´Áºzµøªº¨å«¬®×¨Ò¡X¡X©~¥Á¦Û筹¸êª÷¿ì¾Ç«o¾D©x¤è©ì©µ¤£²z¡A³Ì²×¥H¼É¤Oªý¤î«Ø®Õ¡C¨Æ¥óµo¥Í«á¡A¡u氹¥J©~¥Á¾Ç®ÕÄw«Ø©eû·|¡v¦V¿D¸²¬F©²´£¥X¤¶µn¨D¡A¥]¬AÄYÃg»F¨ÆªÌ¡CµM¦Óªº¤£º¡±¡ºü¨³³t½¯©µ¡A¿Ë¥_¨ÊªÀ¹Îµo°_§Üij¡A¥þ¿D½d³ò¤ºÃzµo½}¤u¡B½}¥«¡C¨C¤Ñ¦³¤j¶q¤H¸s»E¶°¦b¿D·þ©²¥~§Üij¡A¨ÆºA¤£Â_¤É¯Å¡C¨ì¤F12¤ë3¤é¡A§Üij¬¡°ÊºtÅܦ¨¤j³W¼Ò°Ê¶Ã¡A³y¦¨8¤H¦º¤`¡B200¾l¤H¨ü¶Ë¡A³o´N¬O¾ú¥v¤WµÛ¦Wªº¤@¤G.¤T¨Æ¥ó¡C
¦b·í®É¤¤¤èªº¬FªvÀ£¤O¤U¡A¿D¸²¬F©²¬°¤F¥®§°Ê¶Ã¡A¥²¶·±N¨Æ¥ó¤¤ªºª½±µ³d¥ô¤HºM¾¨ÃÅX³v¥X¹Ò¡C1966¦~12¤ë16¤é¡A¿D·þ¹Å¼Ö§È«Å¥¬ºM´«¦h¦W©xû¡A¥]¬A³°x¥q¥O¬Iºû¯Ç¡B¿Dªùĵ¹îÆUÆUªø³Å§Q¨F¡B®ü®q¥«¥«¬FÆUÆUªø®Ë¼w¦a¥H¤Î®ü®q¥«Äµ¹îÆUÆUªøÃCºÝ¥§µ¥¤@¤z¤H¡C®Ë¼w¦a§@¬°ª½±µ¤U¥O©ë®·¨Ã¾ÉP¬y¦å¨Æ¥óªº©xû¡A¦¨¬°ºnºM´«¹ï¶H¡C®Ë¼w¦a³Q¡u³Q¢ªð¦^¸²°ê¡vªº¤º¹õ¡A¨Ã¤£¬O¦Ûµo©ÊÃ㾡A¦Ó¬O¬Fªv³B¸m¡C¿D¸²¬F©²·í®É«Â«H¤w¸g³à¥¢¡A¥²¶·¥Î¤HÀY´«¨úéw¡A¦V¥_¨Ê¤è±¥Ü¦n¡C±N³o¨Çª½±µ³d¥ô¤HºM¾¨ÃÅX³v¥X¹Ò¡A¬O¸f¿DÂù¤è¬Fªv§´¨óªºµ²ªG¡C¦¹¨Æ¥ó¹ý©³§ïÅܤF¿Dªùªº¬Fªv®æ§½¡A¿D¸²¬F©²ªººÞªv«Â«H±Y¼ì¡A¿Ë¥_¨Êªº¥ª¬£¶Õ¤O¦Û¦¹¥D¾É¿DªùªÀ·|¡A³oºØ¬Fªv®æ§½¤@ª½©µÄò¨ì¿Dªù¦^Âk¤¤°ê¡C®Ë¼w¦aªº¨Æ¥ó¦¨¬°¿Dªù´Þ¥Á¾ú¥vªº«nÂà±ÊÂI¡A¼Ð»xµÛ¸²µå¤ú¹ï¿Dªù²Îªvªº¹ê½è©Ê°I¸¨¡C
¡@
The Taipa Incident, which
occurred on November 15, 1966, served as the fuse for the "12-3
Incident" in Macau. The background to this event was the severe lack of
schooling options for children in the Taipa region during the early
1960s, which prompted local workers and neighborhood organizations to
band together to establish a school. Raising funds on their own, the
residents formed the "Preparatory Committee for the Construction of the
Taipa Residents' School" and applied to the Macanese Portuguese
authorities for permission to expand the school premises. Despite
following up 24 times, they never received a response. While waiting for
the permit, workers went ahead with erecting bamboo scaffolding to
convert a dilapidated building into school classrooms. That morning, Rui
de Andrade, the acting administrator of the Municipal Council of the
Islands, noticed the bamboo scaffolding erected in front of the Taipa
Fong Chong School on his way to work. He immediately dispatched police
officers to halt the school expansion project on the grounds that it
lacked official approval. The workers carried on with their labor,
ignoring the police's warnings. Andrade later recalled in an interview
that he did not know what the workers were doing at the time. He
believed that the workers' refusal to comply after police warnings was a
flagrant violation of the law. Feeling that the workers showed a
complete disregard for his authority, he ordered the arrests.
The situation escalated immediately as the Macanese Portuguese riot
squad deployed and used force to beat the crowd at the scene. The
incident left 24 people injured and 6 arrested, including members of the
Vegetable Farmers' Union, the Firecrackers' Union, and a reporter from
the Macao Daily News. Multiple casualties sustained head injuries, and
the reporter was detained for up to two hours. This was viewed as a
quintessential case of the Portuguese colonial authorities'
long-standing neglect of Chinese educational needs¡Xwhere residents
funded their own school only to be ignored and delayed by officials, and
ultimately met with violence when attempting to build it. Following the
incident, the "Preparatory Committee for the Construction of the Taipa
Residents' School" presented five demands to the Macanese Portuguese
government, including the severe punishment of the perpetrators.
However, public resentment spread rapidly. Pro-Beijing associations
launched protests, triggering city-wide strikes among workers and
merchants across Macau. Every day, massive crowds gathered outside the
Governor's Palace to protest, causing the situation to spiral out of
control. By December 3, the protests erupted into large-scale riots that
left 8 people dead and over 200 injured, becoming historically known as
the "12-3 Incident."
Under intense political pressure from the Chinese side at the time, the
Macanese Portuguese government had to dismiss and deport the officials
directly responsible for the incident to quell the unrest. On December
16, 1966, Governor José Nobre de Carvalho announced the replacement of
several officials, including Military Commander Schmidt, Macau Police
Chief Frutuoso, Island Municipal Council Administrator Rui de Andrade,
and Island Police Chief Antoni. As the official who had directly ordered
the arrests that led to the bloodshed, Andrade became the primary target
for removal. The inside story of Andrade being "forced to return to
Portugal" reveals that it was not a voluntary resignation but a
political disposal. Having lost its authority, the Macanese Portuguese
government had to sacrifice these officials to trade for stability and
show goodwill to Beijing. Dismissing and deporting those directly
responsible was the result of a political compromise between Guangdong
and Macau. This incident thoroughly reshaped Macau's political
landscape; the governing authority of the Macanese Portuguese government
collapsed, and pro-Beijing leftist forces dominated Macau society from
then on¡Xa political structure that persisted until Macau's handover to
China. The Andrade incident became a major turning point in Macau's
colonial history, marking the substantive decline of Portuguese rule
over Macau.
¡@
¡@
O Incidente da Taipa,
ocorrido em 15 de Novembro de 1966, serviu de estopim para o "Incidente
1-2-3" em Macau. O contexto deste acontecimento prende-se com o facto
de, no início da década de 1960, a falta de escolaridade para as
crianças na zona da Taipa ser um problema grave, o que levou os
trabalhadores e moradores locais a organizarem-se para fundar uma escola.
Os residentes angariaram fundos próprios e criaram a "Comissão
Preparatória para a Construção da Escola dos Moradores da Taipa",
solicitando às autoridades portuguesas de Macau a aprovação para a
expansão das instalações escolares, tendo realizado diligências por 24
vezes sem nunca obter resposta. Enquanto aguardavam pela licença, os
trabalhadores avançaram com a montagem de andaimes de bambu para
transformar uma casa degradada em instalações escolares. Naquela manhã,
Rui de Andrade, administrador interino da Câmara Municipal das Ilhas, a
caminho do trabalho, deparou-se com os andaimes montados em frente à
Escola Fong Chong da Taipa. De imediato, enviou a polícia para travar as
obras de expansão sob o pretexto de falta de autorização. Os
trabalhadores continuaram a trabalhar, ignorando a advertência policial.
Mais tarde, numa entrevista, Rui de Andrade recordou que, na altura, não
sabia o que os trabalhadores estavam a fazer e considerou que a
insistência deles após o aviso da polícia constituía uma violação
flagrante da lei. Sentindo que os trabalhadores desrespeitavam
totalmente a sua autoridade, ordenou a detenção dos mesmos.
A situação agravou-se de imediato com a intervenção do corpo de polícia
anti-motim de Macau, que recorreu à força física para agredir a multidão
no local. O incidente resultou em 24 feridos e 6 detidos, incluindo
membros do Sindicato dos Produtores de Hortaliças, do Sindicato dos
Operários de Fogo-de-Artifício e um jornalista do Diário de Macau.
Vários feridos sofreram lesões cranianas e o jornalista ficou retido por
duas horas. Este caso foi visto como um exemplo típico da negligência
prolongada das autoridades portuguesas face às necessidades educativas
da população chinesa ¡X onde os residentes financiaram a própria escola,
mas enfrentaram a inércia e o adiamento oficial, culminando no uso da
violência para impedir a construção. Após o sucedido, a "Comissão
Preparatória para a Construção da Escola dos Moradores da Taipa"
apresentou cinco exigências ao Governo de Macau, incluindo a punição
severa dos culpados. No entanto, o descontentamento popular alastrou-se
rapidamente. As associações pró-Pequim lançaram protestos, desencadeando
greves e o encerramento do comércio em toda a Macau. Diariamente,
grandes multidões concentravam-se em frente ao Palácio do Governador
para protestar, provocando uma escalada contínua. Em 3 de Dezembro, os
protestos degeneraram em distúrbios de grande escala, que causaram 8
mortos e mais de 200 feridos, ficando para a história como o célebre "Incidente
1-2-3".
Sob a pressão política da parte chinesa na altura, e para acalmar os
tumultos, o Governo de Macau viu-se obrigado a exonerar e expulsar do
território os responsáveis directos pelo incidente. Em 16 de Dezembro de
1966, o Governador José Nobre de Carvalho anunciou a substituição de
vários funcionários, incluindo o Comandante Militar Schmidt, o
Comandante da Polícia de Macau Frutuoso, o Administrador do Município
das Ilhas Rui de Andrade e o Comandante da Polícia das Ilhas Antoni.
Como o funcionário que ordenara directamente as detenções que conduziram
ao derramamento de sangue, Rui de Andrade tornou-se o principal alvo de
exoneração. Os bastidores que levaram Rui de Andrade a ser "forçado a
regressar a Portugal" revelam que não se tratou de uma demissão
voluntária, mas sim de uma resolução política. O Governo de Macau já
tinha perdido a sua autoridade e precisava de sacrificar estes quadros
para recuperar a estabilidade e demonstrar boa vontade a Pequim. A
exoneração e expulsão destes responsáveis directos foi o resultado de um
compromisso político entre Guangdong e Macau. Este incidente alterou
profundamente o panorama político de Macau; o prestígio e a autoridade
da governação portuguesa desmoronaram-se, e as forças de esquerda
pró-Pequim passaram a dominar a sociedade de Macau desde então ¡X uma
estrutura política que se manteve até à transferência de soberania para
a China. O caso de Rui de Andrade tornou-se um ponto de viragem crucial
na história colonial de Macau, marcando o declínio substantivo do
domínio português sobre o território.
¡@
氹¥J«Ø®Õ½Ä¬ðÃöÁäÂà±ÊÂI
The Critical
Turning Point of the Taipa School Construction Conflict
O Ponto de Viragem
Crucial no Conflito da Construção da Escola da Taipa

±q¹Å¼Ò±Ð°ó°ª¦a³B±æ¦V氹¥J§{²³¾Ç®Õ׫سõ¦aªº±¡ªp¡A³o®ÉÔ¦³¤j¶qĵ¹î¶°µ²¡C(¹Ï¤ù¨Ó·½:
©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
A view from the high ground
of the Our Lady of Carmel Church looking towards the construction site
of the Taipa Fong Chong School, where a large number of police officers
were gathering. (Image source: Acta Scientrium Ngensis)
Uma vista a partir do alto
da Igreja de Nossa Senhora do Carmo em direcção ao local das obras de
remodelação da Escola Fong Chong da Taipa, num momento em que se
registava uma grande concentração de forças policiais. (Fonte da imagem:
Acta Scientrium Ngensis)

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©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
The original description
from Oppose the Bloody Atrocities of the Portuguese Imperialists in
Macau: "Inhumane and brutal beatings! The Portuguese police spared
neither children nor old men, and even slammed batons into women's lower
bodies." However, the actual observation was that physical clashes broke
out when the police riot squad was deployed to suppress the scene where
the Taipa Fong Chong School was expanding its premises to meet
educational needs. (Image source: Acta Scientrium Ngensis)
A descrição original em
Contra as Atrocidades Sangrentas dos Imperialistas Portugueses em Macau:
"Espancamentos desumanos e cruéis! A polícia portuguesa não poupou nem
crianças nem idosos, e chegou a golpear a parte inferior do corpo de
mulheres com bastões." Contudo, a observação real foi a de que eclodiram
confrontos físicos quando o corpo de polícia anti-motim foi mobilizado
para reprimir o local onde a Escola Fong Chong da Taipa expandia as suas
instalações para responder às necessidades educativas. (Fonte da imagem:
Acta Scientrium Ngensis)

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(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
Sixty years have passed.
Taipa has seen its mulberry fields turn into oceans, and those oceans
turn into a casino city. The former site of the Taipa Fong Chong School
has now become a restaurant. In today's real estate-driven and
tax-focused society, it is already a miracle that the original building
survives. Building a school was originally intended to benefit countless
students and had nothing to do with politics. Yet, by some mysterious
twist of fate, it was dragged into a devastating political whirlpool,
ultimately leading to the martyrdom of eight Macau citizens! (Image
source: Acta Scientrium Ngensis)
Passaram-se sessenta anos.
A Taipa viu os seus campos de cultivo transformarem-se em oceanos, e
esses oceanos transformarem-se numa cidade de casinos. O antigo local da
Escola Fong Chong da Taipa é hoje um restaurante. Na sociedade actual,
movida pelo lucro imobiliário e pela tributação, a sobrevivência do
edifício original já é um milagre. A construção de uma escola destinava-se
originalmente a beneficiar inúmeros estudantes e nada tinha a ver com a
política. No entanto, por uma misteriosa força do destino, acabou por
ser arrastada para um turbilhão político devastador, resultando na morte
de oito cidadãos de Macau! (Fonte da imagem: Acta
Scientrium Ngensis)
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(Rui de Andrade)
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The Taipa school
construction conflict of November 15, 1966, was a critical turning point
in modern Macau history. This event, which originally began as a civic
dispute over a school expansion project, eventually escalated into a
large-scale police-civilian clash and became a major fuse for the
subsequent "12-3 Incident." Due to the need to expand its premises for
educational purposes, the Taipa Fong Chong School prompted Macau
residents to self-fund and establish the "Preparatory Committee for the
Construction of the Taipa Residents' School," which repeatedly applied
to the Macanese Portuguese authorities for construction approval.
Records show that the school followed up with the authorities as many as
twenty-four times, but went without an official response for a long
period, leaving their educational needs ignored for a long time. In the
absence of official approval and to avoid delaying the educational
progress, the school and residents decided to go ahead with erecting
bamboo scaffolding for construction. On November 15, Rui de Andrade, the
acting administrator of the Municipal Council of the Islands, passed by
the Fong Chong School on his way to work. Noticing that scaffolding had
been erected in front of the school, he immediately dispatched a police
officer to investigate and halt the construction. The workers ignored
the warning and continued working. Andrade then dispatched more police
forces to intervene, and the police riot squad was deployed to suppress
the scene. Following a standoff, a conflict rapidly erupted, with the
Portuguese police accused of beating the crowd, resulting in multiple
injuries.
According to official and civilian records, this conflict resulted in 40
injuries and 66 arrests, including a reporter from the Macao Daily News
who was covering the scene. Among the detainees were many members of the
school construction preparatory committee and representatives of the
Macau Chinese community involved in the negotiations. Following the
incident, the Macao Chamber of Commerce and representatives of the
school construction committee immediately went to the Governor's Palace
to negotiate, demanding the release of the detainees and a thorough
investigation into the incident. However, some of those who went to
negotiate were not granted an immediate audience; instead, they were
detained, further fueling the resentment of the Chinese community. The
social reaction and subsequent impacts of the Taipa school construction
conflict quickly triggered strong responses from all walks of life in
Macau. On November 18, Taipa residents put forward five demands,
including an apology, compensation, and the release of the detained
personnel. However, the Macanese Portuguese authorities responded slowly
and maintained a rigid stance. This conflict was no longer just about
the construction of school premises; it triggered long-accumulated
discontent among Macau Chinese toward Portuguese colonial rule.
Nationalist sentiments were quickly ignited, and actions such as street
protests and city-wide strikes by workers and merchants commenced
immediately. The spark quickly set off a prairie fire, ultimately
leading to the even larger-scale "12-3 Incident" on December 3, 1966¡Xthe
largest police-civilian clash in Macau's history.
The Taipa school construction conflict of November 15, 1966, marked a
shift in Macau's social contradictions from peaceful negotiations to
large-scale protests. It was not only the beginning of social unrest in
the late period of Portuguese colonial rule but also profoundly shaped
Macau's political landscape thereafter. The incident prompted the
Chinese community to demand political reforms and equal rights more
vigorously, laying the groundwork for Macau's gradual transition toward
China in the 1970s. This event has also become an important case study
in modern Macau historical research, demonstrating how social
contradictions in the late colonial era can evolve from specific
livelihood issues into political movements, and how civil society
expresses demands through collective action after prolonged suppression.
The Taipa school construction conflict reminds us that major turning
points in history often begin with seemingly minor daily events: the
expansion of a single school unexpectedly altered the trajectory of
Macau's destiny.
¡@
O conflito da construção da
escola na Taipa, em 15 de Novembro de 1966, constituiu um ponto de
viragem crucial na história contemporânea de Macau. Este acontecimento,
que inicialmente começou como uma disputa civil em torno das obras de
expansão de uma escola, acabou por degenerar num confronto em grande
escala entre a polícia e os residentes, tornando-se um importante
estopim para o posterior "Incidente 1-2-3". Devido à necessidade de
expandir as instalações para fins educativos, a Escola Fong Chong da
Taipa motivou os residentes de Macau a financiarem a criação da "Comissão
Preparatória para a Construção da Escola dos Moradores da Taipa", a qual
solicitou repetidamente a aprovação das obras junto das autoridades
portuguesas de Macau. Segundo os registos, os responsáveis da escola
realizaram diligências junto das autoridades por vinte e quatro vezes,
mas ficaram sem resposta oficial durante um longo período, sendo as
necessidades educativas ignoradas de forma prolongada. Perante a demora
na obtenção da autorização oficial, e para não atrasar o progresso
escolar, a escola e os residentes decidiram avançar com a montagem de
andaimes de bambu para a execução das obras. No dia 15 de Novembro, Rui
de Andrade, administrador interino da Câmara Municipal das Ilhas, passou
junto à Escola Fong Chong a caminho do trabalho. Ao notar os andaimes
montados em frente à escola, enviou imediatamente um agente policial
para averiguar e ordenar a interrupção dos trabalhos. Os operários
ignoraram a advertência e continuaram a trabalhar. Rui de Andrade enviou
então mais reforços policiais para intervir, tendo o corpo de polícia
anti-motim avançado para reprimir a situação. Após um impasse, eclodiu
rapidamente um conflito, com a polícia portuguesa a ser acusada de
agredir a multidão, resultando em vários feridos.
De acordo com os registos oficiais e civis, este confronto causou 40
feridos e 66 detidos, incluindo um jornalista do Diário de Macau que se
encontrava a fazer a cobertura no local. Entre os detidos figuravam
muitos membros da comissão preparatória da construção da escola e
representantes da comunidade chinesa de Macau envolvidos nas negociações.
Após o sucedido, a Associação Comercial de Macau e os representantes da
comissão da escola dirigiram-se imediatamente ao Palácio do Governador
para negociar, exigindo a libertação dos detidos e uma investigação
rigorosa sobre o caso. Contudo, alguns dos que se deslocaram para a
audiência não foram recebidos de imediato; em vez disso, foram detidos,
o que inflamou ainda mais o descontentamento da sociedade chinesa.
Quanto à reacção social e aos impactos subsequentes, o conflito da
construção da escola na Taipa gerou rapidamente uma forte reacção em
todos os sectores de Macau. Em 18 de Novembro, os residentes da Taipa
apresentaram cinco exigências, que incluíam um pedido de desculpas,
indemnizações e a libertação das pessoas detidas. No entanto, as
autoridades portuguesas de Macau responderam com lentidão e mantiveram
uma postura rígida. Este confronto já não se limitava à questão da
construção das instalações escolares; serviu para despoletar o
descontentamento há muito acumulado na comunidade chinesa face ao
domínio colonial português. Os sentimentos nacionalistas foram
rapidamente acesos, dando início imediato a acções de protesto nas ruas,
greves e ao encerramento do comércio. A faísca rapidamente provocou um
incêndio total, culminando, em 3 de Dezembro de 1966, no "Incidente
1-2-3" de maior envergadura ¡X o maior confronto entre a polícia e os
civis na história de Macau.
O conflito da construção da escola na Taipa, em 15 de Novembro de 1966,
marcou a transição das contradições sociais de Macau de negociações
pacíficas para protestos em grande escala. Não foi apenas o início da
agitação social no período final do domínio colonial português, mas
também moldou profundamente o panorama político subsequente de Macau. O
incidente impulsionou a sociedade chinesa a exigir de forma mais
enérgica reformas políticas e igualdade de direitos, lançando as bases
para a transição gradual de Macau para a China na década de 1970. Este
caso tornou-se também um marco importante na investigação da história
contemporânea de Macau, demonstrando como as contradições sociais no
final da era colonial podem evoluir de questões concretas de
subsistência para movimentos políticos, e como a sociedade civil
expressa as suas reivindicações através da acção colectiva após uma
opressão prolongada. O conflito da construção da escola na Taipa
recorda-nos que os grandes pontos de viragem na história começam muitas
vezes com acontecimentos quotidianos aparentemente insignificantes: a
expansão de uma única escola alterou, inesperadamente, a trajectória do
destino de toda a Macau.


¡m¤Ï¹ï¸²«Ò¦b¿Dªùªº¦å¸{¼É¦æ¡nì¤å´yz:¸²Äµ¹³³¥Ã~¯ë³s¹L¸ôªº¤¤°ê¦PM¤]§ì¦í¬½¬½¬r¥´¡C (¹Ï¤ù¨Ó·½:
©µ³®¬ì¾Çºî¦X«Ç)
The original description
from Oppose the Bloody Atrocities of the Portuguese Imperialists in
Macau: "Like wild beasts, the Portuguese police even grabbed Chinese
compatriots who were merely passing by and beat them brutally." (Image
source: Cognitio Sapiens Ngensis)
A descrição original em Contra as Atrocidades Sangrentas dos
Imperialistas Portugueses em Macau: "Como feras selvagens, a polícia
portuguesa agarrou até mesmo os compatriotas chineses que apenas
passavam pelo local, espancando-os brutalmente." (Fonte da imagem:
Cognitio Sapiens Ngensis)
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(Carlos Armando da Mota Cerveira)

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©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
Carlos Armando da Mota Cerveira (Image source: Acta Scientrium
Ngensis)
Carlos Armando da Mota Cerveira (Fonte da imagem: Acta Scientrium
Ngensis)
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¬Iºû¯Ç (Carlos Armando da Mota Cerveira)
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Carlos Armando da Mota
Cerveira is one of the pivotal figures during the period of Portuguese
colonial rule in Macau. According to available records, his most
well-known historical role was serving as the Acting Governor during the
"12-3 Incident" in Macau in 1966. In the 1960s, Macau was undergoing a
gradual transformation in its social structure, political climate, and
colonial governance model, while public resentment within the local
Chinese community toward the Portuguese colonial authorities was
steadily accumulating. Against this backdrop, what Cerveira faced was
not merely an issue of general administration, but a crisis in which the
entire colonial ruling order was being severely challenged. The "12-3
Incident" of 1966 was a major turning point in modern Macau history. The
incident originated from disputes involving school premises, educational
administration, and the colonial authorities' handling of these matters,
which then rapidly escalated into large-scale social conflicts and
political confrontations. As one of the highest-ranking Portuguese
administrative figures at the time, Cerveira had to respond directly to
this crisis. However, relevant data indicates that he adopted a
relatively rigid stance when handling the incident, failing to defuse
the tension between the Chinese community and the colonial government.
Instead, his unyielding posture caused the incident to escalate further
to a certain extent, ultimately prompting a significant adjustment in
the way the Portuguese side governed Macau. Colonial regimes often
require two sets of languages simultaneously: one for internal use to
maintain authority, emphasizing discipline, nationhood, and dignity; the
other for external use, attempting to present themselves as legitimate,
rational, and responsible governors. Yet, in the actual experience of
local society, colonial rule is usually not an abstract system, but
something manifested concretely through police force, administrative
orders, and methods of crisis management.
Carlos Armando da Mota
Cerveira é uma das figuras fundamentais do período do domínio colonial
português em Macau. De acordo com os dados disponíveis, o seu papel
histórico mais conhecido foi o de Encarregado do Governo interino de
Macau durante o "Incidente 1-2-3" em 1966. Na década de 1960, Macau
encontrava-se numa fase de transição gradual na sua estrutura social,
ambiente político e modelo de governação colonial, enquanto o
descontentamento da sociedade chinesa local face às autoridades
coloniais portuguesas se acumulava progressivamente. Neste contexto, o
que Cerveira enfrentava não era uma mera questão de administração geral,
mas sim uma crise em que toda a ordem do domínio colonial estava a ser
severamente desafiada. O "Incidente 1-2-3" de 1966 constituiu um grande
ponto de viragem na história contemporânea de Macau. O incidente teve
origem em disputas relacionadas com instalações escolares, administração
educativa e a forma de actuação das autoridades coloniais, evoluindo
rapidamente para conflitos sociais e confrontações políticas em grande
escala. Sendo uma das mais altas figuras da administração portuguesa na
época, Cerveira teve de lidar directamente com esta crise. Contudo, os
dados relevantes indicam que adoptou uma postura relativamente rígida na
gestão do incidente, não conseguindo aliviar a tensão entre a comunidade
chinesa e o governo colonial. Pelo contrário, a situação agravou-se
ainda mais, até certo ponto, devido à sua atitude intransigente, o que
acabou por motivar um ajustamento claro na forma de governação de
Portugal em Macau. Os regimes coloniais necessitam frequentemente de
dois conjuntos de linguagens em simultâneo: um para o uso interno para
manter a autoridade, enfatizando a disciplina, a pátria e a dignidade;
outro para o uso externo, tentando apresentar-se como um administrador
legítimo, racional e responsável. No entanto, na experiência real da
sociedade local, o domínio colonial geralmente não é um sistema
abstracto, mas sim algo que se manifesta concretamente através da força
policial, de ordens administrativas e dos métodos de gestão de crises.
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The Highlight
of Cerveira's Career
O Momento de
Destaque na Carreira de Cerveira

¬Iºû¯Ç (Carlos Armando da Mota Cerveira) À˾\¿D³°x³¡¶¤±¡§Î¡C
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Carlos Armando da
Mota Cerveira reviewing the troops of the Portuguese Military Forces in
Macau. (Image source: Acta Scientrium Ngensis)
Carlos Armando da Mota Cerveira a passar revista às Forças Militares de
Macau. (Fonte da imagem: Acta Scientrium Ngensis)
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On May 8, 1966, a
high-profile appointment took place in Macau's political arena. At 11:00
a.m. that morning, Carlos Armando da Mota Cerveira, Commander-in-Chief
of the Military Forces, was officially sworn in as the President of the
Municipal Council of Macau on the second floor of the Governor's Palace.
The inauguration ceremony was personally overseen by Governor Lieutenant
Colonel António Adriano Faria Lopes dos Santos, making for a solemn and
grand occasion. The ceremony was attended by heads of various government
departments as well as over a hundred prominent figures from both the
Chinese and Western communities, demonstrating how much attention this
personnel change attracted. The ceremony began with Henrique de
Albuquerque Silva, the Director of Civil Administration, reading the
appointment decree from Lisbon, which established the legality and
authority of Cerveira's appointment. Subsequently, Cerveira took the
oath of office in accordance with regulations, officially assuming the
duties of the President of the Municipal Council. Following the oath,
Governor Lopes dos Santos delivered a speech, speaking highly of
Cerveira's past performance in his military roles and describing him as
diligent, hardworking, and deeply responsible. Lopes dos Santos also
mentioned that the former President of the Municipal Council, Carlos,
had been forced to step down due to health issues, and the council's
duties had temporarily been managed by the military, reflecting a
certain transition and adjustment in administrative operations at the
time. Against this background, Cerveira's assumption of office carried
the expectation that he would stabilize the situation and promote
municipal development. In his reply, Cerveira showed humility,
expressing his commitment to doing his utmost to fulfill his duties and
his hope for the support and cooperation of the municipal councilors and
people from all walks of life to jointly advance municipal work. Though
concise, his words demonstrated a pragmatic attitude toward his future
tasks. At the end of the ceremony, guests signed the guestbook in turn,
and the atmosphere shifted from solemn to relaxed. Cerveira then
proceeded immediately to the Municipal Council to formally assume his
duties, symbolizing the transition of his role from the ceremonial level
to actual administrative operations. At this point, Cerveira held
multiple key offices simultaneously; he was not only the
Commander-in-Chief of the Military Forces in Macau but also served as
the President of the Municipal Council of Macau, and was responsible for
serving as the Acting Governor of Macau during the Governor's official
travels abroad. He became one of the core figures at the intersection of
military and political power in Macau at the time. Such a concentration
of power and multiplicity of roles was truly rare in the colonial
governance system of that era. However, this military and political
official, who had been given such high expectations at his inauguration
ceremony, would go on to leave a starkly different mark in the
subsequent course of history. By November 1966, with the change of
Governor and a rapid shift in the situation, Cerveira's decisions and
actions ultimately brought a profound and heavy tragedy to Macau,
becoming a page that cannot be ignored in future historical evaluations.
Em 8 de Maio de 1966, o
cenário político de Macau foi marcado por uma nomeação de grande
destaque. Pelas onze horas da manhã daquele dia, o Comandante Militar
Carlos Armando da Mota Cerveira tomou posse oficialmente como Presidente
da Câmara Municipal de Macau, no segundo andar do Palácio do Governador.
A cerimónia de posse foi presidida pessoalmente pelo Governador, o
Tenente-Coronel António Adriano Faria Lopes dos Santos, revestindo-se de
solenidade e imponência. O acto contou com a presença de directores de
vários serviços públicos e de mais de uma centena de personalidades de
relevo das comunidades chinesa e ocidental, o que demonstra o elevado
interesse que esta alteração de pessoal despertou. A cerimónia teve
início com a leitura, por parte do Chefe dos Serviços de Administração
Civil, Henrique de Albuquerque Silva, do decreto de nomeação vindo de
Lisboa, confirmando a legalidade e a autoridade da nomeação de Cerveira.
Em seguida, Cerveira prestou o juramento legal, assumindo formalmente as
funções de Presidente da Câmara Municipal. Concluído o juramento, o
Governador Lopes dos Santos proferiu um discurso no qual elogiou as
funções militares anteriormente desempenhadas por Cerveira, descrevendo-o
como um homem zeloso, trabalhador e dotado de um elevado sentido de
responsabilidade. Lopes dos Santos referiu ainda que o anterior
Presidente da Câmara Municipal, Carlos, se vira obrigado a deixar o
cargo por motivos de saúde, tendo as funções da câmara sido geridas
temporariamente pelos militares, o que reflectia uma certa transição e
ajustamento nas operações administrativas da época. Neste contexto, a
tomada de posse de Cerveira gerou a expectativa de que este pudesse
estabilizar a situação e impulsionar o desenvolvimento municipal. Na sua
resposta, Cerveira mostrou-se humilde, manifestando o seu empenho em dar
o seu melhor no cumprimento dos seus deveres e expressando o desejo de
contar com o apoio e a colaboração dos vereadores e dos diversos
sectores da sociedade para, em conjunto, fazerem avançar os trabalhos
municipais. Embora breves, as suas palavras demonstraram uma atitude
pragmática face às tarefas futuras. No final da cerimónia, os convidados
assinaram sucessivamente o livro de honra, tornando a atmosfera mais
descontraída. Logo após, Cerveira dirigiu-se à Câmara Municipal para
iniciar formalmente as suas funções, simbolizando a transição do seu
papel do plano cerimonial para a operação administrativa real. Neste
momento, Cerveira acumulava vários cargos de grande importância: era não
só o Comandante das Forças Militares em Macau, mas também exercia as
funções de Presidente da Câmara Municipal de Macau e assumia o cargo de
Encarregado do Governo de Macau durante as ausências do Governador no
estrangeiro. Tornou-se, assim, uma das figuras centrais na convergência
dos poderes militar e político em Macau na época. Esta concentração de
poder e multiplicidade de papéis eram verdadeiramente raras no sistema
de governação colonial daquele tempo. Contudo, este dirigente militar e
político, em quem se tinham depositado elevadas expectativas na
cerimónia de posse, viria a deixar uma marca profundamente diferente no
desenvolvimento histórico posterior. Em Novembro de 1966, com a
substituição do Governador e a rápida alteração da conjuntura, as
decisões e acções de Cerveira acabaram por trazer uma profunda e pesada
tragédia para Macau, constituindo uma página impossível de ignorar nas
avaliações históricas futuras.

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Cerveira) ¡C (¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
Acting Governor
Carlos Armando da Mota Cerveira handling the situation during the "12-3
Incident." (Image source: Acta Scientrium Ngensis)
O Encarregado do Governo, Carlos Armando da Mota Cerveira, a lidar com a
situação durante o período do "Incidente 1-2-3". (Fonte da imagem:
Acta Scientrium Ngensis)
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Cerveira is one of the
pivotal figures in Macau during the period of Portuguese colonial rule.
Records show that when severe social conflicts broke out in Macau in
December 1966, he handled the situation in his capacity as the
"Portuguese Acting Governor," while simultaneously serving as one of the
core figures within the Portuguese military and political apparatus in
Macau. In historical narratives of Macau, his name is usually closely
linked to the "12-3 Incident," because that event profoundly transformed
both Portugal's governance approach in Macau and the political dynamic
of the Chinese community. During the 1960s, Macau stood under
multi-layered pressures from the Cold War, colonial decolonization, and
the spillover of the political atmosphere from mainland China. The "12-3
Incident" of 1966 originated from the Macau authorities' handling of a
school premises issue involving a Chinese group, which triggered public
resentment and quickly escalated into a large-scale political storm. In
this context, Cerveira, as the Acting Governor at the time, faced a
crisis that was not merely a matter of public order, but a direct blow
to the legitimacy of colonial rule. Regarding Cerveira's role in the
incident, existing records note that Ho Yin, a prominent Macau Chinese
leader, visited Cerveira to urge him to handle the situation with
caution, but Cerveira maintained a rigid stance and did not accept the
advice. Judging from relevant narratives, he inclined to prioritize
maintaining the authority of the colonial government, which accelerated
the escalation of the incident and ultimately led to a distinct shift in
Portugal's governance posture in Macau. In the historical memory of
Macau, he is often viewed as a colonial official who was hardline yet
pressured by the unfolding circumstances. In the end, Cerveira did not
make any significant concessions. This point reflects a conspicuous gap
between the Portuguese officials' assessment of the situation and the
expectations of the Chinese community. From a historical perspective,
this not only underscores the complexity of the incident itself but also
reflects the limitations of the colonial governing system when
confronting local social pressure. Cerveira's historical standing in
Macau stems primarily not from his routine administrative work, but from
his decisions and attitude during the 1966 crisis. His response as the
Acting Governor directly influenced the course of the event and has
become an important case study for researching Macau's colonial
political history. From a broader historical context, the "12-3
Incident" marked the entry of Portuguese colonial rule in Macau into a
new phase, and Cerveira was precisely one of the key figures in this
historical transition. Although he is not the most famous governor of
Macau, the role he played during this period of crisis makes him a
figure that cannot be overlooked when trying to understand the modern
political evolution of Macau.
Cerveira é uma das figuras marcantes de Macau durante o período do
domínio colonial português. Os dados demonstram que, aquando da eclosão
dos graves conflitos sociais em Macau, em Dezembro de 1966, este geriu a
situação na qualidade de "Encarregado do Governo Português", sendo, em
simultâneo, uma das figuras centrais do sistema militar e político de
Portugal em Macau. Na narrativa histórica de Macau, o seu nome surge
habitualmente associado de forma estreita ao "Incidente 1-2-3", dado que
este acontecimento alterou profundamente o modelo de governação de
Portugal em Macau e a postura política da sociedade chinesa. Na década
de 1960, Macau encontrava-se sob as múltiplas pressões da Guerra Fria,
da descolonização colonial e do transbordo do ambiente político do
interior da China. O "Incidente 1-2-3" de 1966 teve origem na forma como
as autoridades de Macau lidaram com a questão das instalações escolares
de um grupo chinês, o que espoletou o descontentamento popular e
rapidamente se transformou numa crise política em grande escala. Neste
contexto, Cerveira, enquanto Encarregado do Governo da época, enfrentava
uma crise que transcendia os problemas de segurança pública,
constituindo um golpe directo contra a legitimidade do domínio colonial.
Quanto ao papel de Cerveira no incidente, os dados existentes apontam
que o líder chinês de Macau, Ho Yin, se reuniu com Cerveira para o
aconselhar a gerir a situação com prudência, mas Cerveira manteve uma
postura rígida e não aceitou o conselho. A avaliar pelas narrativas
associadas, a sua inclinação prioritária foi a de salvaguardar a
autoridade do governo colonial, o que acelerou a escalada do incidente e
acabou por ditar uma mudança visível na postura de governação de
Portugal em Macau. Na memória histórica de Macau, é frequentemente visto
como um funcionário colonial intransigente, mas também pressionado pela
conjuntura. Por fim, Cerveira não fez concessões significativas. Este
aspecto reflecte o desfasamento evidente entre a leitura que as
autoridades portuguesas faziam da situação e as expectativas da
sociedade chinesa. Sob o ponto de vista histórico, isto demonstra não só
a complexidade do próprio incidente, mas também as limitações do sistema
de governação colonial face à pressão da sociedade local. O estatuto
histórico de Cerveira em Macau advém, essencialmente, não do seu
trabalho administrativo corrente, mas sim das suas decisões e atitude
durante a crise de 1966. A resposta que deu enquanto Encarregado do
Governo influenciou directamente o rumo dos acontecimentos e tornou-se
um caso de estudo importante para a investigação da história política
colonial de Macau. Numa perspectiva histórica mais macro, o "Incidente
1-2-3" assinalou a entrada do domínio colonial português em Macau numa
nova fase, sendo Cerveira precisamente uma das figuras-chave nesta
transição histórica. Embora não seja o governador mais consagrado de
Macau, o papel que desempenhou neste período de crise torna-o uma
personalidade incontornável para a compreensão das mutações políticas
contemporâneas de Macau.
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1966¦~¿Dªù¦M¾÷¤¤ªº¬Fªv¹wĵ»P¤H¹D©IÆ~
Political
Warnings and Humanitarian Appeals in the 1966 Macau Crisis
Avisos
Políticos e Apelos Humanitários na Crise de Macau de 1966

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(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
Commander-in-Chief of the
Military Forces Carlos Armando da Mota Cerveira (in military dress
uniform) intently watching Ho Yin sign the register during Governor José
Nobre de Carvalho's inauguration ceremony held at the Municipal Council.
(Image source: Acta Scientrium Ngensis)
O Comandante Militar Carlos
Armando da Mota Cerveira (de grande uniforme militar) observa
atentamente Ho Yin a assinar o livro de honra durante a cerimónia de
posse do Governador José Nobre de Carvalho, realizada na Câmara
Municipal. (Fonte da imagem: Acta Scientrium Ngensis)
1966 ¦~¿Dªù¦M¾÷¤¤ªº¬Fªv¹wĵ»P¤H¹D©IÆ~1996
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Cerveira)
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¥L¦b 1966
¦~¦M¾÷¤¤ªºªí²{¡A¨ã¦³¨ô¶Vªº¬Fªv¹w¨£©Ê¡C¥L¯à°÷·Ç½T§PÂ_¤¤°ê¤j³°¬Fªv§½¶Õªºµo®iÁͶաA¹w¨£¨ì¤å²¹ï¿Dªù¥i¯à±a¨Óªº½ÄÀ»¡C¨ä¦¸¡A¥L¦b¬Fªv¦M¾÷¤¤Àu¥ý¦Ò¼{¨ì¥«¥Á¥Í©R¦w¥þ¡A®i²{¤F²`«pªº¤H¹DÃöÃh¡C¥L¾á¥ô¿DªùªÀ·|»P¿D¸²¬F©²¤§¶¡ªº«n·¾³q¾ô¼Ù¡A¸Õ¹Ï³q¹L¹ï¸Ü¤Æ¸Ñ¦M¾÷¡C
In 1996, Teledifusão de
Macau (TDM) produced a news program commemorating the 30th anniversary
of the "12-3 Incident." Hosted by Agnes Lam (Lam Iok-fong), the program
disclosed a highly valuable piece of first-hand historical information:
on the eve of the 1966 incident, prominent Macau figures and
representatives of public opinion, Mr. Ho Yin and Mr. Chui Lok-ki,
jointly met with the Acting Governor of Macau, Carlos Armando da Mota
Cerveira, and issued a critical warning. According to the contents
disclosed in the program, Ho Yin explicitly stated during the meeting:
"The current environment of the Cultural Revolution in the mainland is
extremely chaotic. The Macau government authorities must handle the
demonstrations and protests in Macau with absolute caution and must not
use military force for suppression." Even more movingly, Ho Yin actually
shed tears as he spoke.
This historical footage not only reveals the tense social situation in
Macau at the time but also showcases Mr. Ho's political foresight and
humanitarian concern at a critical juncture in history. Ho Yin's
political foresight and profound understanding of the chaos wrought by
the CCP's Cultural Revolution: Ho Yin's tears at that moment did not
stem from personal emotion, but from his deep understanding of the
political situation in mainland China. The year 1966 marked the very
beginning of the Cultural Revolution, during which ultra-leftist
ideology swept the country and social order descended into chaos. Ho Yin
seemed to have foreseen that the mainland was in a state of frenzy,
knowing that if the Macau government handled matters improperly, it
would trigger uncontrollable consequences.
Ho Yin's warning carried a high degree of political sensitivity. He
clearly recognized that CCP forces were harassing the Governor's Palace
and the administrative organs of the Macau government on a daily basis,
and social contradictions had accumulated to a tipping point. Under such
circumstances, if the Macanese Portuguese authorities were to persist in
taking a hardline approach and use military force to suppress the
protesting crowds, it would inevitably lead to a larger-scale bloody
conflict. This deeply exposed the attitude of the Macanese Portuguese
government at the time; they clearly lacked a sufficient understanding
of the volatile situation in Macau society, turned a blind eye to the
pressure from the Chinese Communist government, and Acting Governor
Cerveira still maintained the arrogance of colonial rule.
The Macanese Portuguese authorities' handling of the situation before
the incident exposed their severe misjudgment of Macau society. They
failed to comprehend that the political environment in mainland China
had completely changed, and failed to recognize that Macau's special
status as a colony was being challenged. Ho Yin's anxiety was the most
painful warning against this blind self-confidence. The consequences of
the warning being unheeded: Ho Yin's warning was ultimately not adopted
by the Macanese Portuguese authorities. On November 15, 1966, the
dispute over the Taipa Fong Chong School construction project triggered
a police-civilian clash. The Macanese Portuguese authorities eventually
resorted to hardline measures and declared martial law in early
December, resulting in the deaths of eight Macau compatriots. This
tragic outcome precisely validated Ho Yin's foresight at the time. Had
the Macanese Portuguese authorities listened to Ho Yin's advice and
adopted a more cautious and humanitarian approach to handle the
demonstrations and protests, this bloody tragedy might have been
avoided. Ho Yin's tears became the most painful footnote in history: a
visionary political figure who saw disaster approaching but was
powerless to stop it. Regarding his historical standing, Ho Yin is
recognized in Macau as a "patriotic figure." He possessed significant
political wisdom, served as a prominent leader and representative of
public opinion, and was a dignitary endowed with a high level of
political acumen and humanitarian concern.
His performance during the 1966 crisis demonstrated outstanding
political foresight. First, he was able to accurately judge the
developmental trends of the political situation in mainland China and
foresee the impact that the Cultural Revolution might bring to Macau.
Second, he prioritized the safety of citizens' lives during a political
crisis, demonstrating deep humanitarian concern. He served as a crucial
bridge of communication between Macau society and the Macanese
Portuguese government, attempting to defuse the crisis through dialogue.
Em 1996, a Teledifusão de Macau (TDM) produziu um programa de informação
em comemoração do 30.º aniversário do "Incidente 1-2-3". O programa,
apresentado por Agnes Lam (Lam Iok-fong), revelou um dado em primeira
mão de elevado valor histórico: na véspera da eclosão do incidente em
1966, as figuras ilustres e representantes da opinião pública de Macau,
o Sr. Ho Yin e o Sr. Chui Lok-ki, reuniram-se conjuntamente com o
Encarregado do Governo de Macau da época, Carlos Armando da Mota
Cerveira, e fizeram um aviso crucial. De acordo com o conteúdo divulgado
no programa, Ho Yin afirmou claramente na reunião: "O ambiente actual da
Revolução Cultural no interior da China é de extremo caos. As
autoridades do Governo de Macau devem ser extremamente cautelosas na
gestão dos protestos e manifestações em Macau, e não podem, de modo
algum, recorrer à força militar para a repressão." Ainda mais comovente
foi o facto de Ho Yin ter chorado ao proferir estas palavras.
Este fragmento histórico não só expõe a situação de tensão que se vivia
na sociedade de Macau na altura, como também demonstra a previdência
política e a preocupação humanitária do Sr. Ho num momento crucial da
história. A previdência política de Ho Yin e a sua profunda compreensão
do caos da Revolução Cultural do PCC: As lágrimas de Ho Yin naquele
momento não resultaram de emoções pessoais, mas sim de uma compreensão
profunda da conjuntura política no interior da China. O ano de 1966
coincidiu com o início da Revolução Cultural, quando a ideologia de
extrema-esquerda varria o país e a ordem social se afundava no caos. Ho
Yin parecia já antever que o interior da China se encontrava num estado
de frenesim, sabendo que, se o Governo de Macau gerisse a situação de
forma inadequada, as consequências seriam incontroláveis.
O aviso de Ho Yin revestia-se de uma elevada sensibilidade política. Ele
compreendia claramente que as forças do PCC importunavam diariamente o
Palácio do Governador e os órgãos administrativos do Governo de Macau, e
que as contradições sociais tinham acumulado até ao ponto crítico.
Perante tal cenário, se a administração portuguesa de Macau continuasse
a adoptar uma postura intransigente, recorrendo à força militar para
reprimir a multidão manifestante, tal ditaria inevitavelmente um
confronto sangrento de maior envergadura. Isto revelou profundamente a
atitude do Governo de Macau da época; careciam visivelmente de uma
percepção adequada sobre a situação volátil da sociedade de Macau,
ignoravam a pressão do regime comunista chinês, e o Encarregado do
Governo, Cerveira, mantinha a arrogância própria da governação colonial.
A forma de actuação das autoridades portuguesas de Macau antes do
incidente expôs o seu grave erro de avaliação sobre a sociedade local.
Não conseguiram compreender que o ambiente político no interior da China
mudara por completo, nem reconheceram que o estatuto especial de Macau
como colónia estava a ser posto em causa. A angústia de Ho Yin foi o
aviso mais doloroso contra essa cega autoconfiança. As consequências do
aviso não ter sido acolhido: O aviso de Ho Yin acabou por não ser
adoptado pelas autoridades portuguesas de Macau. Em 15 de Novembro de
1966, o conflito em torno das obras da Escola dos Moradores da Taipa
despoletou confrontos entre a polícia e os residentes. As autoridades de
Macau acabaram por tomar medidas de força e decretaram o estado de sítio
no início de Dezembro, provocando a morte de oito compatriotas de Macau.
Este desfecho trágico veio confirmar, precisamente, a previdência de Ho
Yin. Se as autoridades tivessem escutado o conselho de Ho Yin e adoptado
uma abordagem mais prudente e humanitária na gestão das manifestações,
esta tragédia sangrenta ter-se-ia, porventura, evitado. As lágrimas de
Ho Yin tornaram-se a nota de rodapé mais dolorosa da história: um homem
político de visão que viu o desastre aproximar-se, mas que foi impotente
para o impedir. No que toca ao seu estatuto histórico, Ho Yin é
reconhecido em Macau como uma "personalidade patriótica". Detinha uma
assinalável sabedoria política, era uma figura de relevo e representante
da opinião pública, e um homem ilustre dotado de elevado discernimento
político e sensibilidade humanitária.
A sua actuação na crise de 1966 demonstrou uma excelente previdência
política. Em primeiro lugar, foi capaz de avaliar com precisão a
tendência de desenvolvimento da situação política no interior da China,
antevendo o impacto que a Revolução Cultural traria para Macau. Em
segundo lugar, deu prioridade à segurança da vida dos cidadãos no seio
da crise política, manifestando uma profunda preocupação humanitária.
Exerceu o papel de uma ponte de comunicação crucial entre a sociedade de
Macau e o Governo de Macau, tentando dissipar a crise através do diálogo.
¡@
¿DªùÁ`·þ¹Å¼Ö§È
(Governador de Macau)
The Governor of
Macau, Nobre de Carvalho
O Governador de
Macau, Nobre de Carvalho

¿Dªù²Ä121¥ôÁ`·þ¹Å¼Ö§È (José Manuel de Sousa Faro Nobre de
Carvalho) (¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
The 121st Governor of Macau, José Manuel de
Sousa Faro Nobre de Carvalho. (Image source: Acta Scientrium
Ngensis)
O 121.º Governador de Macau, José Manuel de Sousa Faro Nobre de Carvalho.
(Fonte da imagem: Acta Scientrium Ngensis)
¹Å¼Ö§È (José Manuel de Sousa Faro Nobre de Carvalho)
¬O¿Dªù²Ä121¥ôÁ`·þ¡A¥Í©ó1910¦~9¤ë5¤é¡A¸²µå¤ú¨½´µ¥»¤H¡A´¿¦b³°xªA§Ð¡A¨Ã¥B¦b¦L«×ªGªü¡B¦wô©Ôµ¥¦a¦³x¨ÆªA°È¸g¾ú¡C1966¦~11¤ë25¤é¥L©è¹F¿Dªù¼i·s¬°Á`·þ¡A¥ô¤ºµo¥Í¤FµÛ¦Wªº¡u¤@¤G¤T¨Æ¥ó¡v¡A¥Lñ¸p¤F©Ó¾á¥þ³¡³d¥ôªºÁn©ú®Ñ¡C¨ä«á¡A¥L±À°Ê¤F¥H¤u·~¬°°ò¦ªº¸gÀÙ¬Fµ¦¡A¿n·¥±À°Ê¿D氹¤j¾ô
(¥H¨ä¦W¦r©R¦W)
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José Manuel de Sousa Faro
Nobre de Carvalho was the 121st Governor of Macau. Born in Lisbon,
Portugal, on September 5, 1910, he served in the army and had extensive
military service experience in places such as Goa, India, and Angola. He
arrived in Macau to assume office as Governor on November 25, 1966.
During his tenure, the famous "12-3 Incident" took place, leading him to
sign a statement assuming full responsibility for the event.
Subsequently, he propelled an industry-oriented economic policy,
actively promoted the construction of the Macau-Taipa Bridge (which was
named after him) and the Ká-Hó Deepwater Port, and dedicated efforts to
infrastructure and social welfare developments, such as resolving
Macau's drinking water issues and advancing municipal construction.
Promoted to the rank of General in 1970, Nobre de Carvalho was granted
two extensions to continue his term as Governor. He remained in office
even after the Carnation Revolution (April 25 Revolution) in 1974, until
his departure in October of the same year. He passed away in Lisbon,
Portugal, in 1989. Notable events during his term include the "12-3
Incident" in 1967, when intense protests and police-civilian clashes
escalated tensions, resulting in martial law. Ultimately, Governor Nobre
de Carvalho signed a statement assuming full responsibility for the
incident, compensating the victims for their losses, and offering a
formal apology to the Chinese residents of Macau. Furthermore, the
Macau-Taipa Bridge built under his leadership opened to traffic in 1974,
becoming one of the landmark projects of Macau's development.
José Manuel de Sousa Faro
Nobre de Carvalho foi o 121.º Governador de Macau. Nascido em Lisboa,
Portugal, em 5 de Setembro de 1910, serviu no exército e teve
experiência de serviço militar em locais como Goa (Índia) e Angola.
Chegou a Macau para assumir as funções de Governador em 25 de Novembro
de 1966. Durante o seu mandato, ocorreu o célebre "Incidente 1-2-3", o
que o levou a assinar uma declaração assumindo a responsabilidade total
pelo sucedido. Posteriormente, impulsionou uma política económica
baseada na indústria, promoveu activamente a construção da Ponte Macau-Taipa
(baptizada com o seu nome) e do Porto de Águas Profundas de Ká-Hó, e
dedicou-se ao desenvolvimento de infra-estruturas e do bem-estar social,
tais como a resolução do problema do abastecimento de água potável em
Macau e as obras de urbanização municipal. Promovido a General em 1970,
Nobre de Carvalho obteve por duas vezes a prorrogação do seu mandato
como Governador de Macau. Manteve-se no cargo mesmo após a Revolução de
25 de Abril de 1974, deixando o território apenas em Outubro do mesmo
ano. Faleceu em Lisboa, Portugal, em 1989. Entre os acontecimentos
marcantes do seu mandato destaca-se o "Incidente 1-2-3" em 1967, quando
os confrontos entre a polícia e os residentes e os protestos intensos
agravaram a situação, resultando na declaração do estado de sítio. Por
fim, o Governador Nobre de Carvalho assinou uma declaração assumindo a
responsabilidade total pelo incidente, indemnizando as vítimas pelos
danos sofridos e apresentando um pedido formal de desculpas aos
residentes chineses de Macau. Além disso, a Ponte Macau-Taipa, por si
planeada, foi inaugurada em 1974, tornando-se uma das obras emblemáticas
do desenvolvimento de Macau.


»ö¦¡§¹¦¨«á¹Å¼Ö§È (José Manuel de Sousa Faro Nobre de Carvalho) ¦¨¬°¿Dªù²Ä121¥ôÁ`·þ¡C(¹Ï¤ù¨Ó·½:
©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
Following the completion of the ceremony,
José Manuel de Sousa Faro Nobre de Carvalho became the 121st Governor of
Macau. (Image source: Acta Scientrium Ngensis)
Após a conclusão da cerimónia, José Manuel de Sousa Faro Nobre de
Carvalho tornou-se o 121.º Governador de Macau. (Fonte da imagem:
Acta Scientrium Ngensis)
°ÊÀú¤¤¤W¥ôªº¿DªùÁ`·þ¹Å¼Ö§È
The Governor of
Macau Who Assumed Office Amidst Turmoil
O Governador de
Macau Que Tomou Posse no Meio da Agitação

¹Å¼Ö§ÈÁ`·þªº¤é±`³B²z¤½°È·Ó¤ù¡C(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
A photograph of
Governor Nobre de Carvalho handling routine official business. (Image
source: Acta Scientrium Ngensis)
Fotografia do Governador Nobre de Carvalho na gestão diária dos assuntos
públicos. (Fonte da imagem: Acta Scientrium Ngensis)
¹Å¼Ö§È (José Manuel de Sousa Faro Nobre de Carvalho)
¦b 1966 ¦~¨ì¿Dªù¤W¥ô®É¡A¬O¼¸¾÷¨Ó¿Dªùªº¡C¥Lªº¸ô½u¬O±q¸²µå¤ú¥ý¸¨ì»´ä±Ò¼w¾÷³õ¡A¦A±q»´äÂ੹¿Dªù¡C1966 ¦~ 11 ¤ë 25
¤é¡A¸²µå¤úÁ`²zÂĩԬd«Å¥¬¥ô©R¥L¬°¿DªùÁ`·þ¡A¦¸¤é 11 ¤ë 26
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¹Å¼Ö§È¨ì¹F¿Dªùª¾¹Dµo¥Í¤F氹¥J¨Æ¥ó«á¡A°_ªìªº¤ÏÀ³¬O¸Õ¹Ï½w©M¨ÆºA¡C1966 ¦~ 11 ¤ë 29
¤é¡A¤]´N¬O¥L©è¿D«á¤j¬ù¤T¤Ñ¡A¥L±µ¨£¤F¿Dªù¤u°Ó¬É¥Nªí¡Aªí¥Ü¦b«Ø®Õ°ÝÃD¤W°Ê¥Îĵ¹îÄÝ©ó³B²z¥¢·í¡A¨Ã©Ó¿Õ±N¦¨¥ß¤@ӥѩx¤è©M¥Á¶¡¤¤¥ß¤H¤h²Õ¦¨ªº½Õ¬d©eû·|¡A¹ý¬d³o¦¸¨Æ¥ó¡C
µM¦Ó¡A³o¼ËªºªíºA¤w¸g¿ù¹L¤F®¾¦^¨ÆºAªº³Ì¨Î®É¾÷¡C¿Dªù¤¤µØÁ`°Ó·|¨Ã¨S¦³¦^À³¥LªºÁܽЬ£¥X¥Á¶¡¥Nªí°Ñ»P½Õ¬d©eû·|¡A¾ÉP½Õ¬d©eû·|µLªk¦p¹w´Á¦a¹B§@¡C¨ì¤F
12 ¤ë 3 ¤é¡A¨ÆºA¶i¤@¨B´c¤Æ¡AÃzµo¤F¡u¤@¤G.¤T¨Æ¥ó¡vªº¼É¤O½Ä¬ð¡A¿D¸²«O¦w³¡¶¤¶}ºjÅX´²¤H¸s¡A·í³õ¦³¤H¦º¶Ë¡A·í§½¨Ã«Å¥¬§ÙÄY¡C
When José Manuel de Sousa
Faro Nobre de Carvalho arrived in Macau to take office in 1966, he
traveled by air. His route involved flying from Portugal to Kai Tak
Airport in Hong Kong first, before transferring to Macau. On November
25, 1966, Portuguese Prime Minister António de Oliveira Salazar
announced his appointment as the Governor of Macau, and he arrived in
Macau the following day, November 26, to assume his post. Upon his
initial arrival in Hong Kong, the Governor of Hong Kong, Sir David
Trench, personally met him at Kai Tak Airport to welcome him and
informed him that unrest had broken out in Macau¡Xspecifically, the Taipa
school construction incident, which was the root cause of what would
later be known as the "12-3 Incident." At that time, the Portuguese
government in Lisbon was entirely unaware of the sudden turn of events
in Macau.
Upon his arrival in Macau and learning about the Taipa incident, Nobre
de Carvalho's initial reaction was an attempt to defuse the situation.
On November 29, 1966, roughly three days after his arrival, he met with
representatives from Macau's business and industrial sectors. He
acknowledged that deploying the police over the school construction
issue was a case of mishandling and promised to establish an
investigative committee composed of official and neutral civilian
figures to thoroughly probe the incident. However, this gesture came too
late to save the situation. The Macao Chamber of Commerce did not
respond to his invitation to dispatch civilian representatives to
participate, leaving the investigative committee unable to function as
intended. By December 3, the situation deteriorated further, erupting
into the violent clashes of the "12-3 Incident." The Macanese Portuguese
security forces opened fire to disperse the crowds, causing immediate
casualties on the spot, and the authorities declared martial law.
¡@
Quando José Manuel de Sousa
Faro Nobre de Carvalho chegou a Macau para tomar posse em 1966, viajou
por via aérea. O seu itinerário consistiu em voar de Portugal para o
Aeroporto de Kai Tak, em Hong Kong, e depois transitar para Macau. Em 25
de Novembro de 1966, o Presidente do Conselho de Ministros de Portugal,
António de Oliveira Salazar, anunciou a sua nomeação como Governador de
Macau, e ele chegou ao território no dia seguinte, 26 de Novembro, para
assumir o cargo. Ao chegar primeiro a Hong Kong, o Governador de Hong
Kong, Sir David Trench, deslocou-se pessoalmente ao Aeroporto de Kai Tak
para o receber e informou-o de que se registavam distúrbios em Macau ¡X
nomeadamente o incidente da construção da escola na Taipa, que esteve na
origem do que mais tarde viria a ser conhecido como o "Incidente 1-2-3".
Na altura, o Governo de Lisboa estava totalmente alheio aos
acontecimentos repentinos em Macau.
Ao chegar a Macau e tomar conhecimento do incidente da Taipa, a reacção
inicial de Nobre de Carvalho foi tentar acalmar os ânimos. Em 29 de
Novembro de 1966, cerca de três dias após a sua chegada, recebeu os
representantes dos sectores comercial e industrial de Macau,
reconhecendo que o recurso à polícia na questão da construção da escola
tinha sido um erro de gestão e prometendo criar uma comissão de
inquérito composta por figuras oficiais e civis neutras para investigar
o caso a fundo. No entanto, este posicionamento pecou por tardio para
salvar a situação. A Associação Comercial de Macau não respondeu ao seu
convite para indicar representantes civis para a comissão,
inviabilizando o funcionamento previsto da mesma. Em 3 de Dezembro, a
situação deteriorou-se ainda mais, eclodindo os confrontos violentos do
"Incidente 1-2-3". As forças de segurança portuguesas abriram fogo para
dispersar a multidão, causando mortos e feridos no local, tendo as
autoridades decretado o estado de sítio.

¹Å¼Ö§ÈÁ`·þ¿Ë©¹¿Dªù¤¤µØÁ`°Ó·|ñ¸p»{¸o®Ñ¡C(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
Governor Nobre de Carvalho personally
proceeding to the Macao Chamber of Commerce to sign the admission of
guilt. (Image source: Acta Scientrium Ngensis)
O Governador Nobre de Carvalho desloca-se pessoalmente à Associação
Comercial de Macau para assinar a declaração de assunção de culpa. (Fonte
da imagem: Acta Scientrium Ngensis)
¡@
¨Æ¥óµo¥Í«á¡A¹Å¼Ö§Èªº¤ÏÀ³¶}©lÂର§´¨ó¡C12 ¤ë 16
¤é¥L±N³°x¥q¥OÝ¥«¬FÆUÆUªø¬Iºû¯Ç¡Bĵ¹îÆUÆUªø³Å°ò§QºM¾¡A¦Ó®ü®q¥«¥N²z¥Á¬F§½ªø®Ë¼w¦a (Rui de Andrade) ¡Bĵ¹î°ÆÆUªøÃCºÝ¥§«h©ó
13¡B14 ¤é¤À§OÂ÷¶}¿Dªùªð¦^¸²µå¤ú¡C12 ¤ë 10
¤é¡A¼sªF¬Ù¤H¥Á©eû·|¥~¨Æ³B»P¿DªùµØ¤HªÀ¹Î¦V¥L´£¥X¤»¶µn¨D¡A¥]¬A¥ß§Y¦V¿Dªù¦PM·í±»{¸o¨Ãñ¸p»{¸o®Ñ¡B«OÃÒ¤µ«á¤£¤¹³\°ê¥ÁÄÒ¶Õ¤O¦b¿Dªù¶i¦æ¥ô¦ó¬¡°Êµ¥¡C
¨ì¤F 1967 ¦~ 1 ¤ë 27
¤é¡A¿D¸²·í§½µoªíÁn©ú¡A¦V¦ºÃøªÌ¿òÄÝ¡B¨ü¶ËªÌ¡B³Q®·ªÌ©M¾D¨ü¦UºØ·l¥¢ªº¨ü®`ªÌ¡A¥H¤Î¥þÅé¿Dªù¤¤°ê©~¥Á»{¸o¡B½ß§¡A¨Ãªí¥Ü²`¤Áªººp·N¡A¥þ³¡±µ¨ü¤F¿DªùµØ¤HªÀ¹Î´£¥Xªº¤»¶µn¨D¡A©Ó¾á¦ºÃøªÌªº¥þ³¡³à¸®¶O©M¼¾«ò¶O¡A¥H¤Î¨ä¥L¨ü®`ªÌªº¤@¤Á·l¥¢¡A¦X¦@¿Dªù¹ô
2,058,424 ¤¸¡C1967 ¦~ 1 ¤ë 28 ¤é¡A¿D¸²·í§½Ã±¸pµªÂЮѡA¦¸¤é 1 ¤ë 29
¤é¡A¹Å¼Ö§È¿Ë¦Û«e©¹¿Dªù¤¤µØÁ`°Ó·|¤T¼Ó§°ó¡Añ¸p¤F¨â¥÷¡u»{¸o®Ñ¡v¡C
®Ú¾Ú¥L¨ø¥ô«áªº¦^¾Ð¡A³o¥ó¨ÆÅý¥L³Q¢Ã±¸p©Ó¾á¥þ³¡³d¥ôªºÁn©ú®Ñ¡A·í®É¸²µå¤ú¬F©²¹ï¿Dªùµo¥ÍªºÅܬG³ºµM¤@µL©Òª¾¡C³o¦¸¨Æ¥ó«á¡A¿D¸²·í§½¤jÅv®Ç¸¨¡A¿DªùªÀ·|¦Û¦¹³Q¤¤¦@¶Õ¤O±±¨î¡A°ê¥ÁÄÒ¦b¿Dªùªº¾÷ºc©M¹ÎÅé³Q¬d«Ê¡A¦b¿D¶Õ¤O³Q¥þ±µÂ²M¡C¹Å¼Ö§È¦b
1970 ¦~ 9 ¤ëÀòãÄò¥ô¨â¦~¡A¦P¦~®Ê¤É¬°±Nx¡A1972 ¦~ 7 ¤ë¤SÀòãÄò¥ô¨â¦~¡C
Following the incident,
Nobre de Carvalho's reaction began to shift toward compromise. On
December 16, he dismissed Military Commander and Municipal Council
President Mota Cerveira and Police Chief Frutuoso, while the Acting
Civil Administrator of the Islands, Rui de Andrade, and Deputy Police
Chief Antoni left Macau to return to Portugal on December 13 and 14,
respectively. On December 10, the Foreign Affairs Office of the
Guangdong Provincial People's Committee and Macau Chinese associations
presented him with six demands, including an immediate face-to-face
admission of guilt to the compatriots of Macau, the signing of an
admission statement, and a guarantee that Kuomintang (KMT) forces would
no longer be permitted to conduct any activities in Macau. On January
27, 1967, the Macanese Portuguese authorities issued a statement
admitting guilt, apologizing, and expressing deep regrets to the
families of the deceased, the injured, the detainees, the victims who
suffered various losses, and all Chinese residents of Macau. They fully
accepted the six demands put forward by the Macau Chinese associations
and agreed to cover all funeral and pension expenses for the deceased,
as well as all losses of other victims, totaling 2,058,424 Macau Patacas
(MOP). On January 28, 1967, the Macanese Portuguese authorities signed
the reply letter, and on the following day, January 29, Nobre de
Carvalho personally proceeded to the third-floor auditorium of the Macao
Chamber of Commerce to sign two copies of the "admission of guilt."
According to his memoirs after stepping down, this event forced him to
sign a statement assuming full responsibility, whereas the Portuguese
government had remained completely oblivious to the transformations in
Macau at the time. Following this incident, the Macanese Portuguese
authorities lost practical power, and Macau society fell under the de
facto control of Chinese Communist Party (CCP) forces from then on. KMT
institutions and organizations in Macau were shut down, and their
influence in the territory was completely eradicated. Nobre de Carvalho
was granted a two-year extension to his term in September 1970, was
promoted to the rank of General in the same year, and was granted
another two-year extension in July 1972.
Após o sucedido, a atitude
de Nobre de Carvalho tendeu para o compromisso. Em 16 de Dezembro,
exonerou o Comandante Militar e Presidente da Câmara Municipal, Mota
Cerveira, e o Comandante da Polícia, Frutuoso, enquanto o Administrador
interino do Município das Ilhas, Rui de Andrade, e o Segundo-Comandante
da Polícia, Antoni, abandonaram Macau com destino a Portugal nos dias 13
e 14 de Dezembro, respectivamente. Em 10 de Dezembro, o Gabinete de
Assuntos Externos do Comité Popular da Província de Guangdong e as
associações chinesas de Macau apresentaram-lhe seis exigências, que
incluíam a assunção imediata e presencial de culpa perante os
compatriotas de Macau, a assinatura de uma declaração de culpa e a
garantia de que as forças do Kuomintang (KMT) não seriam mais
autorizadas a realizar quaisquer actividades em Macau. Em 27 de Janeiro
de 1967, as autoridades portuguesas de Macau emitiram uma declaração na
qual assumiam a culpa, pediam desculpas e expressavam profundos lamentos
aos familiares dos falecidos, aos feridos, aos detidos, às vítimas que
sofreram diversos prejuízos e a todos os residentes chineses de Macau.
Aceitaram integralmente as seis exigências formuladas pelas associações
chinesas de Macau, assumindo todas as despesas fúnebres e de pensão dos
falecidos, bem como os prejuízos das restantes vítimas, num montante
global de 2.058.424 patacas de Macau (MOP). Em 28 de Janeiro de 1967, as
autoridades portuguesas assinaram a carta de resposta e, no dia seguinte,
29 de Janeiro, Nobre de Carvalho dirigiu-se pessoalmente ao salão do
terceiro andar da Associação Comercial de Macau para assinar dois
exemplares da "declaração de assunção de culpa". Conforme recordou nas
suas memórias após a cessação de funções, este caso obrigou-o a assinar
uma declaração assumindo a responsabilidade total, numa altura em que o
Governo de Portugal permanecia completamente ignorante em relação às
transformações em Macau. Após este incidente, as autoridades de Macau
perderam o poder efectivo, e a sociedade de Macau passou a ser
controlada de facto pelas forças do Partido Comunista Chinês (PCC). As
instituições e organizações do KMT em Macau foram encerradas e a sua
influência no território foi totalmente erradicada. Nobre de Carvalho
obteve em Setembro de 1970 uma prorrogação de dois anos do seu mandato,
sendo promovido a General no mesmo ano, e em Julho de 1972 obteve nova
prorrogação por mais dois anos.
¿W¥ß½Õ¬d©eû·|ªº®À±Ñ¡G¥ª¬£¦p¦ó±N¡u氹¥J¨Æ¥ó¡v±À¦V³ÌÃa¤è¦V
The Failure of
the Independent Commission of Inquiry: How the Leftists Pushed the "Taipa
Incident" to the Worst Possible Outcome
O Fracasso da
Comissão de Inquérito Independente: Como a Esquerda Empurrou o "Incidente
da Taipa" para o Pior Cenário

¸²ÄÝ¿Dªùªk°|¤j¼Ó¡]«nÆWªk°|¤j¼Ó¡^¾ú¥v²¤¶Âªk°|¤j¼Ó¦ì©ó¿Dªù«nÆW¤j°¨¸ô¡A«Ø©ó1951 ¦~ 5 ¤ë
21 ¤é¡A¥ÑµØÄy¤uµ{®v©P´þ¦Æ©Ó«Ø¡A¯Ó¶O¤@¦Ê¦h¸U¿Dªù¹ô¡C¤j¼Ó«e¨¬O¿j¤ìµ²ºcªº¬F©²¦X¸p¤j¼Ó¡A©ó1946
¦~¦]¨ü¥ÕÃÆ«I»kÄY«¦Ó³Q§¹¥þ©î¨ø¡A¦P¦~¶}©l««Ø¤uµ{¡C¸¨¦¨ªì´Á¡A¤j¼Ó´¿³Q¥Î§@¦hÓ¬F©²³¡ªùªº¿ì¤½³õ©Ò¡A¥]¬A°]¬FÆU¡B¥Á¬FÆU¡B¸gÀÙÆU¡B¤½¶r§½¤Îªk°|¡A¦]¦¹¦³¡u¬F©²¦X¸p¤j·H¡v¤§ºÙ¡C(¹Ï¤ù¨Ó·½:
©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
A Brief History of the Old
Court Building of Portuguese Macau (The Old Court Building in Praia
Grande)
Located on Avenida da Praia Grande, Macau, the Old Court Building was
constructed on May 21, 1951, by Chinese engineer Chou Tsz-fan at a cost
of over one million Macau Patacas. The building's predecessor was a
government office complex with a brick-and-wood structure, which was
completely demolished in 1946 due to severe termite infestation, with
reconstruction beginning the same year. Upon its initial completion, the
building served as the office premises for various government
departments, including the Finance Department, Civil Administration
Department, Economic Department, General Treasury, and the Court,
earning it the name "Government Offices Building." (Image source:
Acta Scientrium Ngensis)
Breve Introdução Histórica
ao Antigo Edifício do Tribunal de Macau Português (Antigo Edifício do
Tribunal na Praia Grande)
Situado na Avenida da Praia Grande, em Macau, o Antigo Edifício do
Tribunal foi construído em 21 de Maio de 1951, sob a direcção do
engenheiro chinês Chou Tsz-fan, tendo custado mais de um milhão de
patacas de Macau. O antecessor do edifício era um complexo de
secretarias governamentais com uma estrutura de tijolo e madeira, que
foi totalmente demolido em 1946 devido a uma grave infestação de
térmitas, tendo as obras de reconstrução começado no mesmo ano. Nos
primeiros tempos após a sua conclusão, o edifício serviu de instalação
para diversos serviços públicos, tais como a Repartição dos Serviços de
Finanças, a Repartição dos Serviços de Administração Civil, a Repartição
dos Serviços Económicos, a Caixa Geral e o Tribunal, razão pela qual
ficou conhecido como o "Edifício das Secretarias Governamentais". (Fonte
da imagem: Acta Scientrium Ngensis)
1966 ¦~ 11 ¤ë¡A¿Dªù·s¥ôÁ`·þ¹Å¼Ö§È (Vasco
Lopes Guimarães)
¥¿¦¡¼i·s¡A±¹ï¡u氹¥J¨Æ¥ó¡v¤ÞµoªºªÀ·|°ÊÀú¡C¹Å¼Ö§È¦bªì¨B±µ¨£¤u°Ó¬É¥Nªí®É¡A©Ó»{°Ê¥Îĵ¹îÄÝ¡u³B²z¥¢·í¡v¡A¨Ã©Ó¿Õ¦¨¥ß¿W¥ß½Õ¬d©eû·|½Õ¬d¨Æ¥ó¡C³o¥»À³¬O¥®§¨Æ¥óªº¥¿·í³~®|¡AY¿DªùÁ`·þ©Ó»{¤£·í¨Ã¶i¦æ¤½¥¿½Õ¬d¡A¨Æ¥ó²zÀ³¯à°÷¥®§¡CµM¦Ó¦b¿W¥ß½Õ¬d©eû·|º¤é¶i¦æ¤u§@¤§®É¡A¥ª¬£¥Ü«ÂªÌ¤w¦û¾Ú«nÆW¡A¤jªk©xµLªk¤u§@¡A¥u¦n¾r¨®±¼ÀYÂ÷¶}¡C¦Û¦¹¡A¥ª¬£¶Õ¤O±N¨Æ¥ó±À¦V³ÌÃaªº¤è¦V¡A³Ì²×¾ÉP1966
¦~ 12 ¤ë 3 ¤é¤j³W¼Ò¦å¸{½Ä¬ðÃzµo¡A³y¦¨ 8 ¤H¦º¤`¡B212 ¤H¨ü¶Ë¡C
¥»¤å±N¾ã²z¿W¥ß½Õ¬d©eû·|ªº¦¨¥ß»P®À±Ñ¹Lµ{¡A¤ÀªR¥ª¬£¦p¦ó±N¥»¨Ó¥i¥H©M¥¸Ñ¨MªºÂà¤Æ¬°¤j³W¼Ò¬Fªv°«ª§¡C
1966 ¦~ 11 ¤ë 15 ¤é氹¥J¨Æ¥óÃzµo¡A1966 ¦~ 11 ¤ë 15
¤é¡A®ü®q¥«¥«¬FÆU¥N§½ªø®Ë¼w¦aµo²{氹¥J§{²³¾Ç®Õ¤u¤H¥¿¦b·f´×¬I¤u¡A¹E¬£ûÄUªý¡CÂù¤èµo¥Í¹ï«Ï¨ÃºtÅܦ¨Äµ¥Á½Ä¬ð¡A³y¦¨¼Æ¤Q¤H¨ü¶Ë¡B6
¤H³Q®·¡A¨ä¤¤¥]¬A¡m¿Dªù¤é³ø¡n°OªÌ¡C氹¥J§{²³¾Ç®Õ¬O¥Ñ¿Dªù¤u·|Áp¦XÁ`·|¡B¬¶¦Ë¤u·|¡B³y²î¤u·|µ¥¥ª¬£¤u·|³Ð¿ìªº¤u¤H¤l§Ì©]®Õ¡C®Õ¤è¬°ÂX«Ø®ÕªÙ¡A¦Û 1966
¦~ 4 ¤ë°_¤J¸[®ü®q¥«¥«¬FÆU¥Ó½Ð׫س\¥i¡A«e«á·|¨£§½ªø 24 ¦¸§¡µLµ²ªG¡A¦ý®Õ¤è¦b¥¼Àò³\¥iªº±¡ªp¤U¥ý¦æ·f´×¬I¤u¡A®I¤U½Ä¬ðºØ¤l¡C
1966 ¦~ 11 ¤ë 18 ¤é¡G«Ø®Õ©eû·|´£¥X¤¶µn¨D «Ø®Õ©eû·|¥¿¦¡´£¥X¤¶µn¨D¡G
1. Ãg³B¥û¤â
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4. ºM¾P¹ï³Q®·ªÌªº§P¨M
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1966 ¦~ 11 ¤ë 22 ¤é¡G¿Ë¥_¨ÊªÀ¹ÎÄþ³d¨Æ¥ó
¿Dªù¿Ë¥_¨ÊªÀ¹ÎÁ|¦æ®y½Í·|¡A±j¯PÄþ³dĵ¥Á½Ä¬ð¨Æ¥ó¡A¨Ã«Â¯Ù±N¶i¦æ°«ª§¡C¦Ü¦¹¡A¨Æ¥ó¤w±q³æ¯Âªº³Ò¸êªÈ¯ÉÂà¤Æ¬°¬Fªv¹ï§Ü¡C
¡@
In November 1966, the
newly appointed Governor of Macau, José Manuel de Sousa Faro Nobre de
Carvalho, officially assumed his post, facing the social unrest
triggered by the "Taipa Incident." During his initial meetings with
representatives from the business and industrial sectors, Nobre de
Carvalho acknowledged that deploying the police was a case of
"mishandling" and promised to establish an Independent Commission of
Inquiry to investigate the matter. This should have been the proper
avenue to defuse the situation; had the Governor of Macau acknowledged
the wrongdoing and conducted an impartial investigation, the incident
ought to have been resolved peacefully. However, on the very first day
the Independent Commission of Inquiry was set to begin its work, leftist
demonstrators had already occupied Praia Grande. Unable to carry out his
duties, the Chief Justice had no choice but to turn his car around and
leave. From that point on, leftist forces pushed the incident toward the
worst possible direction, ultimately leading to the outbreak of
large-scale bloody clashes on December 3, 1966, which resulted in 8
deaths and 212 injuries.
This article will outline
the establishment and failure of the Independent Commission of Inquiry,
analyzing how the leftists transformed an issue that could have been
resolved peacefully into a large-scale political struggle.
The outbreak of the Taipa
Incident on November 15, 1966: On November 15, 1966, Rui de Andrade, the
acting administrator of the Municipal Council of the Islands, noticed
workers from the Taipa Fong Chong School erecting bamboo scaffolding for
construction and dispatched personnel to stop them. The confrontation
escalated into a police-civilian clash, resulting in dozens of injuries
and 6 arrests, including a reporter from the Macao Daily News. The Taipa
Fong Chong School was an evening school for workers' children founded by
leftist unions such as the Macao Federation of Trade Unions, the
Firecrackers' Union, and the Shipbuilding Union. To expand the school
premises, the school had filed a petition with the Municipal Council of
the Islands for a construction permit since April 1966, meeting with the
administrator 24 times without any results. However, the school went
ahead with erecting scaffolding and starting construction without
official permission, sowing the seeds of the conflict.
November 18, 1966: The School Construction Committee presented five
demands. The School Construction Committee officially put forward five
demands:
Punish the perpetrators
The government must not obstruct the operation of the school
Compensate the injured for their losses
Overturn the verdicts against the detainees
Guarantee that no similar incidents occur in the future
November 22, 1966: Pro-Beijing associations condemned the incident.
Pro-Beijing associations in Macau held a symposium to strongly condemn
the police-civilian clash, threatening to launch a struggle. By this
point, the incident had transformed from a simple labor-management
dispute into a political confrontation.
Em Novembro de 1966, o recém-nomeado Governador de Macau, José Manuel de
Sousa Faro Nobre de Carvalho, assumiu oficialmente as suas funções,
deparando-se com a agitação social espoletada pelo "Incidente da Taipa".
Durante os primeiros encontros com os representantes dos sectores
comercial e industrial, Nobre de Carvalho reconheceu que o recurso à
polícia tinha sido um "erro de gestão" e prometeu criar uma Comissão de
Inquérito Independente para investigar o caso. Este deveria ter sido o
caminho correcto para acalmar os ânimos; se o Governador de Macau
admitisse a falha e conduzisse uma investigação imparcial, o incidente
deveria ter sido sanado. Contudo, logo no primeiro dia em que a Comissão
de Inquérito Independente deveria dar início aos seus trabalhos, os
manifestantes de esquerda já tinham ocupado a Praia Grande. Impedido de
exercer as suas funções, o Juiz não teve outra alternativa senão dar a
volta ao seu automóvel e retirar-se. A partir desse momento, as forças
de esquerda empurraram o incidente para a pior direcção possível,
culminando na eclosão dos confrontos sangrentos em grande escala no dia
3 de Dezembro de 1966, que resultaram em 8 mortos e 212 feridos.
O presente artigo irá sistematizar o processo de criação e o subsequente
fracasso da Comissão de Inquérito Independente, analisando a forma como
a esquerda transformou uma questão que poderia ter sido resolvida
pacificamente numa luta política de grande envergadura.
A eclosão do Incidente da Taipa em 15 de Novembro de 1966: Em 15 de
Novembro de 1966, Rui de Andrade, administrador interino da Câmara
Municipal das Ilhas, constatou que os operários da Escola Fong Chong da
Taipa realizavam obras com a montagem de andaimes de bambu, tendo
enviado pessoal para interromper os trabalhos. O impasse evoluiu para um
confronto entre a polícia e os residentes, provocando dezenas de feridos
e 6 detidos, entre os quais um jornalista do Diário de Macau. A Escola
Fong Chong da Taipa era uma escola nocturna para filhos de operários,
fundada por sindicatos de esquerda, tais como a Associação Geral dos
Operários de Macau, o Sindicato dos Operários de Fogo-de-Artifício e o
Sindicato dos Estaleiros Navais. Para proceder à expansão das
instalações escolares, a escola tinha submetido um pedido de licença de
construção junto da Câmara Municipal das Ilhas desde Abril de 1966,
tendo os seus responsáveis reunido com o administrador por 24 vezes sem
qualquer resultado. Todavia, a escola avançou com a montagem de andaimes
e o início das obras sem a devida autorização, lançando as sementes do
conflito.
18 de Novembro de 1966: A Comissão de Construção da Escola apresentou
cinco exigências. A Comissão de Construção da Escola formulou
formalmente cinco exigências:
Punição dos culpados
Que o governo não ponha obstáculos ao funcionamento da escola
Indemnização dos feridos pelos danos sofridos
Revogação das sentenças contra as pessoas detidas
Garantia de que não se repetirão incidentes semelhantes no futuro
22 de Novembro de 1966: As associações pró-Pequim condenaram o incidente.
As associações pró-Pequim em Macau organizaram um simpósio para condenar
veementemente o confronto entre a polícia e os residentes, ameaçando
avançar para uma acção de luta. Neste ponto, o incidente já se tinha
transformado de uma simples disputa laboral numa confrontação política.
Em 25 de Novembro de 1966, o recém-nomeado Governador de Macau, José
Manuel de Sousa Faro Nobre de Carvalho, chegou oficialmente a Macau para
tomar posse. Sendo a figura-chave na gestão dos acontecimentos
subsequentes, Nobre de Carvalho enfrentou uma enorme pressão política.
Em 29 de Novembro de 1966, o Governador reconheceu o erro de gestão e
prometeu instituir uma comissão de inquérito. Nobre de Carvalho reuniu-se
com representantes dos sectores comercial e industrial, admitindo que o
recurso à polícia tinha sido um "erro de gestão" e comprometendo-se a
criar uma Comissão de Inquérito Independente para investigar o caso.
Este era o canal legítimo para resolver o diferendo; se o Governador de
Macau reconhecesse o erro e fizesse uma investigação justa, a crise
deveria ter sido debelada.
O Governador Nobre de Carvalho mandou publicar em Boletim Oficial a
criação da Comissão de Inquérito Independente
¡@

¦¨¥ß¿W¥ß½Õ¬d©eû·|¨Ã©e¥ô¤jªk©x¸ë¼Ö¦w (João Carlos de Carvalho,
1932-2026) ¾á¥ô©eû·|¥D®u¡Cn¨D¿W¥ß½Õ¬d©eû·|¡A¤½¥¿½Õ¬d¡u氹¥J¨Æ¥ó¡v¡C(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
An Independent Commission
of Inquiry was established, and Chief Justice João Carlos de Carvalho
(1932¡V2026) was appointed as its chairman, tasked with conducting an
impartial investigation into the "Taipa Incident." (Image source:
Acta Scientrium Ngensis)
Foi criada a Comissão de
Inquérito Independente, tendo o Juiz João Carlos de Carvalho (1932¡V2026)
sido nomeado presidente da mesma, com a missão de conduzir uma
investigação imparcial sobre o "Incidente da Taipa". (Fonte da imagem:
Acta Scientrium Ngensis)
1966 ¦~ 11 ¤ë 25
¤é¿Dªù·s¥ôÁ`·þ¹Å¼Ö§È¥¿¦¡©è¹F¿Dªù¼i·s¡C§@¬°³B²z«áÄò¨Æ¥óªº关键¤Hª«¡A¹Å¼Ö§È±Á{·¥¤jªº¬FªvÀ£¤O¡C1966 ¦~ 11 ¤ë 29
¤é¡AÁ`·þ©Ó»{³B²z¥¢·í¨Ã©Ó¿Õ¦¨¥ß½Õ¬d©eû·|¡A¹Å¼Ö§È±µ¨£¤u°Ó¬É¥Nªí¡A©Ó»{°Ê¥Îĵ¹îÄÝ¡u³B²z¥¢·í¡v¡A¨Ã©Ó¿Õ¦¨¥ß¿W¥ß½Õ¬d©eû·|½Õ¬d¨Æ¥ó¡C³o¬O¥®§¨Æ¥óªº¥¿·í³~®|Y¿DªùÁ`·þ©Ó»{¤£·í¨Ã¶i¦æ¤½¥¿½Õ¬d¡A¨Æ¥ó²zÀ³¯à°÷®§¡C
¹Å¼Ö§È¥Zµn¾Ë³ø¦¨¥ß¿W¥ß½Õ¬d©eû·|
1966 ¦~ 11 ¤ë©³¹Å¼Ö§ÈÁ`·þ¥¿¦¡¥Zµn¾Ë³ø¡A¦¨¥ß¿W¥ß½Õ¬d©eû·|¡A¨Ã©e¥ô¤jªk©x¸ë¼Ö¦w¡]João Carlos de Carvalho .
1932-2026¡^¾á¥ô©eû·|¥D®u¡C¿W¥ß½Õ¬d©eû·|ªº¦¨¥ß¥»À³¬O¤½¥¿½Õ¬d¡u氹¥J¨Æ¥ó¡vªº¶}©l¡C
©eû·|ªºÂ¾³d¥]¬A¡G
• ½Õ¬d 1966 ¦~ 11 ¤ë 15 ¤éĵ¥Á½Ä¬ðªº¯u¬Û
• Âç²Mĵû¬O§_ÀÝ¥ÎÅv¤O
• ´£¥X§ï¶i«ØÄ³´Á±æ¨Æ¥ó
¦bÁ`·þ©Ó»{³B²z¥¢·í¨Ã¦¨¥ß¿W¥ß½Õ¬d©eû·|«á¡AªÀ·|¦U¬É´¶¹M´Á±æ¨Æ¥ó¯à°÷¥®§¡C¤u°Ó¬É¥Nªí¡B¤¤µØÁ`°Ó·|µ¥¤¤¥ß¹ÎÅé§¡»{¬°¡A³o¬O¸Ñ¨M°ÝÃDªº¥¿·í³~®|¡C
µM¦Ó¡A¥ª¬£¶Õ¤O¨Ã¥¼±µ¨ü³o¤@¸Ñ¨M¤è®×¡A¤Ï¦Ó±N¨Æ¥ó±À¦V§óÃaªº¤è¦V¡C1966 ¦~ 12 ¤ë 3 ¤é¥ª¬£¦û¾Ú«nÆW¡A¤jªk©xµLªk¤u§@
¡A¿W¥ß½Õ¬d©eû·|ì©wº¤é¶i¦æ¤u§@¡A·í¤jªk©x¸ë¼Ö¦w¾r¨®«e©¹«nÆW½Õ¬d©eû·|¿ì¤½«Ç®É¡A¾ãÓ«nÆW¤w³Q¥ª¬£¥Ü«ÂªÌ¦û¾Ú¡C¥ª¬£¥Ü«ÂªÌ¤H¼Æ²³¦h¡A°ô¶ë¹D¸ô¡A¦û¾Ú«Ø¿vª«¡A¤jªk©xµLªk¥¿±`¤u§@¡A¥u¦n¾r¨®±¼ÀYÂ÷¶}¡C¿W¥ß½Õ¬d©eû·|º¤é§Y¾D®À±Ñ¡A¤½¥¿½Õ¬d¶iµ{³Q¥ª¬£¶Õ¤OÅõºÈ¡C¥ª¬£¶Õ¤O¨Ã¥¼±N¿W¥ß½Õ¬d©eû·|µø¬°¸Ñ¨M°ÝÃDªº¥¿·í³~®|¡A¤Ï¦Ó±N¨Æ¥óµø¬°¬Fªv°«ª§ªº¾÷·|¡C
On November 25, 1966, the
newly appointed Governor of Macau, José Manuel de Sousa Faro Nobre de
Carvalho, officially arrived in Macau to assume his post. As the pivotal
figure responsible for handling the subsequent events, Nobre de Carvalho
faced immense political pressure. On November 29, 1966, the Governor
acknowledged the mishandling and promised to establish an investigative
commission. Nobre de Carvalho met with representatives from the business
and industrial sectors, admitting that deploying the police was a case
of "mishandling" and pledging to set up an Independent Commission of
Inquiry to probe the incident. This was the proper avenue to settle the
dispute; if the Governor of Macau admitted the error and conducted an
impartial investigation, the crisis should have been abated.
Governor Nobre de Carvalho
published the official gazette to establish the Independent Commission
of Inquiry
At the end of November 1966, Governor Nobre de Carvalho officially
published the government gazette to establish the Independent Commission
of Inquiry, appointing Chief Justice João Carlos de Carvalho (1932¡V2026)
as the chairman of the commission. The establishment of the Independent
Commission of Inquiry was originally intended to mark the beginning of
an impartial investigation into the "Taipa Incident."
The responsibilities of the
commission included:
• Investigating the truth behind the police-civilian clash on November
15, 1966
• Clarifying whether police officers had abused their power
• Putting forward recommendations for improvement with the expectation
of resolving the incident
Following the Governor's
admission of mishandling and the establishment of the Independent
Commission of Inquiry, all walks of life generally expected the incident
to settle down. Neutral groups, such as business representatives and the
Macao Chamber of Commerce, believed this was the proper way to resolve
the problem. However, leftist forces did not accept this solution;
instead, they pushed the incident in a worse direction. On December 3,
1966, the leftists occupied Praia Grande, rendering the Chief Justice
unable to work. The Independent Commission of Inquiry was scheduled to
commence work on its first day. When Chief Justice João Carlos de
Carvalho drove toward the commission's office in Praia Grande, the
entire area had already been occupied by leftist demonstrators. The
leftist demonstrators were vast in number, blocking roads and occupying
buildings. Unable to function normally, the Chief Justice had no choice
but to turn his car around and depart. The Independent Commission of
Inquiry was frustrated on its very first day, and the process of a fair
investigation was paralyzed by leftist forces. Leftist forces did not
view the Independent Commission of Inquiry as a legitimate path to
resolve the problem, but rather saw the incident as an opportunity for
political struggle.
¡@
No final de Novembro de
1966, o Governador Nobre de Carvalho mandou publicar oficialmente em
Boletim Oficial a constituição da Comissão de Inquérito Independente,
nomeando o Juiz João Carlos de Carvalho (1932¡V2026) para assumir a
presidência da mesma. A instituição desta comissão deveria ter
assinalado o início de um apuramento imparcial dos factos do "Incidente
da Taipa".
As competências da comissão incluíam:
• Investigar a verdade subjacente ao confronto entre a polícia e os
residentes de 15 de Novembro de 1966
• Esclarecer se houve abuso de poder por parte das forças policiais
• Apresentar recomendações de melhoria com vista à resolução do
incidente
Após o reconhecimento do erro de gestão por parte do Governador e a
criação da Comissão de Inquérito Independente, os diversos sectores da
sociedade esperavam de uma forma geral que a situação estabilizasse. Os
grupos neutros, tais como os representantes do comércio e a Associação
Comercial de Macau, consideravam que esta era a via correcta para
solucionar o problema. No entanto, as forças de esquerda não acolheram
esta solução, optando por empurrar o incidente numa direcção ainda pior.
Em 3 de Dezembro de 1966, a esquerda ocupou a Praia Grande,
impossibilitando o Juiz de trabalhar. A Comissão de Inquérito
Independente tinha o início dos seus trabalhos agendado para esse dia.
Quando o Juiz João Carlos de Carvalho se deslocava de automóvel em
direcção às instalações da comissão na Praia Grande, toda a zona já se
encontrava tomada por manifestantes de esquerda. Os manifestantes eram
em grande número, bloqueando as vias rodoviárias e ocupando edifícios.
Sem condições para trabalhar normalmente, o Juiz não teve outro remédio
senão inverter a marcha do seu veículo e abandonar o local. A Comissão
de Inquérito Independente viu-se frustrada logo no primeiro dia, ficando
o processo de investigação justa paralisado pelas forças de esquerda.
Estas forças não encararam a Comissão de Inquérito Independente como uma
via legítima para resolver o problema, mas sim como uma oportunidade de
luta política.

1966 ¦~ 12 ¤ë 3
¤é¤¤¤È¡A§Üijªº¤H¸s¤w¸g»E¶°¦b«nÆWªk°|¤j¼Ó«e¡A¨¾¼Éĵ¹îÄÀ©ñ¶Ê²\¼uÅX´²¤H¸s¡C(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
At noon on December 3,
1966, protesting crowds had already gathered in front of the Praia
Grande Court Building as riot police deployed tear gas to disperse them.
(Image source: Acta Scientrium Ngensis)
Ao meio-dia de 3 de
Dezembro de 1966, a multidão de manifestantes já se encontrava
concentrada em frente ao Edifício do Tribunal na Praia Grande, tendo a
polícia anti-motim lançado gases lacrimogéneos para dispersar a multidão.
(Fonte da imagem: Acta Scientrium Ngensis)

1966 ¦~ 12 ¤ë 3
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On December 3, 1966, the
protesting crowds had already gathered and occupied Praia Grande. The
front of the Court Building was packed with people, and Chief Justice
João Carlos de Carvalho's vehicle was unable to pass through. (Image
source: Acta Scientrium Ngensis)
Em 3 de Dezembro de 1966, a multidão de manifestantes já se tinha
concentrado e ocupado a Praia Grande. A zona em frente ao Edifício do
Tribunal estava repleta de pessoas, impossibilitando a passagem do
veículo do Juiz João Carlos de Carvalho. (Fonte da imagem:
Acta Scientrium Ngensis)
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ìt³d´ä¿D¨Æ°Èªº¹ù©Ó§Ó´¿¦b1966¦~ 8
¤ë«ü¥Ü¡A¤£n¦b¿Dªù¡B»´äµo°Ê¤å¤Æ¤j²©R¡A1967¦~10¤ë¤§«á¹ù©Ó§Ó«o³Q¬õ衞§L¹ÜÅv¡B§å°«¡C´ä¿D¨â¦a¤w§¹¥þ´x±±¦b·¥ºÝ¥ª¬£¤â¤W¡C¥ª¹Ï¡G¹ù©Ó§Ó1976¦~ªº¿Ëµ§Ã±¦W¤Î¦L³¹¡C(¹Ï¤ù¨Ó·½:
©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
Liao Chengzhi, who
was originally in charge of Hong Kong and Macau affairs, instructed in
August 1966 that the Cultural Revolution should not be launched in Hong
Kong and Macau. However, after October 1967, Liao Chengzhi was stripped
of power and subjected to struggle sessions by the Red Guards. Both Hong
Kong and Macau fell completely under the control of the extreme left.
Left image: Liao Chengzhi's handwritten signature and seal from 1976.
(Image source: Acta Scientrium Ngensis)
Liao Chengzhi, originalmente responsável pelos assuntos de Hong Kong e
Macau, havia instruído em Agosto de 1966 que a Revolução Cultural não
deveria ser lançada em Hong Kong e Macau. Contudo, após Outubro de 1967,
Liao Chengzhi foi afastado do poder e alvo de sessões de denúncia pelos
Guardas Vermelhos. Ambas as regiões de Hong Kong e Macau ficaram
completamente sob o controlo da esquerda extremista. À esquerda:
assinatura autógrafa e carimbo de Liao Chengzhi em 1976. (Fonte da
imagem: Acta Scientrium Ngensis)
¦¦b1966 ¦~ 11 ¤ë 30
¤é¡AÀÚ¦¿¾Ç®Õ®v¥Í¦b¿D·þ©²¥~¶°·|§Üij¡AÀH«á¼Æ¤é§Üij¥Á²³¶V¨Ó¶V¦h¡A¦³¤H¤â«ù¬õÄ_®Ñ¡B®Ô»w¤ò»y¿ý¡A§Üij¬¡°Ê³vº¥¤É¯Å¡A±q³æ¯Âªº«Ø®ÕªÈ¯ÉÂà¤Æ¬°¬Fªv¹ï§Ü
¥ª¬£¶Õ¤O»P´ä¿D¤u©e¡B·sµØªÀªºÁpô¥ª¬£¶Õ¤O¨Ã«D©t¥ß¦æ°Ê¡A¦Ó¬OÀò±o¤¤°ê¤º¦a¤ä«ù¡A¥Ñ«e·sµØªÀ»´ä¤ÀªÀ¡]¤¤¦@´ä¿D¤u§@©eû·|¡^»â¾É¤H±ç«ÂªL¡BªÂ²lµo°Êªº¿Dªù§Üª§¹B°Ê¡C¥[¤W¹ù©Ó§Ó¥¼´X³Q¬õ衞§L¹ÜÅv¡B§å°«¡A¥ª¬£¤À¤l±µ¨ü·sªº«ü¥Ü¡A¨M©w¥H§ó¿E¯Pªº¤è¦¡»P´ä¿D¤u©e¡B·sµØªÀ¦³©ú½TÁpô³o¨Ï±o¨Æ¥óÂà¤Æ¬°¨ã¦³¬Fªv¥Øªº¨Æ¥ó¡C
1966 ¦~ 12 ¤ë 3 ¤é¤j³W¼Ò½Ä¬ðÃzµo¡A12 ¤ë 3 ¤é¤¤¤È 12
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«áÀ»¥«¬FÆU»P¤½ÃÒ¸p¡A¸s²³ºR·´¬ü¤h°ò¥´¬ö©À»É¹³¨Ã±N¨ä±¼¤J¤º´ä¡A¯}Ãa¼Úºû¤h¥Û¹³¡A½ÄÀ»¥«¬FÆU©M¤½ÃÒ¸p¡C¤U¤È
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®É¸T¨ä«á¼Æ¤Ñ¤S¦³¼Æ¤H³Q¶Ãºj®g±þ¡C ¥Ñ12¤ë3¤é¦Ü4¤é©x¤è²Îp8 ¤H¦º¤`¡B212 ¤H¨ü¶Ë ¡B40 ¦Ü 62 ¤H³Q®·¡C§{¶¡»¡ªk«h¦³ 11 ¤H¦º¤`¡C
As early as November
30, 1966, teachers and students from Hou Kong School gathered outside
the Governor's Palace to protest. In the following days, the number of
protestors grew larger, with some holding the "Little Red Book" and
reciting quotations from Chairman Mao. The protest gradually escalated,
transforming from a simple dispute over school construction into a
political confrontation. The connections between the leftist forces, the
Hong Kong and Macau Work Committee, and the Xinhua News Agency showed
that the leftist forces did not act in isolation. Instead, they received
backing from mainland China, with the Macau protest movement being
instigated by Liang Weilin and Qi Feng, leaders of the former Xinhua
News Agency Hong Kong Branch (the CCP Hong Kong and Macau Work
Committee). Furthermore, shortly after Liao Chengzhi was stripped of
power and struggled against by the Red Guards, leftist elements received
new directives and decided to carry out actions in a more aggressive
manner. Having clear links with the Hong Kong and Macau Work Committee
and the Xinhua News Agency, they caused the incident to transform into
an event with clear political motives.
On December 3, 1966, a large-scale conflict broke out. At 12:00 noon on
December 3, a massive clash erupted in front of the Governor's Palace.
Leftists forced their way into the Governor's Palace, singing
revolutionary songs, reading Mao quotations, and overturning police
cars. After 3:00 p.m., they attacked the Municipal Council and the
Notary Office. The crowd destroyed the commemorative bronze statue of
Vicente Nicolau de Mesquita and threw it into the Inner Harbor, defaced
the stone statue of Jorge Álvares, and stormed the Municipal Council and
the Notary Office. At 4:30 p.m., riot police opened fire. The crowd
marched along Rua de Central toward the Police Headquarters, where riot
police fired tear gas and live ammunition. At 6:00 p.m., the Governor
issued a martial law order and imposed a curfew. In the following days,
several more people were shot and killed by indiscriminate gunfire.
Official statistics from December 3 to 4 recorded 8 deaths, 212
injuries, and between 40 and 62 arrests. Unofficial local accounts,
however, claimed that 11 people were killed.
¡@
Logo em 30 de Novembro de
1966, professores e alunos da Escola Hou Kong concentraram-se em frente
ao Palácio do Governador em sinal de protesto. Nos dias seguintes, o
número de manifestantes aumentou progressivamente, com indivíduos a
empunhar o "Livro Vermelho" e a recitar as citações de Mao, fazendo com
que as acções de protesto escalassem gradualmente, transformando-se de
uma mera disputa sobre a construção de uma escola numa confrontação
política. As ligações entre as forças de esquerda, o Comité de Trabalho
de Hong Kong e Macau e a Agência de Notícias Xinhua demonstraram que as
forças de esquerda não agiram de forma isolada. Pelo contrário, contaram
com o apoio do interior da China, tendo o movimento de contestação em
Macau sido desencadeado por Liang Weilin e Qi Feng, líderes da antiga
Filial de Hong Kong da Agência de Notícias Xinhua (o Comité de Trabalho
de Hong Kong e Macau do PCC). Além disso, pouco tempo após Liao Chengzhi
ter sido afastado do poder e fustigado pelos Guardas Vermelhos, os
elementos de esquerda receberam novas directrizes, decidindo adoptar
formas mais violentas. Mantendo ligações claras com o Comité de Trabalho
de Hong Kong e Macau e com a Agência de Notícias Xinhua, fizeram com que
o caso se convertesse num acontecimento com objectivos políticos
definidos.
Em 3 de Dezembro de 1966, eclodiram confrontos em grande escala. Ao
meio-dia de 3 de Dezembro, registou-se um violento confronto em frente
ao Palácio do Governador. Elementos de esquerda invadiram o Palácio do
Governador, entoando cânticos revolucionários, lendo citações de Mao e
capotando viaturas policiais. Após as 15h00, atacaram o Leal Senado (Câmara
Municipal) e a Repartição do Notariado. A multidão destruiu a estátua de
bronze em memória de Vicente Nicolau de Mesquita, lançando-a no Porto
Interior, vandalizou a estátua de pedra de Jorge Álvares, e invadiu o
Leal Senado e a Repartição do Notariado. Às 16h30, a polícia anti-motim
abriu fogo. A multidão marchou ao longo da Rua de São Lourenço (Rua
Central) em direcção ao Quartel-General da Polícia, onde a polícia anti-motim
lançou gases lacrimogéneos e disparou tiros de arma de fogo. Às 18h00, o
Governador decretou o estado de sítio e o recolher obrigatório. Nos dias
subsequentes, mais algumas pessoas foram mortas por tiros
indiscriminados. As estatísticas oficiais de 3 a 4 de Dezembro
registaram 8 mortos, 212 feridos e entre 40 a 62 detidos. Contudo, os
relatos populares locais apontavam para a existência de 11 mortos.
¹ù©Ó§Ó¤jÅv®Ç¸¨¤Î·¥ºÝ¥ª¬£¶Õ¤O¬Fªv¥Øªº
¥ª¬£¶Õ¤O¨Ã«D³æ¯Â°l¨D³Ò¸êªÈ¯Éªº¸Ñ¨M¡A¦Ó¬O¦³©ú½Tªº¬Fªv¥Øªº©ó¦bµÂ²M°ê¥ÁÄÒ¶Õ¤O¡A©ó1967 ¦~ 1 ¤ë 2
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1967 ¦~»´ä¤»¤C¼É°ÊÃzµo¡C¤å¤Æ¤j²©Rªº¾_ªi¥Ñ¦¹±q¤¤°ê¤j³°ÂX®i¦Ü´ä¿D¦a°Ï¡C¥Ñ1966 ¦~5 ¤ë 16
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Liao
Chengzhi's Loss of Power and the Political Objectives of the Extreme
Leftist Forces
The leftist forces were not merely seeking a resolution to a labor
dispute; rather, they had clear political objectives aimed at
eradicating Kuomintang (KMT) influence. On January 2, 1967, the Macanese
Portuguese government issued an official proclamation banning all
activities hostile to the People's Republic of China, shutting down all
KMT institutions, and prohibiting the display of the Blue Sky, White Sun
flag. Consequently, KMT influence in Macau was completely eradicated.
Following the "12-3 Incident," Communist forces took de facto control of
Macau, and the leftists took root across all strata of society, an
influence that extends into the modern era. Leftists from Hong Kong came
to Macau to absorb this "Macau experience," which directly led to the
outbreak of the 1967 Leftist Riots in Hong Kong. The shockwaves of the
Cultural Revolution thus rippled from mainland China into the Hong Kong
and Macau regions. On May 16, 1966, Mao Zedong launched the Cultural
Revolution. Liao Chengzhi, who was responsible for Hong Kong and Macau
affairs, had instructed in August that the Cultural Revolution should
not be carried out in Hong Kong and Macau. However, stimulated by the
success of the extreme left in seizing power during the December 3 "12-3
Incident" in Macau, the rational factions gradually lost their political
footing. After October 1967, Liao Chengzhi was stripped of power and
subjected to struggle sessions by the Red Guards, and leftist elements
accepted new instructions, deciding to launch anti-colonial struggles in
Hong Kong through even more violent means. The leftist forces viewed the
Macau incident as an extension of the Cultural Revolution in the Hong
Kong and Macau regions, which transformed the event from a simple
police-civilian clash into a struggle with explicit political goals, a
shift that often incurs uncontrollable costs.
O Afastamento de Liao Chengzhi e os Objectivos Políticos
das Forças de Esquerda Extremistas
As forças de esquerda não procuravam a mera resolução de um conflito
laboral, mas sim objectivos políticos claros, focados na erradicação da
influência do Kuomintang (KMT). Em 2 de Janeiro de 1967, o Governo de
Macau publicou um bando oficial proibindo todas as actividades hostis à
República Popular da China, encerrando todas as instituições do KMT e
proibindo a exibição da bandeira do "Céu Azul e Sol Branco".
Consequentemente, a influência do KMT em Macau foi totalmente erradicada.
Após o "Incidente 1-2-3", as forças comunistas assumiram o controlo de
facto de Macau, e a esquerda enraizou-se em todos os estratos da
sociedade, uma influência que se estende até à actualidade. Elementos de
esquerda de Hong Kong deslocaram-se a Macau para absorver esta "experiência
de Macau", o que ditou directamente a eclosão dos Distúrbios de 1967 (Revolta
de 67) em Hong Kong. As ondas de choque da Revolução Cultural expandiram-se,
assim, do interior da China para as regiões de Hong Kong e Macau. Em 16
de Maio de 1966, Mao Zedong lançou a Revolução Cultural. Liao Chengzhi,
responsável pelos assuntos de Hong Kong e Macau, havia instruído em
Agosto que a Revolução Cultural não deveria ser realizada nestas duas
regiões. Contudo, estimulados pelo sucesso da esquerda extremista na
tomada de poder durante o "Incidente 1-2-3" de Dezembro em Macau, as
facções moderadas e racionais perderam gradualmente o seu espaço
político. Após Outubro de 1967, Liao Chengzhi foi afastado do poder e
alvo de sessões de denúncia pelos Guardas Vermelhos, e as células de
esquerda aceitaram novas instruções, determinando-se a iniciar as lutas
anti-coloniais em Hong Kong através de meios ainda mais violentos. As
forças de esquerda encararam o caso de Macau como uma extensão da
Revolução Cultural nas regiões de Hong Kong e Macau, o que transformou o
acontecimento de um simples confronto entre a polícia e os residentes
numa luta com fins políticos explícitos, uma mutação que costuma
acarretar custos incontroláveis.
±q氹¥J¨Æ¥ó¨ì¤@¤G¡P¤T¨Æ¥ó~¤@¬q³Q¦å¬V¬õªº¾ú¥v
From the Taipa
Incident to the 12-3 Incident: A History Stained with Blood
Do Incidente da
Taipa ao Incidente 12-3: Uma História Manchada de Sangue

¡m¤Ï¹ï¸²«Ò¦b¿Dªùªº¦å¸{¼É¦æ¡nì¤å´yz:·R°ê¦PMÃh着¹ï«Ò°ê¥D¸qªºµL¤ñ¤³«ë¡Aª¦¤W¥|¦Ê¦h¦~«e¨Ó¤¤°ê¶i¦æ«I畧¬¡°Êªº¦õªv •¼Úºû¤hªº¥Û¹³¡A¯{Â_¥¦ªº¥kÁu¡C
(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«Ç)
Original text from "Oppose
the Bloody Atrocities of the Portuguese Imperialists in Macau": Driven
by immense hatred for imperialism, patriotic compatriots climbed onto
the stone statue of Jorge Álvares¡Xwho came to China for aggressive
activities over four hundred years ago¡Xand smashed off its right arm.
(Image source: Acta Scientrium Ngensis)
Texto original de "Contra
as Atrocidades Sangrentas do Imperialismo Português em Macau": Movidos
por um ódio imenso ao imperialismo, os compatriotas patrióticos subiram
à estátua de pedra de Jorge Álvares ¡X que veio à China para atividades
de agressão há mais de quatrocentos anos ¡X e partiram o seu braço
direito. (Fonte da imagem: Acta Scientrium Ngensis)
¡@

¡m¤Ï¹ï¸²«Ò¦b¿Dªùªº¦å¸{¼É¦æ¡nì¤å´yz:¤ô¨®¤]¬O¯È¦Ñªê¡A·R°ê®v¥Í°«§Ó©ù´¡Aªï着¤ôºj·i°«¡C(¹Ï¤ù¨Ó·½:
©µ³®¬ì¾Çºî¦X«Ç)
Original text from "Oppose
the Bloody Atrocities of the Portuguese Imperialists in Macau": Water
cannons are paper tigers as well; patriotic teachers and students, high
in morale, fought bravely against the water jets. (Image source:
Acta Scientrium Ngensis)
Texto original de "Contra
as Atrocidades Sangrentas do Imperialismo Português em Macau": Os
autotanques de água também são tigres de papel; professores e estudantes
patrióticos, com o moral elevado, lutaram bravamente contra os jactos de
água. (Fonte da imagem: Acta Scientrium Ngensis)
1966¦~¡A¿DªùÂ÷®q氹¥Jªº°ò¼h¤u¤H¦]³h½aµLªkÅý¤l¤k¤W¾Ç¡A©ó¬Oµo°_Äw«Ø§{²³¾Ç®Õ§Æ±æÅý·í¦a¾Çµ£¦³¾Ç¦ì¥iŪ¡C¦P¦~4¤ë¡A®Õ¤è¯²¤U¬I·þ¾Ë¥¿µó4¡B6¡B8¸¹ªº«Î¦tÀÀ¶i¦æÂX«Ø¡A6¤ë¤J禀¦æ¬F§½¥Ó½Ð¡A¦ý¸g¹L24¦¸¥æ¯A©M¥Ó½Ð©l²×¥¼Àò§åã¡C¦bµL@©Êµ¥«Ý°Ê¤u³\¥iªº¦P®É¡A®Õ¤è¨Ì·ÓºD¨Ò¥ý¦æ·f´×¬I¤u¡C11¤ë15¤é¡A®ü®q¥«¦æ¬F§½¥N§½ªø®Ë¼w¦a
(Ruide Andrade)
¦b¤W¯Z³~¤¤µo²{¾Ç®Õªù«e·f°_ªº´×¬[¡A¤j¦Y¤@Åå¡A¥ß§Y¬£û¬d¸ß¨ÃÄUªý¡C¤u¤H¤£Å¥ÄU§i¡AÂù¤è»y®ð³vº¥¥û¬½¡A·í§½±¬£¥Xĵû«e©¹ªý¤î¡AÂù¤è¹ï«Ï¡A³Ì²×ºtÅܦ¨¤@³õĵ¥Á½Ä¬ð¡C
¸²¿Dĵ¹î°ÊªZ¼Þ¥´¸s²³¡A³y¦¨24¤H¨ü¶Ë¡A¨ä¤¤¤@¦Wµæ¹A¤u·|¦¨û¤Î¤@¦WÃz¦Ë¤u·|¦¨û³Q¥´¶ËÀYÆ`¡A«á¨Ó¦]«á¿ò¯g¥h¥@¡F¥t¦³6¤H³Q®·¡A¥]¬A¦b³õ±Ä³Xªº¡m¿Dªù¤é³ø¡n°OªÌ³Qĵ¤è¦©¯d¨â¤p®É¡C
·í¤é¤U¤È1®É¡A¿Dªù¤¤µØÁ`°Ó·|¥ß¨è¬£¤H»P®ü®q¥«¦æ¬F§½Ápµ¸¡A«Ø®Õ¥Nªí¥ç¬£¥X¤Hû«e©¹¥æ¯A¡A¦ý¨ä¤¤4¤H©|¥¼·|±§½ªø´N³Q©ë®·¤@±ß¡A«á¦b°Ó·|°Æ·|ªø±Z¼w¸Rªº¨ó§U¤U¤~³Q«OÄÀ¡C氹¥J©~¥Á¹ï¦¹·¥«×¤£º¡¡A¥þ¿DÁ|¦æ½}¤u½}¥«¡A¤£¤Ö¥ª¬£¹ÎÅé¨ì¿D·þ©²»¼¥æ§Üij«H¡AªÀ·|¥Ù¬Þ³vº¥¤É¯Å¡C11¤ë18¤é¡A氹¥J©~¥Á¾Ç®ÕÄw«Ø©eû·|¦V¿D¸²¬F©²´£¥X¤¶µn¨D¡A¿D¸²·í§½¥²¶·ÄYÃg»s³y³o¦¸¬y¦å¨Æ¥óªº»F¨Æ¤H
2. ¿D¸²氹¥J·í§½¤£À³ªý¼¸§ÚÌײz®ÕªÙ¿ì¾Ç¡A«I¥Ç©~¥Á¥¿±`Åv¯q 3. ¿D¸²氹¥J·í§½©M¿D¸²Äµ¤è¥²¶·t³d½ßÀv¨ü¶ËªÌªº¤@¤ÁÂåÃĶO©M¦]¦¹¨Æ¥ó¤Þ°_ªº¤@¤Á·l¥¢
4. ¹ï¿D¸²¥qªkûĵµL²z©ë®·§Ú¥Nªí§P¦D¤@¨Æªí¥Ü§Üij¡AÀ³ºM¾PµL²z§P¨M 5.
¿D¸²·í§½¥²¶·«OÃÒ¤µ«á¤£¦A¦³¼Þ¥´©~¥ÁªºÃþ¦ü¨Æ¥óµo¥Í¨Æ¥óµo¥Í«á¡A³QÅA¬°¿DªùµØ¤HªÀ¸s»â³Sªº¦ó½å´¿«ô·|Å@²zÁ`·þ¬Iºû¯Ç (CarlosArmando da
Mota Cerveira) ¡A½Ð¨D¥LÂÔ·V³B²z¨Æ¥ó¡CµM¦Ó¡A¬Iºû¯Ç¥H±jµwºA«×¦^µ´¹ï¤èÄU¾É¡A©Úµ´§´¨ó¡C
11¤ë22¤é¡A¿Ë¥_¨ÊªÀ¹Î¥NªíÁ|¦æ®y½Í·|Äþ³d¨Æ¥ó¡A¨Ã«Â¯Ùn¶i¦æ¡u°«ª§¡v¡C11¤ë25¤é¡A·s¥ôÁ`·þ¹Å¼Ö§È©è¿D¼i·s¡A11¤ë29¤é¤U¤È±µ¨£¤u°Ó¬É¥Nªí®É¡A©Ó»{¦b«Ø®Õ¤@¨Æ¤W°Ê¥Îĵ¹îÄÝ©ó³B²z¥¢·í¡A¨Ã©Ó¿Õ¦¨¥ß¤@ӥѩx¤è©M¥Á¶¡¤¤¥ß¤H¤h²Õ¦¨ªº½Õ¬d©eû·|¹ý¬d¨Æ¥ó¡C
µM¦Ó¿Dªù¤¤µØÁ`°Ó·|¨Ã¥¼À³Á`·þÁܽЬ£¥X¥Á¶¡¥Nªí°Ñ»P½Õ¬d©eû·|¡A½Õ¬d©eû·|µ²ªGµLªk¦p¹w´Á¹B§@¡C¿Ë¥_¨ÊªÀ¹Î¥Nªíªº§Üij¦æ°ÊÄ~Äò¤É¯Å¡A¨C¤Ñ³£¦³¤H¸s»E¶°¦b¿DªùÁ`·þ©²¥~§Üij¡C¾ÇÁp¡B¤uÁpµ¥¹ÎÅ骺n¨D»P¤»¶µ¨óij¤º®e
ÀHµÛ§Üij«ùÄò¤É¯Å¡A12¤ë3¤é«e¡A¿Dªù¿Ë¥_¨ÊªÀ¹Î¥]¬A¿Dªù¤¤µØ¾Ç¥ÍÁp¦XÁ`·| (¾ÇÁp) ¡B¿Dªù¤u·|Áp¦XÁ`·| (¤uÁp) ¡B¿Dªù°ü¤kÁp¦XÁ`·| (°üÁp)
©M¿Dªùµó§{·|Áp¦XÁ`·| (µóÁ`) µ¥¹ÎÅé¡A¦V¿D¸²¬F©²´£¥X§óÄY¼Fªºn¨D¡C
In 1966, grassroots workers
in Taipa, an outlying island of Macau, were unable to send their
children to school due to poverty. They initiated the establishment of
the Taipa Fong Chong School, hoping to provide local schoolchildren with
places to study. In April of the same year, the school leased properties
at Nos. 4, 6, and 8 of Rua do Regedor for expansion. They submitted an
application to the Administrative Council in June, but after 24 rounds
of negotiations and submissions, it was never approved. Lacking the
patience to wait indefinitely for the construction permit, the school
followed past practice and began erecting scaffolding for construction.
On November 15, Ruide Andrade, the acting administrator of the
Municipality of the Islands, noticed the scaffolding erected in front of
the school on his way to work. Deeply shocked, he immediately dispatched
staff to investigate and halt the work. The workers ignored the
warnings, and the tone on both sides grew aggressive. The authorities
then dispatched police officers to stop them, leading to a standoff that
ultimately escalated into a violent clash between the police and the
public.
The Portuguese-Macau police resorted to force, beating the crowd and
injuring 24 people. Among them, a member of the Vegetable Farmers' Union
and a member of the Firecracker Workers' Union suffered severe head
trauma and later passed away due to complications. In addition, six
people were arrested, including a reporter from the Macao Daily News who
was interviewing people at the scene and was detained by the police for
two hours. At 1:00 PM that afternoon, the Macao Chamber of Commerce
immediately sent representatives to contact the Municipality of the
Islands. Representatives for the school construction also went to
negotiate, but four of them were arrested and held overnight before even
meeting the administrator. They were later released on bail with the
assistance of Chui Tak-kei, the vice president of the Chamber of
Commerce.
Residents of Taipa were extremely angered by this, prompting a city-wide
strike and market shutdown across Macau. Many left-wing groups marched
to the Governor's Palace to deliver protest letters, causing social
tensions to escalate rapidly. On November 18, the Committee for the
Construction of the Taipa Residents' School submitted five demands to
the Portuguese-Macau government:
The Portuguese-Macau authorities must severely punish the perpetrators
responsible for creating this bloody incident.
The Portuguese-Macau Taipa authorities must not obstruct our building
repairs for schooling, which violates the normal rights of residents.
The Portuguese-Macau Taipa authorities and the Portuguese-Macau police
must be responsible for compensating all medical expenses of the injured
and all losses caused by this incident.
We protest against the unjust arrest and sentencing of our
representatives by the Portuguese-Macau judicial police, and the
groundless verdicts must be overturned.
The Portuguese-Macau authorities must guarantee that similar incidents
of beating residents will never happen again.
Following the incident, Ho Yin, revered as the leader of the Chinese
community in Macau, visited Acting Governor Carlos Armando da Mota
Cerveira, urging him to handle the situation with caution. However, Mota
Cerveira flatly rejected the advice with a hardline stance and refused
to compromise. On November 22, representatives of pro-Beijing community
groups held a seminar condemning the incident and threatened to launch a
"struggle." On November 25, the newly appointed Governor Nobre de
Carvalho arrived in Macau to assume office. When receiving
representatives from the industrial and commercial sectors on the
afternoon of November 29, he admitted that deploying police in the
school construction dispute was a mishandling of the situation. He
promised to establish an investigation committee composed of official
and neutral civilian figures to thoroughly investigate the incident.
However, the Macao Chamber of Commerce did not accept the Governor's
invitation to send civilian representatives to the investigation
committee, rendering the committee unable to function as expected. The
protests by pro-Beijing community groups continued to escalate, with
crowds gathering outside the Macau Governor's Palace every day. Demands
and content of the six-point agreement from groups like the Students'
Union and the Federation of Trade Unions: As protests continued to
intensify, prior to December 3, pro-Beijing groups in Macau¡Xincluding
the Macao Chinese Students' United Association (Students' Union), the
Macao Federation of Trade Unions (Trade Unions), the Macao Women's
General Association (Women's Association), and the General Union of
Neighbors' Associations of Macao (Neighbors' Union)¡Xsubmitted even
harsher demands to the Portuguese-Macau government.
Em 1966, os trabalhadores
de base da Taipa, uma ilha periférica de Macau, não podiam enviar os
seus filhos à escola devido à pobreza. Por isso, iniciaram a angariação
de fundos para a construção da Escola Fong Chong da Taipa, esperando dar
às crianças locais a oportunidade de estudar. Em Abril do mesmo ano, a
escola arrendou os prédios n.os 4, 6 e 8 da Rua do Regedor para fins de
ampliação. Em Junho, submeteram o pedido ao Conselho Executivo, mas após
24 rondas de negociações e pedidos, este nunca foi aprovado. Sem
paciência para esperar indefinidamente pela licença de construção, a
escola seguiu a prática habitual e começou a montar andaimes para a obra.
A 15 de Novembro, Ruide Andrade, administrador interino do Município das
Ilhas, avistou os andaimes montados em frente à escola a caminho do
trabalho. Profundamente surpreendido, enviou imediatamente funcionários
para averiguar e impedir a obra. Os trabalhadores ignoraram os avisos e
o tom de ambos os lados tornou-se agressivo. As autoridades enviaram
então agentes policiais para os travar, resultando num impasse que
acabou por escalar para um confronto violento entre a polícia e a
população.
A polícia luso-maometana recorreu à força, espancando a multidão e
ferindo 24 pessoas. Entre elas, um membro da Associação dos Agricultores
de Hortaliças e um membro da Associação dos Trabalhadores de Panchões
sofreram graves traumatismos cranianos, vindo a falecer mais tarde
devido às sequelas. Além disso, seis pessoas foram detidas, incluindo um
jornalista do Diário de Macau que se encontrava no local a fazer a
reportagem e que ficou retido pela polícia durante duas horas. Às 13h00
desse mesmo dia, a Associação Comercial de Macau enviou imediatamente
representantes para contactar o Município das Ilhas. Os representantes
da construção da escola também se deslocaram para negociar, mas quatro
deles foram detidos e passaram a noite na prisão antes mesmo de reunirem
com o administrador. Foram libertados mais tarde sob fiança, com o apoio
de Chui Tak-kei, vice-presidente da Associação Comercial.
Os residentes da Taipa ficaram extremamente indignados com o sucedido, o
que desencadeou uma greve geral e o encerramento do comércio em todo o
território de Macau. Vários grupos de esquerda marcharam até ao Palácio
do Governador para entregar cartas de protesto, fazendo com que as
tensões sociais escalassem rapidamente. A 18 de Novembro, a Comissão de
Construção da Escola dos Residentes da Taipa apresentou cinco exigências
ao Governo de Macau:
As autoridades de Macau devem punir severamente os culpados que causaram
este incidente sangrento.
As autoridades da Taipa não devem obstruir as obras de reparação da
nossa escola, o que viola os direitos normais dos residentes.
As autoridades da Taipa e a polícia de Macau devem ser responsáveis pelo
pagamento de todas as despesas médicas dos feridos e de todos os
prejuízos resultantes deste incidente.
Protestamos contra a detenção e condenação injustas dos nossos
representantes pela polícia judiciária de Macau, devendo as sentenças
infundadas ser revogadas.
As autoridades de Macau devem garantir que incidentes semelhantes de
espancamento de residentes nunca mais voltarão a acontecer.
Após o incidente, Ho Yin, reverenciado como o líder da comunidade
chinesa de Macau, visitou o Governador interino Carlos Armando da Mota
Cerveira, apelando a que tratasse o caso com prudência. No entanto, Mota
Cerveira rejeitou firmemente o conselho com uma postura intransigente e
recusou ceder. A 22 de Novembro, representantes de associações
pró-Pequim realizaram um simpósio para condenar o incidente e ameaçaram
iniciar uma "luta". A 25 de Novembro, o novo Governador Nobre de
Carvalho chegou a Macau para assumir o cargo. Ao receber os
representantes dos sectores industrial e comercial na tarde de 29 de
Novembro, admitiu que o uso da força policial no caso da construção da
escola tinha sido um erro de gestão. Prometeu criar uma comissão de
inquérito composta por figuras oficiais e civis neutras para investigar
o incidente a fundo.
Contudo, a Associação Comercial de Macau não aceitou o convite do
Governador para enviar representantes civis para a comissão de inquérito,
pelo que esta não funcionou como previsto. Os protestos das associações
pró-Pequim continuaram a intensificar-se, com multidões a concentrarem-se
todos os dias em frente ao Palácio do Governador de Macau. Exigências e
conteúdo do acordo de seis pontos de grupos como a Associação de
Estudantes e a Federação de Sindicatos: Com a continuação da escalada
dos protestos, antes de 3 de Dezembro, as associações pró-Pequim de
Macau ¡X incluindo a Associação Geral de Estudantes Chineses de Macau (Estudantes),
a Federação das Associações dos Operários de Macau (Sindicatos), a
Associação Geral das Mulheres de Macau (Mulheres) e a União Geral das
Associações dos Moradores de Macau (Moradores) ¡X apresentaram exigências
ainda mais severas ao Governo de Macau.


¡m¤Ï¹ï¸²«Ò¦b¿Dªùªº¦å¸{¼É¦æ¡nì¤å´yz:·R°ê®v¥Í¦b¥û´Ýªº¸²Äµ±«e²@µLÄߦâ¡A°ªÁ|¡u¤ò¥D®u»y¿ý¡v¡A®¶Áu°ª©I¡G¡u¤Ï¹ï¿D¸²¢®`¤¤°ê¦PM¡I¡v¡C (¹Ï¤ù¨Ó·½:
©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
Original text from
"Oppose the Bloody Atrocities of the Portuguese Imperialists in Macau":
Showing no fear before the brutal Portuguese police, patriotic teachers
and students held high "Quotations from Chairman Mao" and raised their
arms, chanting: "Oppose the Portuguese-Macau persecution of Chinese
compatriots!" (Image source: Acta Scientrium Ngensis )
Texto original de
"Contra as Atrocidades Sangrentas do Imperialismo Português em Macau":
Sem demonstrarem qualquer medo perante a brutal polícia portuguesa,
professores e estudantes patrióticos ergueram as "Citações do Presidente
Mao" e levantaram os braços, gritando: "Contra a perseguição dos
compatriotas chineses pelas autoridades de Macau!". (Fonte da imagem:
Arquivos do Acta Scientrium Ngensis)
¡@


¡m¤Ï¹ï¸²«Ò¦b¿Dªùªº¦å¸{¼É¦æ¡nì¤å´yz:·R°ê®v¥Í¤â¦©着¤â¡A¿v¦¨»ÉÀðÅK¾À¡C¥L̤£©È¦MÀI¡A°í决³»¦í¤ô¨®¡C(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«Ç)
Original text from "Oppose
the Bloody Atrocities of the Portuguese Imperialists in Macau": Linking
arms, patriotic teachers and students formed a wall of bronze and iron.
Unafraid of danger, they resolutely stood their ground against the water
cannons. (Image source: Acta Scientrium Ngensis)
Texto original de "Contra as Atrocidades Sangrentas do Imperialismo
Português em Macau": De braços dados, professores e estudantes
patrióticos formaram uma muralha de bronze e ferro. Destemidos perante o
perigo, resistiram firmemente contra os autotanques de água. (Fonte da
imagem: Acta Scientrium Ngensis)

¡m¤Ï¹ï¸²«Ò¦b¿Dªùªº¦å¸{¼É¦æ¡nì¤å´yz:
·R°ê¦PMªº¤Ï«Ò«ã¤õ¡A¿N¦Vªø´ÁÀ£¢©Mé³Ð¤¤°ê¦PMªº¿D¸²¾÷Ãö¡u¥«¬FÆU¡v¡A§âùرÄa±¾着ªº«I畧ªÌ¡X¾ú©¡¡uÁ`·þ¡v¹³¥þ³¡°£¤UÂY¨ìµó¤W
Original text from "Oppose
the Bloody Atrocities of the Portuguese Imperialists in Macau": The
patriotic compatriots' anti-imperialist fury turned toward the "Leal
Senado" (Municipal Council), a Portuguese-Macau organ that had long
oppressed and exploited Chinese compatriots. They tore down all the
portraits of past "Governors" hanging inside and threw them into the
street.
Texto original de "Contra as Atrocidades Sangrentas do Imperialismo
Português em Macau": A fúria anti-imperialista dos compatriotas
patrióticos virou-se contra o Leal Senado, um órgão de Macau que há
muito oprimia e explorava os compatriotas chineses. Retiraram todos os
retratos dos antigos "Governadores" ali pendurados e atiraram-nos para a
rua.
¡@

¡m¤Ï¹ï¸²«Ò¦b¿Dªùªº¦å¸{¼É¦æ¡nì¤å´yz:¦³À£¢´N¦³¤Ï§Ü¡A·R°ê¦PM¹ï¿D¸²ªº¦å¸{¢®`«ã¤£¥i¹K¡A§â¤@½øÄµ¨®·íµó½ˡC(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
Original text from "Oppose
the Bloody Atrocities of the Portuguese Imperialists in Macau": Where
there is oppression, there is resistance. Driven to fury by the bloody
persecution of the Portuguese-Macau authorities, patriotic compatriots
overturned a police car in the middle of the street. (Image source:
Acta Scientrium Ngensis )
Texto original de "Contra as Atrocidades Sangrentas do Imperialismo
Português em Macau": Onde há opressão, há resistência. Enfurecidos pela
perseguição sangrenta das autoridades de Macau, os compatriotas
patrióticos capotaram um carro da polícia em plena rua. (Fonte da imagem:
Arquivos do Acta Scientrium Ngensis)
¡@

¡m¤Ï¹ï¸²«Ò¦b¿Dªùªº¦å¸{¼É¦æ¡nì¤å´yz:·R°ê¦PM§â 「¥«¬FÆU」¤ºªº⽂¥óÂd、¨Fµo´È、¥´¦r´Xµ¥¥þ³¡ÂY¤Uµó¤¤
。 (¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
Original text from "Oppose
the Bloody Atrocities of the Portuguese Imperialists in Macau":
Patriotic compatriots threw filing cabinets, sofas, typewriters, and
other items from inside the "Leal Senado" out into the street. (Image
source: Acta Scientrium Ngensis )
Texto original de "Contra as Atrocidades Sangrentas do Imperialismo
Português em Macau": Os compatriotas patrióticos atiraram arquivos,
sofás, máquinas de escrever e outros objectos do interior do Leal Senado
para o meio da rua. (Fonte da imagem: Arquivos do Acta Scientrium
Ngensis)

¸²x¨B§L»P°Ê¸Ë¥Ò¨®¡A¥X²{¦b«nÆW¤@±a¨µÅÞ¡C (¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
Portuguese infantry and
armored vehicles appeared on patrol around Praia Grande. (Image source:
Acta Scientrium Ngensis )
Infantaria portuguesa e viaturas blindadas apareceram a patrulhar a zona
da Praia Grande. (Fonte da imagem: Arquivos do Acta Scientrium
Ngensis)

¡m¤Ï¹ï¸²«Ò¦b¿Dªùªº¦å¸{¼É¦æ¡nì¤å´yz:¸²·í§½ÅÜ¥»¥[¼F±O±þ¤¤°ê¦PM¡C¡u³°x¥q¥O¡v¬Iºû¯Ç³ºµM¥[¬£¸²§L¡A¥X°Ê¸Ë¥Ò¨®¡A±O±þ¤âµL¤oÅKªº¤¤°ê¦PM¡C
(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
Original text from "Oppose
the Bloody Atrocities of the Portuguese Imperialists in Macau": The
Portuguese authorities intensified their slaughter of Chinese
compatriots. The "Army Commander," Mota Cerveira, went so far as to
deploy additional Portuguese soldiers and send out armored vehicles to
massacre unarmed Chinese compatriots. (Image source: Acta
Scientrium Ngensis )
Texto original de "Contra
as Atrocidades Sangrentas do Imperialismo Português em Macau": As
autoridades portuguesas intensificaram o massacre dos compatriotas
chineses. O "Comandante Militar", Mota Cerveira, chegou ao extremo de
mobilizar soldados portugueses adicionais e enviar viaturas blindadas
para massacrar compatriotas chineses indefesos. (Fonte da imagem:
Arquivos do Acta Scientrium Ngensis)
¡@

¡m¤Ï¹ï¸²«Ò¦b¿Dªùªº¦å¸{¼É¦æ¡nì¤å´yz:«Ê©³¹Ï¤ù»¡©ú¡G¿Dªù¤¤°ê¦PM¾î¬Ü«ã¥¸¯È¦Ñªê¡Aªí²{¤F¤¤µØ¥Á±Ú¤jµL¬Èªº^¶¯®ð·§¡C (¹Ï¤ù¨Ó·½:
©µ³®¬ì¾Çºî¦X«ÇÀÉ®×)
Original text from "Oppose
the Bloody Atrocities of the Portuguese Imperialists in Macau": Back
cover caption: Chinese compatriots in Macau defiantly denounced the
paper tiger, demonstrating the undaunted, heroic spirit of the Chinese
nation. (Image source: Acta Scientrium Ngensis )
Texto original de "Contra as Atrocidades Sangrentas do Imperialismo
Português em Macau": Legenda da contracapa: Os compatriotas chineses de
Macau denunciaram com firmeza o tigre de papel, demonstrando o espírito
heroico e destemido da nação chinesa. (Fonte da imagem: Arquivos do
Acta Scientrium Ngensis)
¡@

¡m¤Ï¹ï¸²«Ò¦b¿Dªùªº¦å¸{¼É¦æ¡nì¤å´yz:¡u氹¥J¦å®×¡vµo¥Í«á¡A¿D¸²·í§½¿ð¿ð¤£±µ¨ü氹¥J¤¤°ê©~¥Áªº¤¶µ±ø¥ó¡A·R°ê®v¥Í°ªÁ|¡u¤ò¥D®u»y¿ý¡v¨ì¿D·þ©²¥h§Üij¿D¸²¢®`¤¤°ê¦PM¡I
(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«Ç)
Original text from "Oppose
the Bloody Atrocities of the Portuguese Imperialists in Macau": After
the "Taipa Bloodshed" occurred, the Portuguese-Macau authorities delayed
accepting the five conditions proposed by the Chinese residents of Taipa.
Patriotic teachers and students held high "Quotations from Chairman Mao"
and marched to the Governor's Palace to protest against the
Portuguese-Macau persecution of Chinese compatriots! (Image source:
Acta Scientrium Ngensis)
Texto original de "Contra as Atrocidades Sangrentas do Imperialismo
Português em Macau": Após a ocorrência do "Massacre da Taipa", as
autoridades de Macau demoraram a aceitar as cinco condições apresentadas
pelos residentes chineses da Taipa. Professores e estudantes patrióticos
ergueram as "Citações do Presidente Mao" e dirigiram-se ao Palácio do
Governador para protestar contra a perseguição dos compatriotas chineses
pelas autoridades de Macau! (Fonte da imagem: Acta Scientrium
Ngensis)

¡m¤Ï¹ï¸²«Ò¦b¿Dªùªº¦å¸{¼É¦æ¡nì¤å´yz:·R°ê¦PM½Ä¶i¿D¸²¡u¥ß«´¤½¸p¡v§âùرªº¿D¸²¤å¥ó¡A¥Î¨ã¥þ³¡¯{Äê¡C(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«Ç)
Original text from "Oppose
the Bloody Atrocities of the Portuguese Imperialists in Macau":
Patriotic compatriots rushed into the Portuguese-Macau "Notary Office" (Repartição
do Notariado) and smashed all the Portuguese-Macau documents and
equipment inside. (Image source: Acta Scientrium Ngensis)
Texto original de "Contra as Atrocidades Sangrentas do Imperialismo
Português em Macau": Os compatriotas patrióticos invadiram a "Repartição
do Notariado" de Macau, destruindo todos os documentos e utensílios do
governo luso-maometano que se encontravam no interior. (Fonte da imagem:
Acta Scientrium Ngensis)

¡m¤Ï¹ï¸²«Ò¦b¿Dªùªº¦å¸{¼É¦æ¡nì¤å´yz:Ãè´òÂå°|ÂåÅ@¤Hûµo´±Ï¦º§ß¶Ëªº²©R¤H¹D¥D¸qºë¯«¡A¥þ¤O·m±Ï¨ü¶Ë¦PM¡C(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«Ç)
Original text from
"Oppose the Bloody Atrocities of the Portuguese Imperialists in Macau":
Medical personnel at Kiang Wu Hospital carried forward the revolutionary
humanitarian spirit of healing the wounded and rescuing the dying,
making every effort to save injured compatriots. (Image source:
Acta Scientrium Ngensis)
Texto original de "Contra as Atrocidades Sangrentas do Imperialismo
Português em Macau": O pessoal médico do Hospital Kiang Wu promoveu o
espírito humanitário revolucionário de salvar os feridos e socorrer os
moribundos, envidando todos os esforços para resgatar os compatriotas
lesionados. (Fonte da imagem: Acta Scientrium Ngensis)
¡@

¡m¤Ï¹ï¸²«Ò¦b¿Dªùªº¦å¸{¼É¦æ¡nì¤å´yz:¸²§L ¶Ã±þµL¶d , ³s¦b®a¤¤ªº©~⺠¤]³Q´Ý±þ 。
(½sªÌ«ö:X¥ú¤ùªº¦ºªÌ¬°³¯Ä¬) ¹Ï爲⼀¤¤°ê¦PM¤¤ºj¼uªºÀY³¡X¥ú·Ó⽚ 。(¹Ï¤ù¨Ó·½:
©µ³®¬ì¾Çºî¦X«Ç)
Original text from "Oppose
the Bloody Atrocities of the Portuguese Imperialists in Macau":
Portuguese soldiers slaughtered the innocent indiscriminately, and even
residents inside their own homes were brutally killed. (Editor's Note:
The deceased in the X-ray is Chan Sou). The image shows the head X-ray
of a Chinese compatriot hit by gunfire. (Image source: Acta
Scientrium Ngensis)
Texto original de "Contra as Atrocidades Sangrentas do Imperialismo
Português em Macau": Os soldados portugueses mataram inocentes
indiscriminadamente, e até os residentes dentro das suas próprias casas
foram brutalmente assassinados. (Nota do editor: O falecido na
radiografia é Chan Sou). A imagem mostra a radiografia da cabeça de um
compatriota chinês atingido por disparos. (Fonte da imagem:
Acta Scientrium Ngensis)

¡m¤Ï¹ï¸²«Ò¦b¿Dªùªº¦å¸{¼É¦æ¡nì¤å´yz: ¦å¶Å©wnÀvÁÙ
! ¹Ï爲³Q¿D¸²±þ¦º±þ¶Ëªº¤¤°ê¦PMªº³¡¤À¦å¦ç 。(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«Ç)
Original text from "Oppose
the Bloody Atrocities of the Portuguese Imperialists in Macau": The
blood debt must be repaid! The image shows some of the blood-stained
clothes of Chinese compatriots killed or injured by the Portuguese-Macau
authorities. (Image source: Acta Scientrium Ngensis)
Texto original de "Contra as Atrocidades Sangrentas do Imperialismo
Português em Macau": A dívida de sangue terá de ser paga! A imagem
mostra uma parte das roupas ensanguentadas dos compatriotas chineses
mortos e feridos pelas autoridades de Macau. (Fonte da imagem:
Acta Scientrium Ngensis)

¤¤¦@¡m¤H¥Á¤é³ø¡n12¤ë11¤é³ø³¹¡A¤¤¦@µoªí¤å³¹ÄY¥¿§åµû¿D¸²¬F©²¼É¦æ¡C
(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«Ç)
In the CCP's People's Daily
newspaper on December 11, the CCP published an article sternly
criticizing the atrocities of the Portuguese government in Macau. (Image
source: Acta Scientrium Ngensis)
No jornal do PCC Diário do Povo de 11 de dezembro, o PCC publicou um
artigo criticando severamente as atrocidades do Governo português de
Macau. (Fonte da imagem: Acta Scientrium Ngensis)
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½g³¹¤@¡GªÀ¤å³¹ (¡m¤H¥Á¤é³ø¡nµû½×û)
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¿Dªù§Ú·R°ê¦PM¬°¤FºûÅ@¦Û¤vªº¥¿·íÅv§Q¦Ó´£¥Xªºn¨D¡A§¹¥þ¬O¦X²zªº¡C氹¥J®q©~¥Á¦ÛÄw¸g¶O¡A׫خժ١A¸Ñ¨M¤l¤k¤J¾Ç°ÝÃD¡A³o¥»¨Ó¬O¤Ñ¸g¦a¸qªº¨Æ¡C¦Ó¿Dªù¸²µå¤ú·í§½³ºµM¹ï¥LÌ¹ê¦æ´Ý¼ÉÂíÀ£¡A³y¦¨¥´¶Ë¥|¤Q¦h¤Hªº¡u氹¥J¦å®×¡v¡C³o´N¤£¯à¤£¿E°_¿Dªù§Ú·R°ê¦PMªº¼««ã©M¤Ï§Ü¡C¥L̦V¿Dªù¸²µå¤ú·í§½´£¥X¤F¥]¬AÄYÃg»F¨ÆªÌ¦b¤ºªºÄY¥¿n¨D¡C¦ý¬O¡A¿Dªù¸²µå¤ú·í§½¤£¶È¤£ªÖ§CÀY»{¸o¡A¤Ï¦ÓÅÜ¥»¥[¼F¦a¦b¤Q¤G¤ë¤T¡B¥|¨â¤é¹ï¿Dªù§Ú·R°ê¦PM¹ê¦æªÅ«e³W¼Òªº¤j±O±þ¡C«Ü²M·¡¡A³o¬O¿Dªù¸²µå¤ú·í§½¦³²Õ´¡B¦³p¹ºªºªk¦è´µ¼É¦æ¡A¥¦Ì¥²¶·¹ï¦¹©Ó¾á¥þ³¡¸o³d¡C
¿Dªù·R°ê¦PM¡A±¹ï着¸²µå¤úªk¦è´µ¥D¸qªÌ¨õ»ÀµL®¢ªºªk¦è´µ¼É¦æ¡A¤£©}¤£¼¸¡A«eu«áÄ~¡A°í«ù¤æª§¡Aªí²{¤F¤¤µØ¥Á±Úªº¤jµL¬È^¶¯®ð·§¡C¥L̪º¤Ï¢®`¤æª§¡A¬O§¹¥þ¥¿¸qªº¡C§Ú̳̰í¨M¦a¤ä«ù¿Dªù·R°ê¦PMªº^«i¤æª§¡C
²{¦b¡A¿Dªù¸²µå¤ú·í§½ªí±¤W°°¸Ë±µ¨ü氹¥J©~¥Á´£¥Xªºn¨D¡A¹ê»Ú¤W¬O¦b¬I®i³±¿Ñ¸Þp¡A¦k¹Ï°k²æ¥¦¦b¤Q¤G¤ë¶}±þ§Ù¤¤°ê©~¥Áªº¦å¸{¸o³d¡C¦ý¬O¡AÞ¦³ÀY¡A¶Å¦³¥D¡A¥H¸²µå¤ú«Ò°ê¥D¸qªÌ¹Å¼Ö§È¬°ºªº¿Dªù¸²µå¤ú·í§½·Qn¿à±¼³oµ§¦å¶Å¡A¬O¸U¸U¿ì¤£¨ìªº¡C
ȱoª`·Nªº¬O¡A¥xÆW½±¤¶¥ÛêÀ°©M¬ü^«Ò°ê¥D¸qªÌ¡A¦P¿Dªù¸²µå¤ú·í§½¯T¯V¬°¦l¡AºÜ¤O¤ä«ù¿Dªù¸²µå¤ú·í§½ÂíÀ£¤¤°ê©~¥Áªº¦å¸{¼É¦æ¡C¥¦Ì»s³yÁÁ¨¥¡AÄA˶¥աA¥ø¹Ï²V¤ôºN³½¡C¿Dªù·R°ê¦PM¥²¶·´£°ªÄµ±§¡A´¦ÅS½±¤¶¥ÛêÀ°©M¬ü^«Ò°ê¥D¸qªº¤@¤Á³±¿Ñ¸Þp¡A¨M¤£¤¹³\¥¦Ì¦b¿Dªù¿³·§@®ö¡AJ§@«D¬°¡I¦pªG¿Dªù¸²µå¤ú·í§½³ºµMÅý½±¤¶¥ÛêÀ°©M¬ü^«Ò°ê¥D¸q¤À¤l´¡¤â¿Dªù¨Æ°È¡A¤¤°ê¤H¥Á±Nµ´¹ï¤£¯à¤¹³\¡A¤@¤ÁÄY««áªG¥²¶·¥Ñ¿Dªù¸²µå¤ú·í§½©Ó¾á¡C
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§Ú¼sªF¬Ù¥~¨Æ³B³Bªø¤Q¤G¤ë¤E¤éµoªíªºÁn©ú¤¤´£¥Xªº¥|¶µn¨D¡Aªí¹F¤F¤C»õ¤¤°ê¤H¥Áªº°í©w¥ß³õ¡C§ÚÌÄY¼Fĵ§i¿Dªù¸²µå¤ú·í§½¡G§AÌ¥²¶·¥ß§Y°±¤î¹ï¿Dªù¤¤°ê©~¥Áªº¤@¤Á¢®`¡F¥²¶·µL±ø¥ó¦a±µ¨ü©M¼i¦æ¿Dªù¦U¬É¤¤°ê©~¥Á©Ò´£¥Xªº¤@¤Á¥¿¸qn¨D¡AÄYÃg¥Dn»F¨ÆªÌ¡A¦V¤¤°ê©~¥Á½ß§¹Dºp¡A½ßÀv¤@¤Á·l¥¢¡FÁÙ¥²¶·¤Á¹ê«OÃÒ¤£Åý½±ê¯S°È¶i¦æ¥ô¦ó¯}Ãa¬¡°Ê¡A¤£Åý¬ü^«Ò°ê¥D¸q¤À¤l´¡¤â¿Dªù¨Æ°È¡C¹ï¤¤°ê¤è±ªºÄY¥¿n¨D¡A¿Dªù¸²µå¤ú·í§½¥²¶·¥ß§Y±µ¨ü¨Ã§¹¥þ¹ê²{¡C§_«h¡A§AÌ¥²±N¦Û¹¨äªG¡C
Text 1: Editorial (Commentator of "People's
Daily")
Title: A Stern Warning to the Portuguese Authorities in Macao
Body:
Recently, the Portuguese authorities in Macao have repeatedly deployed
large numbers of armed military and police to brutally suppress the
righteous struggle of our patriotic compatriots in Macao. According to
incomplete statistics, on December 3 and 4, the Portuguese authorities
in Macao killed and injured more than 100 of our patriotic compatriots.
This is a bloody massacre deliberately engineered by the authorities.
The Chinese people express their utmost indignation over this and lodge
the strongest protest with the Portuguese authorities in Macao!
The demands raised by our patriotic compatriots in Macao to safeguard
their legitimate rights are completely reasonable. It is a matter of
course that the residents of Taipa Island raised their own funds to
build a school building to solve the problem of their children's
education. Yet, the Portuguese authorities in Macao went so far as to
carry out a brutal crackdown on them, resulting in the "Taipa Bloodshed"
in which more than 40 people were injured. This could not but arouse the
anger and resistance of our patriotic compatriots in Macao. They put
forward solemn demands to the Portuguese authorities in Macao, including
the severe punishment of the perpetrators. However, instead of bowing
their heads and admitting their guilt, the Portuguese authorities in
Macao intensified their actions, carrying out an unprecedentedly
large-scale massacre of our patriotic compatriots in Macao on December 3
and 4. It is very clear that this is an organized and planned fascist
atrocity by the Portuguese authorities in Macao, and they must bear full
responsibility for this crime.
Facing the despicable and shameless atrocities of the Portuguese
fascists, the patriotic compatriots in Macao have stood unyielding,
advanced wave upon wave, and persisted in their struggle, demonstrating
the dauntless heroic spirit of the Chinese nation. Their struggle
against persecution is entirely righteous. We most resolutely support
the heroic struggle of our patriotic compatriots in Macao.
Now, while the Portuguese authorities in Macao superficially feign
acceptance of the demands raised by the Taipa residents, they are
actually employing schemes and intrigues in a vain attempt to escape
their bloody responsibility for the massacre of Chinese residents in
December. However, every wrong has its cause, and every debt has its
debtor. It is absolutely impossible for the Portuguese authorities in
Macao, headed by the Portuguese imperialist José Nobre de Carvalho, to
shirk this debt of blood.
It is worth noting that the Chiang Kai-shek bandit gang in Taiwan and
the US and British imperialists are colluding with the Portuguese
authorities in Macao, doing their utmost to support the bloody
atrocities of the Portuguese authorities in Macao in suppressing Chinese
residents. They manufacture rumors, turn black into white, and attempt
to fish in troubled waters. Patriotic compatriots in Macao must heighten
their vigilance and expose all the schemes and intrigues of the Chiang
Kai-shek bandit gang and the US and British imperialists, and must never
allow them to stir up trouble and act willfully in Macao! If the
Portuguese authorities in Macao should go so far as to let the Chiang
Kai-shek bandit gang and US and British imperialist elements intervene
in Macao affairs, the Chinese people will absolutely not permit it, and
all serious consequences must be borne by the Portuguese authorities in
Macao.
The great Chinese people, armed with Mao Zedong Thought, are not to be
trifled with. The Chinese people will absolutely not tolerate the brutal
persecution of our compatriots by the Portuguese authorities in Macao.
Anyone who provokes the great Chinese people will certainly come to no
good end.
The four demands put forward in the statement issued on December 9 by
the Director of the Foreign Affairs Office of Guangdong Province express
the firm stance of the 700 million Chinese people. We sternly warn the
Portuguese authorities in Macao: You must immediately stop all
persecution of Chinese residents in Macao; you must unconditionally
accept and fulfill all the righteous demands put forward by the Chinese
residents of all circles in Macao, severely punish the main
perpetrators, apologize to the Chinese residents, and compensate for all
losses; you must also earnestly guarantee that Chiang bandit agents will
not be allowed to carry out any destructive activities, and that US and
British imperialist elements will not be allowed to intervene in Macao
affairs. The Portuguese authorities in Macao must immediately accept and
fully implement the solemn demands of the Chinese side. Otherwise, you
will surely reap what you sow.
¡@
Texto 1: Editorial (Comentador do "Diário do Povo")
Título: Uma Advertência Severa às Autoridades Portuguesas em Macau
Corpo do texto:
Recentemente, as autoridades portuguesas em Macau mobilizaram
repetidamente um grande número de militares e polícias armados para
reprimir brutalmente a luta justa dos nossos compatriotas patriotas em
Macau. Segundo estatísticas incompletas, nos dias 3 e 4 de dezembro, as
autoridades portuguesas em Macau mataram e feriram mais de 100 dos
nossos compatriotas patriotas. Este é um massacre sangrento
deliberadamente orquestrado pelas autoridades. O povo chinês manifesta a
sua maior indignação perante este facto e apresenta o mais forte
protesto junto das autoridades portuguesas em Macau!
As exigências apresentadas pelos nossos compatriotas patriotas em Macau
para salvaguardar os seus direitos legítimos são totalmente razoáveis. É
perfeitamente natural que os residentes da Ilha da Taipa tenham
angariado fundos próprios para construir instalações escolares,
resolvendo assim o problema da escolaridade dos seus filhos. Contudo, as
autoridades portuguesas em Macau chegaram ao ponto de exercer uma
repressão violenta contra eles, resultando no "Incidente Sangrento da
Taipa", no qual mais de 40 pessoas ficaram feridas. Isto não pôde deixar
de suscitar a indignação e a resistência dos nossos compatriotas
patriotas em Macau. Eles apresentaram exigências severas às autoridades
portuguesas em Macau, incluindo a punição rigorosa dos culpados. No
entanto, em vez de baixarem a cabeça e admitirem a culpa, as autoridades
portuguesas em Macau intensificaram as suas ações, realizando um
massacre de escala sem precedentes contra os nossos compatriotas
patriotas em Macau nos dias 3 e 4 de dezembro. É evidente que se trata
de uma atrocidade fascista, organizada e planeada pelas autoridades
portuguesas em Macau, as quais devem assumir a responsabilidade total
por este crime.
Enfrentando as atrocidades desprezíveis e desavergonhadas dos fascistas
portugueses, os compatriotas patriotas em Macau mantiveram-se
inabaláveis, avançaram vaga após vaga e persistiram na sua luta,
demonstrando o espírito heroico e destemido da nação chinesa. A sua luta
contra a perseguição é inteiramente justa. Apoiamos da forma mais
resoluta a luta heroica dos nossos compatriotas patriotas em Macau.
Atualmente, embora as autoridades portuguesas em Macau finjam
superficialmente aceitar as exigências apresentadas pelos residentes da
Taipa, estão, na realidade, a recorrer a estratagemas e intrigas numa
tentativa vã de escapar à sua responsabilidade sangrenta pelo massacre
de residentes chineses em dezembro. Contudo, cada erro tem a sua origem
e cada dívida tem o seu credor. É absolutamente impossível que as
autoridades portuguesas em Macau, chefiadas pelo imperialista português
José Nobre de Carvalho, se esquivem a esta dívida de sangue.
Importa notar que o bando de bandidos de Chiang Kai-shek em Taiwan e os
imperialistas norte-americanos e britânicos estão em conluio com as
autoridades portuguesas em Macau, empenhando-se ao máximo no apoio às
atrocidades sangrentas das autoridades portuguesas em Macau na repressão
dos residentes chineses. Eles fabricam rumores, invertem o preto e o
branco e tentam pescar em águas turvas. Os compatriotas patriotas em
Macau devem aumentar a sua vigilância e expor todas as intrigas e
estratagemas do bando de bandidos de Chiang Kai-shek e dos imperialistas
norte-americanos e britânicos, não permitindo jamais que estes causem
distúrbios e ajam arbitrariamente em Macau! Se as autoridades
portuguesas em Macau permitirem que o bando de bandidos de Chiang
Kai-shek e elementos imperialistas norte-americanos e britânicos
intervenham nos assuntos de Macau, o povo chinês não o consentirá de
forma alguma, e todas as consequências graves deverão ser suportadas
pelas autoridades portuguesas em Macau.
O grande povo chinês, armado com o Pensamento de Mao Zedong, não é
alguém com quem se possa brincar. O povo chinês não tolerará
absolutamente a perseguição brutal dos nossos compatriotas pelas
autoridades portuguesas em Macau. Quem ousar provocar o grande povo
chinês certamente não terá um bom fim.
As quatro exigências apresentadas na declaração emitida em 9 de dezembro
pelo Diretor do Gabinete de Assuntos Externos da Província de Guangdong
expressam a posição firme dos 700 milhões de cidadãos chineses.
Advertimos severamente as autoridades portuguesas em Macau: Devem cessar
imediatamente toda a perseguição contra os residentes chineses em Macau;
devem aceitar e cumprir incondicionalmente todas as exigências justas
apresentadas pelos residentes chineses de todos os setores em Macau,
punir severamente os principais culpados, pedir desculpas aos residentes
chineses e indemnizar todas as perdas; devem também garantir
categoricamente que os agentes do bando de Chiang não serão autorizados
a realizar quaisquer atividades destrutivas e que os elementos
imperialistas norte-americanos e britânicos não serão autorizados a
intervir nos assuntos de Macau. As autoridades portuguesas em Macau
devem aceitar imediatamente e implementar plenamente as exigências
severas do lado chinês. Caso contrário, colherão o que semearam.
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(¹Ï¤ù¨Ó·½: ©µ³®¬ì¾Çºî¦X«Ç)
An article from the CCP¡¦s
People's Daily newspaper on December 11. (Image source: Acta
Scientrium Ngensis)
Artigo de opinião do jornal
do PCC Diário do Povo de 11 de dezembro. (Fonte da imagem:
Acta Scientrium Ngensis)
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Compatriots across
Macau are determined to fight to the end and will never give up until
full victory is won
Chapter 2: Large-scale news
report on the right side
Main Headline:
The meeting of representatives of compatriots from all walks of life in
Macau strongly protests against the fascist atrocities of the former
authorities
Compatriots across Macau are determined to fight to the end and will
never give up until full victory is won
The meeting passed a letter of protest presenting six solemn demands to
the Portuguese authorities in Macau
Sub-headline:
Red Guards and revolutionary masses in Xiangzhou Town, Zhuhai County,
and other places held rallies and demonstrations to support the just
struggle of Macau compatriots
Body Text:
Xinhua News Agency, Hong Kong, Dec 10 ¡X More than 100 representatives of
compatriots from all walks of life in Macau held a meeting this morning.
They unanimously passed a protest letter filled with profound
indignation, strongly condemning the Portuguese authorities in Macau for
their brutal massacre and persecution of Chinese compatriots in Macau.
They immediately dispatched representatives to submit this protest
letter to José Manuel de Sousa e Faro Nobre de Carvalho, the Portuguese
Governor of Macau.
The protest letter from the representatives of Macau compatriots from
all walks of life pointed out that the Chinese compatriots in Macau
absolutely cannot tolerate the series of fascist crimes committed by the
Portuguese authorities in Macau to persecute Macau compatriots, and the
Portuguese authorities in Macau must bear full responsibility for their
bloody crimes. The protest letter solemnly declared that the Portuguese
authorities in Macau must accept and fulfill the following six demands
item by item:
Immediately and severely punish the executioners who bloodily massacred
Macau compatriots, including the Air Defense Commander, the Chief of the
Judicial Police Department, and the Chief of the Police Department.
Immediately lift the martial law, withdraw the armed military and police
patrolling the streets, and guarantee that military and police will
never be sent to suppress Chinese compatriots in the future.
Immediately compensate the victims for all their losses, immediately
provide pensions to the families of the deceased, bear the funeral
expenses of the deceased, and forbid any interference with Macau
compatriots holding funerals and memorial services for the deceased.
Immediately release all arrested Chinese compatriots in Macau as
indicated in the protest letter, and announce the true and accurate
casualty list.
Immediately fulfill the five demands proposed by the Preparatory
Committee of the Taipa Residents' School and the five demands of the
Macau Chinese Students' Union.
Immediately admit guilt in person to the Macau compatriots and sign a
letter of confession. Meanwhile, publish this letter of confession in
newspapers and broadcast it on radio stations, and guarantee that no
further incidents of persecuting Chinese compatriots in Macau will occur
in the future.
The protest letter concluded by pointing out that the Portuguese
authorities in Macau must promptly reply with their acceptance of the
above six demands; otherwise, the Portuguese authorities in Macau shall
bear full responsibility for all consequences arising therefrom.
At the beginning of the meeting, all representatives stood up to observe
a moment of silence for the deceased compatriots and passionately
condemned the heinous crimes of the Portuguese authorities in Macau.
After the protest letter was passed, the meeting immediately elected 13
people, including Zhang Yong, Ho Yin, Tam Lap-ming, Deng Shishan, and
Ruan Zirong, to represent the compatriots of Macau and proceed to the
"Governor's Palace" to submit the protest letter. Before the 13 elected
representatives departed, all representatives stood up together to read
a quote from Chairman Mao: "Be resolute, fear no sacrifice, and surmount
every difficulty to win victory."
When the 13 representatives arrived at the "Governor's Palace," they
solemnly read out and submitted the protest letter to José Manuel de
Sousa e Faro Nobre de Carvalho, the Portuguese Governor of Macau, in
person.
The meeting of representatives of Macau compatriots from all walks of
life also resolved to organize a funeral committee to handle the funeral
affairs for the deceased Chinese compatriots and hold memorial services,
and to establish the "Macau Comfort Delegation from All Walks of Life"
to express condolences to the families of the deceased compatriots and
to the injured compatriots. The resolution demanded that the Portuguese
authorities in Macau immediately release the true list of killed,
injured, and arrested Chinese compatriots, and commissioned the Macau
Federation of Trade Unions to accept registrations from the families of
victims (including those killed, injured, arrested, and missing) as well
as all other victims.
The meeting of representatives of Macau compatriots from all walks of
life unanimously expressed that compatriots across Macau are determined
to fight to the end and will never give up until full victory is won.
Xinhua News Agency, Guangzhou, Dec 10 ¡X In Xiangzhou Town and the
Qianshan and Nanping Communes of Zhuhai County, Guangdong Province,
which are adjacent to Macau, more than 9,000 Red Guards and
revolutionary masses held a powerful rally and demonstration today. They
most strongly denounced the fascist bloody atrocities of the Portuguese
authorities in Macau for massacring Macau compatriots, and most
resolutely supported the heroic and just struggle of Macau compatriots
against persecution.
With boundless indignation, the Red Guards from various schools in
Zhuhai County, as well as representatives of workers, peasants, and
fishermen, spoke one after another at the denunciation rally. They
unanimously and strongly demanded that the Portuguese authorities in
Macau immediately stop harming Macau compatriots, severely punish the
perpetrators, compensate for all losses, and guarantee that similar
incidents will not occur in the future. The representatives pointed out
in unison that the 700 million Chinese people armed with Mao Zedong
Thought are not to be bullied. We will certainly settle this blood debt,
fight to the end, and never give up until full victory is won!
Responsible officials of Zhuhai County, including County Chief Guan
Wenda and Deputy County Chiefs Yu Zhou and Huang Shiming, attended the
denunciation rally. Speaking at the meeting on behalf of all the people
of Zhuhai County, Guan Wenda expressed the strongest protest against the
fascist atrocities of the Portuguese authorities in Macau and the most
resolute support for the heroic struggle of the Macau compatriots. He
said that the people of our entire county share a bitter hatred for the
enemy and vow to act as a powerful backing for our Macau compatriots.
After the rally, the vast number of Red Guards, workers, fishermen, and
commune members held up giant portraits of Chairman Mao and placards of
Chairman Mao's quotations, with some even carrying hoes, shouting
slogans, and staging a powerful demonstration and march.
Os compatriotas de toda Macau estão determinados a lutar
até ao fim e nunca desistirão até que a vitória total seja alcançada
Capítulo 2: Reportagem de
grande destaque no lado direito
Título Principal:
A reunião de representantes de compatriotas de todos os setores de Macau
protesta veementemente contra as atrocidades fascistas das antigas
autoridades
Os compatriotas de toda Macau estão determinados a lutar até ao fim e
nunca desistirão até que a vitória total seja alcançada
A reunião aprovou uma carta de protesto apresentando seis exigências
severas às autoridades portuguesas de Macau
Subtítulo:
Guardas Vermelhos e massas revolucionárias na vila de Xiangzhou, comarca
de Zhuhai, entre outros locais, realizaram comícios e manifestações em
apoio à justa luta dos compatriotas de Macau
Corpo do Texto:
Agência de Notícias Xinhua, Hong Kong, 10 de dezembro ¡X Mais de cem
representantes de compatriotas de todos os setores de Macau reuniram-se
hoje de manhã. Aprovaram por unanimidade uma carta de protesto repleta
de indignação, condenando veementemente as autoridades portuguesas de
Macau pelo massacre brutal e pela perseguição dos compatriotas chineses
de Macau. Em seguida, enviaram representantes para entregar esta carta
de protesto ao Governador português de Macau, José Manuel de Sousa e
Faro Nobre de Carvalho.
A carta de protesto dos representantes dos compatriotas de todos os
setores de Macau apontou que os compatriotas chineses de Macau não podem,
de forma alguma, tolerar a série de crimes fascistas cometidos pelas
autoridades portuguesas de Macau para perseguir os compatriotas de
Macau, e que as autoridades portuguesas de Macau devem assumir total
responsabilidade pelos seus crimes sangrentos. A carta de protesto
declarou solenemente que as autoridades portuguesas de Macau devem
aceitar e cumprir, item por item, as seguintes seis exigências:
Punir imediata e severamente os carrascos que massacraram sangrentamente
os compatriotas de Macau, incluindo o Comandante da Defesa Antiaérea, o
Chefe da Polícia Judiciária e o Comandante da Polícia de Segurança
Pública.
Levantar imediatamente a lei marcial, retirar as forças militares e
policiais armadas que patrulham as ruas e garantir que nunca mais serão
enviadas forças militares ou policiais para reprimir os compatriotas
chineses no futuro.
Indemnizar imediatamente as vítimas por todas as suas perdas, subsidiar
imediatamente as famílias dos falecidos, assumir as despesas fúnebres
dos mortos e proibir qualquer interferência na realização de funerais e
cerimónias fúnebres pelos compatriotas de Macau em memória dos falecidos.
Libertar imediatamente todos os compatriotas chineses de Macau detidos
mencionados na carta de protesto e publicar a lista real e verdadeira
das baixas (mortos e feridos).
Cumprir imediatamente as cinco exigências apresentadas pela Comissão
Promotora da Escola de Moradores da Taipa e as cinco exigências da União
Geral dos Estudantes Chineses de Macau.
Pedir desculpas pessoalmente e de forma imediata aos compatriotas de
Macau e assinar uma declaração de confissão de culpa. Ao mesmo tempo,
publicar essa declaração nos jornais e divulgá-la nas estações de rádio,
garantindo que não voltará a ocorrer qualquer incidente de perseguição
contra os compatriotas chineses de Macau no futuro.
A carta de protesto concluiu apontando que as autoridades portuguesas de
Macau devem responder rapidamente aceitando as seis exigências acima
referidas; caso contrário, todas as consequências daí resultantes serão
da inteira responsabilidade das autoridades portuguesas de Macau.
No início da reunião, todos os representantes ergueram-se para guardar
um minuto de silêncio pelos compatriotas falecidos e condenaram com
indignação os crimes hediondos das autoridades portuguesas de Macau.
Após a aprovação da carta de protesto, a reunião elegeu imediatamente 13
pessoas, incluindo Zhang Yong, Ho Yin, Tam Lap-ming, Deng Shishan e Ruan
Zirong, para representarem os compatriotas de Macau e dirigirem-se ao "Palácio
do Governador" para entregar a carta de protesto. Antes da partida dos
13 representantes eleitos, todos os presentes ergueram-se para ler em
uníssono uma citação do Presidente Mao: "Decidir-se, não temer o
sacrifício, superar todas as dificuldades para conquistar a vitória."
Quando os 13 representantes chegaram ao "Palácio do Governador", leram
solenemente e entregaram em mãos a carta de protesto a José Manuel de
Sousa e Faro Nobre de Carvalho, o Governador português de Macau.
A reunião de representantes de compatriotas de todos os setores de Macau
deliberou também organizar uma comissão funerária para tratar das
exéquias dos compatriotas chineses falecidos e realizar cerimónias
fúnebres, bem como estabelecer a "Delegação de Solidariedade de Todos os
Setores de Macau" para apresentar condolências às famílias dos
compatriotas falecidos e aos compatriotas feridos. A resolução exigiu
que as autoridades portuguesas de Macau publicassem imediatamente a
lista real dos compatriotas chineses mortos, feridos e detidos, e
encarregou a Associação Geral dos Operários de Macau de proceder ao
registo dos familiares das vítimas (incluindo mortos, feridos, detidos e
desaparecidos) e de todas as outras vítimas.
A reunião de representantes de compatriotas de todos os setores de Macau
manifestou unanimemente que os compatriotas de toda Macau estão
determinados a lutar até ao fim e nunca desistirão até que a vitória
total seja alcançada.
Agência de Notícias Xinhua, Cantão, 10 de dezembro ¡X Na vila de
Xiangzhou e nas comunas de Qianshan e Nanping, na comarca de Zhuhai,
província de Cantão, que fica adjacente a Macau, mais de 9.000 Guardas
Vermelhos e massas revolucionárias realizaram hoje um grande comício e
uma manifestação. Condenaram veementemente as atrocidades sangrentas e
fascistas das autoridades portuguesas de Macau pelo massacre de
compatriotas de Macau, e apoiaram com a maior firmeza a luta heroica e
justa dos compatriotas de Macau contra a perseguição.
Com uma indignação incomensurável, os Guardas Vermelhos de várias
escolas da comarca de Zhuhai, bem como representantes de operários,
camponeses e pescadores, discursaram sucessivamente no comício de
condenação. Exigiram unanimemente e de forma veemente que as autoridades
portuguesas de Macau cessassem imediatamente de fazer mal aos
compatriotas de Macau, punissem severamente os culpados, indemnizassem
todas as perdas e garantissem que incidentes semelhantes não voltassem a
ocorrer no futuro. Os representantes apontaram em uníssono que os 700
milhões de chineses armados com o Pensamento de Mao Tsé-Tung não se
deixam insultar. Devemos, sem dúvida, ajustar esta conta de sangue,
lutar até ao fim e nunca desistir até que a vitória total seja alcançada!
Os responsáveis da comarca de Zhuhai, incluindo o Chefe da Comarca, Guan
Wenda, e os Vice-Chefes da Comarca, Yu Zhou e Huang Shiming,
participaram no comício de condenação. No comício, Guan Wenda, em
representação de toda a população da comarca de Zhuhai, expressou o mais
veemente protesto contra as atrocidades fascistas das autoridades
portuguesas de Macau e o apoio mais firme à luta heroica dos
compatriotas de Macau. Afirmou que a população de toda a nossa comarca
partilha do mesmo sentimento de hostilidade contra o inimigo e jura
servir de forte retaguarda aos compatriotas de Macau.
Após o comício, a grande massa de Guardas Vermelhos, operários,
pescadores e membros das comunas desfilaram empunhando enormes retratos
do Presidente Mao e tabuletas com citações do Presidente Mao, alguns
carregando inclusive enxadas, gritando palavras de ordem e realizando
uma poderosa manifestação e desfile.
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30¦~¥N¶}©l¿Dªù¤¤°Ï·s°¨¸ô¤@±a¡A¤¤¥¡°s©±¤w¸g¦¨¬°¿Dªù³Ì°ªªº¦a¼Ð¡A1966¦~¨£ÃÒ¾ãÓ«°¥«¦b¨aÃø¤§¤¤¡A¤@¤G.
¤T¨Æ¥ó¤K¦W¦ºÃøªÌ¤§¤¤¡A¦³¤@¦ì¦W¥sÅǰê©úªº¦~«C¤H«K¦º¦b°s©±¹ï±ªºÀ¸°|°j´Y¤§¤U¡A¨S¦³¤H§â°O¾Ð´£¥X¨Ó®É¡A¤@¤Á³£·|³Q²H§Ñ¡AÀH¾ú¥vÀH·¦Ó³u¡C (¹Ï¤ù¨Ó·½:
©µ³®¬ì¾Çºî¦X«Ç) 2026
Since the 1930s, around
Avenida de Almeida Ribeiro in the central district of Macau, the old
Central Hotel had already become the tallest landmark in Macau. In 1966,
it witnessed the entire city in the midst of disaster. Among the eight
victims of the 12-3 Incident, a young man named Gong Guoming died under
the corridor of the cinema opposite the hotel. When no one brings up
these memories, everything will be forgotten and fade away with the wind
of history. (Image source: Acta Scientrium Ngensis) 2026
Desde a década de 1930, na
zona da Avenida de Almeida Ribeiro, no distrito central de Macau, o
antigo Hotel Central já se tinha tornado o marco mais alto de Macau. Em
1966, testemunhou toda a cidade no meio do desastre. Entre as oito
vítimas mortais do Incidente 12-3, um jovem chamado Gong Guoming morreu
sob os corredores do cinema em frente ao hotel. Se ninguém trouxer à
tona estas memórias, tudo será esquecido e desaparecerá com o vento da
história. (Fonte da imagem: Acta Scientrium Ngensis) 2026
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(¤W¨÷²×)
(End of Volume I)
(Fim do Volume I)
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¦~^ÄÝ»´ä¡u¤»¤C¼É°Ê¡v®É§Çªí
1966 ¦~ 4
¤ë¡G氹¥J§{²³¾Ç®ÕªÙÂX«Ø¥Ó½Ð¶}©l
1966 ¦~ 4 ¤ë¡A氹¥J§{²³¾Ç®Õ¯²¤U¬I·þ¾Ë¥¿µó 4¡B6¡B8 ¸¹«Î¦t¡AÀÀÂX«Ø®ÕªÙ¡C®Õ¤èÀH§Y¤J¸[氹¥J®ü®q®ü¥«¬FÆU¥Ó½Ð׫س\¥i¡A¦ý¤[¥¼Àò§å¡C
1966 ¦~ 5 ¤ë¦Ü 10 ¤ë¡Gªø´Á¥æ¯A´Á
¦b³o¬qªø¹F¼Æ¤ëªºµ¥Ô´Á¶¡¡A®Õ¤è¥Nªí«e«á·|¨£®ü®q¥«¬FÆUÆUªø24
¦¸¡A½Ð¨D§åã°Ê¤u¡A¦ý§¡µLµ²ªG¡C®Õ¤è¦b¤´¥¼Àò±o°Ê¤u³\¥iªº±¡ªp¤U¡A¥ý¦æ·f´×¬I¤u¡A®I¤U«áÄò½Ä¬ðªººØ¤l¡C
1966 ¦~ 11 ¤ë 15 ¤é¡G¾É¤õ½uÃzµo (¡u氹¥J¨Æ¥ó¡v¤Î¡u¤@¤@¡P¤@¤¨Æ¥ó¡v)
1966 ¦~ 11 ¤ë 15 ¤é¡A氹¥J®ü®q¥«¬FÆU¥N²zÆUªø®Ë¼w¦aµo²{¤u¤H¥¿¦b·f´×¡A¹E¬£ûÄUªý¡AÂù¤èµo¥Í¹ï«Ï¨ÃºtÅܦ¨Äµ¥Á½Ä¬ð¡C½Ä¬ð³y¦¨¼Æ¤Q¤H¨ü¶Ë¡B6
¤H³Q®·¡A¨ä¤¤¥]¬A¡m¿Dªù¤é³ø¡n°OªÌ¡C¤¤¤È®É¤À¡A¿Dªù¤¤µØÁ`°Ó·|¬£¤H¥æ¯A¡A4 ¤H³Q©ë®·¤@±ß¡A«á¦b±Z¼w¸R¨ó§U¤U«OÄÀ¡C
1966 ¦~ 11 ¤ë 18 ¤é¡G«Ø®Õ©eû·|´£¥X¤¶µn¨D
«Ø®Õ©eû·|¥¿¦¡´£¥X¤¶µn¨D¡G (1) Ãg³B¥û¤â¡F (2) ¬F©²¤£ªý¼¸¿ì¾Ç¡F (3) ½ßÀv¶ËªÌ·l¥¢¡F (4) ºM¾P¹ï³Q®·ªÌªº§P¨M¡F (5)
«OÃÒ¤£¦Aµo¥ÍÃþ¦ü¨Æ¥ó¡C
1966 ¦~ 11 ¤ë 22 ¤é¡G¿Ë¥_¨ÊªÀ¹ÎÄþ³d¨Æ¥ó
¿Dªù¿Ë¥_¨ÊªÀ¹ÎÁ|¦æ®y½Í·|¡A±j¯PÄþ³dĵ¥Á½Ä¬ð¨Æ¥ó¡A¨Ã«Â¯Ù±N¶i¦æ°«ª§¡C
1966 ¦~ 11 ¤ë 25 ¤é¡G·s¥ôÁ`·þ¹Å¼Ö§È©è¿D¼i·s
¿Dªù·s¥ôÁ`·þ¹Å¼Ö§È¥¿¦¡©è¹F¿Dªù¼i·s¡A¦¨¬°³B²z«áÄò¨Æ¥óªº关键¤Hª«¡C
1966 ¦~ 11 ¤ë 29 ¤é¡GÁ`·þ©Ó»{³B²z¥¢·í
¹Å¼Ö§È±µ¨£¤u°Ó¬É¥Nªí¡A©Ó»{°Ê¥Îĵ¹îÄݳB²z¥¢·í¡A¨Ã©Ó¿Õ¦¨¥ß½Õ¬d©eû·|½Õ¬d¨Æ¥ó¡C
1966 ¦~ 11 ¤ë 30 ¤é¡G¿D·þ©²¥~¶°·|§Üij
ÀÚ¦¿¾Ç®Õ®v¥Í¦b¿D·þ©²¥~¶°·|§Üij¡AÀH«á¼Æ¤é§Üij¥Á²³¶V¨Ó¶V¦h¡A¦³¤H¤â«ù¬õ¤p®Ñ¡B®Ô»w¤ò»y¿ý¡A§Üij¬¡°Ê³vº¥¤É¯Å¡C
1966 ¦~ 12 ¤ë 3 ¤é¡G¤j³W¼Ò¦å¸{½Ä¬ð (¡u¤@¤G¡P¤T¡v¥D¨Æ¥ó)
¤È«á 12 ®É¡AÁ`·þ©²ªù«eµo¥Í¤j³W¼Ò½Ä¬ð¡A¥ª¬£¤H¤hÂô¤J¿D·þ©²¡A°ª°Û¬õºq¡B®ÔŪ¤ò»y¿ý¡B±À½ĵ¨®¡C¤U¤È 3
®É«á¡A¸s²³ºR·´¬ü¤h°ò¥´¬ö©À»É¹³¨Ã±N¨ä±¼¤J¤º´ä¡A¯}Ãa¼Úºû¤h¥Û¹³¡A½ÄÀ»¥«¬FÆU©M¤½ÃÒ¸p¡C¤U¤È 4
®É¥b¡G¸s²³«e©¹ÄµÆU¡A¨¾¼Éĵ¹î¬I©ñ¶Ê²\¼u¨Ã¶}ºj®gÀ»¡C³Ä±ß 6 ®É¡GÁ`·þ¹{¥O§ÙÄY¨Ã¹ê¦æ®d¸T¡A¨ä«á¼Æ¤Ñ¤S¦³¼Æ¤H³Q¶Ãºj®g±þ¡C©x¤è¦º¤`²Îp¡G¨Æ¥ó¦@¦³8
¤H¦º¤` (¥t¦³¤@»¡11¤H¦º¤`) ¡B212 ¤H¨ü伤¡B40 ¦Ü 62 ¤H³Q®·¡C
1966 ¦~ 12 ¤ë 9 ¤é¡G¤¤¦@n¨D¿D¸²°Ç¥O«Ê³¬¿Ë°ê¥ÁÄÒ¾÷ºc, ±¡¶Õ¹ï°ê¥ÁÄҤ豤£§Q, ©Ò¦³¥Dn¾n¿Dªù¿Ë°ê¥ÁÄÒ¾÷ºc³Q¿D¸²·í§½°Ç¥O«Ê³¬¡C
1966 ¦~ 12 ¤ë 10
¤é¡G¼sªF¬Ù¥~¨Æ³B´£¥X¤»¶µn¨D
¼sªF¬Ù¤H¥Á©eû·|¥~¨Æ³B»P¿Ë¥_¨ÊªÀ¹Î¦VÁ`·þ¹Å¼Ö§È´£¥X¤»¶µn¨D¡A¥]¬A¥ß§Y»{¸o¡Bñ¨ã»{¸o®Ñµ¥¡C
1966 ¦~ 12 ¤ë 12 ¤é¡G¿Dªù¬F©²ªí¥Ü¥þ³¡±µ¨ün¨D
¿Dªù¬F©²¯µ®Ñ³Bµo¥X³q§i¡Aªí¥Ü±N¡u¥þ³¡±µ¨ü¡v¼sªF¬Ù¥~¨Æ³B´£¥Xªºn¨D¡AÁܽп˥_¨ÊªÀ¹Î¥Nªí©ó 15 ¤é·|±¡C
1966 ¦~ 12 ¤ë 21 ¤é°_¡G¨C¤é½Í§P»{¸o®Ñ¤º®e
¿D¸²¬F©²³Q¢¨C¤Ñ¬£¥Nªí¨ì«ý¥_»P¼sªF¬Ù¥~¨Æ³B½Í§P»{¸o®Ñ¤º®e¡A½Í§P«ùÄò¶i¦æ¡C
1967 ¦~ 1 ¤ë 2 ¤é¡G¿D¸²¬F©²¬d«Ê°ê¥ÁÄÒ¾÷ºc
¿D¸²¬F©²¤½§i¸T¤î»P¤¤µØ¤H¥Á¦@©M°ê¼Ä¹ï¬¡°Ê¡A¬d«Ê©Ò¦³°ê¥ÁÄÒ¾÷ºc¡A¸T¤îÄa±¾«C¤Ñ¥Õ¤éºX¡A°ê¥ÁÄÒ¶Õ¤O¦b¿Dªù³Q§¹¥þµÂ²M¡C
1967 ¦~ 1 ¤ë 20 ¤é¡G¦¨¥ß¡u¬ã¨s¨îµô¿D¸²¤p²Õ¡v
¿Ë¥_¨ÊªÀ¹Î¨M©w¦¨¥ß¡u¬ã¨s¨îµô¿D¸²¤p²Õ¡v¡A·Ç³Æ¶i¤@¨B¨îµô¦æ°Ê¡C
1967 ¦~ 1 ¤ë 24 ¤é¡G¹ê¬I¡u¤T¤£¡v¬Fµ¦»PÃö³¬Ãö¹h
¥¿¦¡°õ¦æ¡u¤T¤£¡v¬Fµ¦¡G (1) ¤£Ãºµ|¡F (2) ¤£°âª«µ¹¬F©²¡F (3)
¤£¬°¸²©x§LªA°È¡C¦P®É¡A¼sªF·í§½Ãö³¬Ãö¹h¡A¸T¤î³¤ô¿é©¹¿Dªù¡A¹ï¿Dªù¹ê¬I¸gÀÙ¨îµô¡C
1967 ¦~ 1 ¤ë 27 ¤é¡G¿D¸²¬F©²µoªíÁn©ú»{¸o½ßÀv
¿Dªù¬F©²µoªíÁn©ú»{¸o¡B½ß§¡A¨Ã©Ó¾á¥þ³¡³à¸®¶O©M¼¾«ò¶O¦@¿Dªù¹ô 2,058,424 ¤¸¡C
1967 ¦~ 1 ¤ë 29 ¤é¡GÁ`·þñ¸p»{¸o®Ñ¡A¨Æ¥óµ²§ô
Á`·þ¹Å¼Ö§Èñ¸p¡m¿Dªù¬F©²¹ïµØ¤H¦U¬É¥Nªí©Ò´£¥Xªº§Üij®ÑªºµªÂСn¡A¥¿¦¡©Ó»{¿ù»~¨Ã½ß§¡A¡u¤@¤G¡P¤T¡v¨Æ¥ó¦Ü¦¹§i¤@¬q¸¨¡C
¡u¤@¤G.
¤T¨Æ¥ó¡vªº¼vÅT
¿D¸²¬F©²Ã±¸p»{¸o®Ñ¡A¦V¨ü®`ªÌ»{¸o½ßÀv¡A¿D¸²¬F©²¦b¿DªùªººÞªv«Â«H¹ý©³³à¥¢¡C°ê¥ÁÄÒ¶Õ¤O³Q§¹¥þµÂ²M¡A¤¤µØ¥Á°ê¶Õ¤Oµ´¸ñ¿Dªù¡F¦@²£ÄÒ¶Õ¤O¨Æ¹ê±±¨î¿Dªù¡A¥ª¬£¦b¦U¶¥¼h²Ï®Ú¦Ü¤µ¡A¼vÅT©µÄò¦Ü²{¥N¡C
¦¹¦¸¨Æ¥ó¶¡±µ«P¦¨¾Fªñ»´äªº¤»¤C¼É°Ê¡A»´ä¥ª¬£¨Ó¿Dªù§l¦¬¡u¿Dªù¸gÅç¡v¡Aª½±µ¾ÉP 1967
¦~»´ä¥ª¬£¤Ï^§Ü¼É¦æ°ÊÃzµo¡C¤å¤Æ¤j²©Rªº¾_ªi¥Ñ¦¹±q¤¤°ê¤j³°ÂX®i¦Ü´ä¿D¦a°Ï¡C
1966-1967¦~ ¥Ñ¤@¤G. ¤T¨Æ¥ó©µÄò¦Ü»´ä
1967 ¦~ 5 ¤ë 6 ¤é¡G»´ä·s»Z±^¤H³yªá¼t¤u¼éÃzµo (¤»¤C¼É°Ê«e«µ)
»´ä·s»Z±^¤j¦³µó»´ä¤H³yªá¼t¤À¼tÃzµo³Ò¸êªÈ¯É¡A¤u¤H°l°Q¤íÁ~¡C¨¾¼Éĵ¹î¨ì³õÂíÀ£¡A¤u¤H¦Vĵ¹î§ëÂY¬Á¼þ²~©MÅKÅø¡A21
¦W¥Ü«ÂªÌ³Q®·¡C¥ª¬£¤¶¤J¡G»´ä¤uÁp·|°ª½Õ¤¶¤J¨Æ¥ó¡A±i¶K¤ò¥D®u»y¿ý¤Î¤j¦r³ø¡A±N³Ò¸êªÈ¯É¬Fªv¤Æ¡C
1967 ¦~ 5 ¤ë 11 ¤é¡G»´ä¦å¸{½Ä¬ð
»´ä·s»Z±^¦A¦¸µo¥Í¬y¦å½Ä¬ð¡Aĵ¤è¥H¤ì»s¤l¼u¶}ºj¡C¥ª¬£³ø³¹ºÙ¡u3 ¦W¤u¤H³Q®·«á¾D¬r¥´P¦º¡v¡C
1967 ¦~ 5 ¤ë 12 ¤é¡G»´ä¦¨¥ß¡u°«ª§©eû·|¡v
¤uÁp·|«Å§G¦¨¥ß¡u´ä¤E¦U·~¤u¤H¤Ï¹ï´ä^¢®`°«ª§©eû·|¡v (²ºÙ¡u°«©e¡v) ¡A¥ª¬£¶}©lµo°Ê¤j¼É°Ê¡C
1967 ¦~ 5 ¤ë 13 ¤é¡G»´ä¼É°Ê½¯©µ
¼É°Ê½¯©µ¦Ü¶À¤j¥P¡B¤g¥ÊÆWµ¥¦a¡A¥ª¬£µo°Ê¤j³W¼Ò«°¥«®£©Æ¥D¸q¦æ°Ê¡C
1967 ¦~ 5 ¤ë- 6 ¤ë¡G»´ä¥ª¬£¾Ç²ß¡u¿Dªù¸gÅç¡v
»´ä¥ª¬£²Õ´¦¨û¦b¿Dªù¥ª¬£¤uÁp·|¦w±Æ¤U¡A«e©¹¿Dªù°ÑÆ[¤Î¾Ç²ß·í¦a¥ª¬£°«ª§¸gÅç¡A§l¦¬¡u¿Dªù¸gÅç¡v¡C¸°êÁ¾»P¤@§å¦P¾Ç¦b¿Dªù¥ª¬£¤uÁp·|¦w±Æ¤U«e©¹¿Dªù¾Ç²ß¡Aª½±µ¾ÉP»´ä¤»¤C¼É°ÊÃzµo¡C
1967 ¦~ 6 ¤ë¡G½ÄÀ»¿Dªù^°ê»â¨ÆÀ]¨Æ¥ó
¨ü»´ä¤»¤C¼É°Ê¼vÅT¡A¿Dªù¥ª¬£Ä~ÄòÂX¤j¤Ï^§Ü¼É°«ª§¡C6
¤ë¬Y¤é¡G¿Dªù¥ª¬£¤H¤h²Õ´½ÄÀ»^°ê»â¨Æ¡An¨D^°ê¬F©²¦^À³»´ä¤»¤ë¥÷¼É°Ê¨Æ¥ó¡C¥ª¬£¤H¤h°ª°Û¬õºq¡B®ÔŪ¤ò»y¿ý¡A¦b^°ê»â¨ÆÀ]¥~±i¶K¤j¦r³ø¤Î¤ò¥D®u»y¿ý¡A§ðÀ»^°ê´Þ¥Á²Îªv¡C¿Dªù^°ê»â¨ÆÀ]³Q¢Ãö³¬¡A^°ê¬F©²¥l¨£¿DªùÁ`·þ¹Å¼Ö§È¡An¨D¨î¤î¥ª¬£¦æ°Ê¡C¦¹¨Æ¥ó¬O¡u¤@¤G¡P¤T¡v¨Æ¥ó«á¡A¿Dªù¥ª¬£Ä~ÄòµÂ²M°ê¥ÁÄÒ¶Õ¤O¡BÂX®i©Ò¿×¤Ï^§Ü¼É°«ª§ªº©µÄò¡C
1967 ¦~ 7 ¤ë- 9 ¤ë¡G»´ä¤»¤C¼É°Ê¥þ±Ãzµo
»´ä¥ª¬£µo°Ê³sºø¼Æ¤ëªº¤Ï^§Ü¼É¦æ°Ê¡A¥]¬A¬µ¼uŧÀ»¡B¹C¦æ¥Ü«Â¡B½}¤u½}¥«¡C7 ¤ë 8 ¤é¡G¤åÀA´ç¨Æ¥ó¡A¸Ñ©ñx¥]³òĵ±^¡A´ä^ĵû³Q©ë®·¡C8 ¤ë 22
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1967 ¦~
9 ¤ë 7 ¤é¡G¥_¨¤¨Æ¥ó
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1967 ¦~
12 ¤ë 24 ¤é¡G»´äÃä¹Ò¨Æ¥ó(¨FÀY¨¤Âò¾Ô)
¸Ñ©ñx»P´ä^ĵû¹ï«Ï¡C
1967 ¦~ 12 ¤ë¡G»´ä¤»¤C¼É°Êµ²§ô
¦b»´ä¬F©²±jµwÂíÀ£¤Î¤¤¶¡¬£½Õ°±¤U¡A¥ª¬£¼É°Ê³vº¥¥®§¡A¤»¤C¼É°Ê¥¿¦¡µ²§ô¡C©x¤è²Îp¡G»´ä¤»¤C¼É°Ê³y¦¨80 ¦h¤H¦º¤`¡B¦Ü¤Ö2,000
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Appendix:
Timeline of
the "December 3 Incident" in Portuguese Macau and the 1967 "Leftist
Riots" in British Hong Kong
April 1966: Commencement of the application for Taipa Fong Chong School
extension
In April 1966, Taipa Fong Chong School rented the premises at Nos. 4, 6,
and 8 of Rua de Regedor to expand its campus. The school immediately
submitted an application for a construction permit to the Municipal
Council of the Islands in Taipa, but approval was delayed for a long
time.
May to October 1966: Period of prolonged negotiations During this
multi-month waiting period, school representatives met with the
President of the Municipal Council of the Islands 24 times to request
construction approval, but to no avail. Without obtaining the official
permit, the school proceeded to erect scaffolding and begin
construction, planting the seeds for subsequent conflicts.
November 15, 1966: Outbreak of the trigger event (The "Taipa Incident"
and the "November 15 Incident")
On November 15, 1966, Rui de Andrade, the acting President of the
Municipal Council of the Islands, discovered workers erecting
scaffolding. He dispatched personnel to stop them, leading to a standoff
that escalated into a clash between the police and the public. The
conflict resulted in dozens of injuries and 6 arrests, including a
reporter from the Macao Daily News. Around noon, the Macao Chamber of
Commerce sent representatives to negotiate; 4 people were detained
overnight and later released on bail with the assistance of Chui Tak-kei.
November 18, 1966: The School Construction Committee presented five
demands
The School Construction Committee officially put forward five demands:
(1) Punish the perpetrators; (2) Government shall not obstruct
schooling; (3) Compensate the injured for their losses; (4) Revoke the
judgments against those arrested; (5) Guarantee that similar incidents
will not recur.
November 22, 1966: Pro-Beijing groups condemned the incident Pro-Beijing
organizations in Macau held a symposium to strongly condemn the
police-civilian clash and threatened to launch a struggle.
November 25, 1966: The new Governor Nobre de Carvalho arrived in Macau
to assume office The newly appointed Governor of Macau, José Manuel de
Sousa Faro Nobre de Carvalho, officially arrived in Macau to assume
office, becoming the key figure in handling the subsequent events.
November 29, 1966: The Governor admitted improper handling Nobre de
Carvalho received representatives from the industrial and commercial
sectors, admitting that deploying the police was improper and promising
to establish an inquiry committee to investigate the incident.
November 30, 1966: Protest rally outside the Governor's Residence
Teachers and students from Hou Kong Middle School gathered outside the
Governor's Residence to protest. Over the following days, the number of
protestors swelled. Some held the Little Red Book and recited Quotations
from Chairman Mao, causing the protests to escalate gradually.
December 3, 1966: Large-scale bloody conflict (The main "December 3
Incident") At 12:00 PM, a large-scale conflict erupted in front of the
Governor's Residence. Leftists broke into the premises, singing
revolutionary songs, reading Mao's quotations, and overturning police
cars. After 3:00 PM, the crowd destroyed the commemorative statue of
Vicente Nicolau de Mesquita and threw it into the Inner Harbour,
vandalized the stone statue of Jorge Álvares, and stormed the City Hall
and the Notary Office. At 4:30 PM, the crowd moved toward the police
headquarters, where riot police fired tear gas and live ammunition. At
6:00 PM, the Governor declared martial law and imposed a curfew. In the
following days, several more people were fatally shot indiscriminately.
Official death toll: 8 people died (another source states 11 deaths),
212 were injured, and 40 to 62 were arrested.
December 9, 1966: The CCP demanded the shutdown of pro-Kuomintang
organizations by Portuguese Macau authorities The situation became
unfavorable for the Kuomintang side, and all major pro-Kuomintang
organizations stationed in Macau were ordered by the Portuguese
authorities to shut down.
December 10, 1966: Guangdong Foreign Affairs Office presented six
demands The Foreign Affairs Office of the Guangdong Provincial People's
Committee, together with pro-Beijing groups, presented six demands to
Governor Nobre de Carvalho, including an immediate admission of guilt
and the signing of an apology letter.
December 12, 1966: The Macau Government expressed total acceptance of
the demands The Secretariat of the Macau Government issued an
announcement stating that it would "accept in full" the demands put
forward by the Guangdong Foreign Affairs Office, and invited
representatives of pro-Beijing groups to a meeting on the 15th.
From December 21, 1966: Daily negotiations over the contents of the
apology letter The Portuguese Macau government was forced to send
representatives to Gongbei every day to negotiate the contents of the
apology letter with the Guangdong Foreign Affairs Office, with
negotiations continuing daily.
January 2, 1967: The Portuguese Macau government shut down Kuomintang
organizations
The Portuguese Macau government issued an announcement banning
activities hostile to the People's Republic of China, closed down all
Kuomintang organizations, and prohibited the display of the Blue Sky,
White Sun flag. The Kuomintang's influence in Macau was completely
eliminated.
January 20, 1967: Establishment of the "Committee for Studying Sanctions
against Portuguese Macau" Pro-Beijing groups decided to establish the
"Committee for Studying Sanctions against Portuguese Macau" to prepare
for further sanction actions.
January 24, 1967: Implementation of the "Three No's" policy and closure
of the Border Gate The "Three No's" policy was officially implemented:
(1) No tax payments; (2) No sale of goods to the government; (3) No
service provision to Portuguese officers and soldiers. Concurrently, the
Guangdong authorities closed the Border Gate (Portas do Cerco), cutting
off food and water supplies to Macau and imposing economic sanctions on
the territory.
January 27, 1967: The Portuguese Macau government issued a statement
admitting guilt and offering compensation The Macau government issued a
statement admitting guilt, apologizing, and undertaking all funeral
expenses and pension payments totaling MOP 2,058,424.
January 29, 1967: The Governor signed the apology letter, ending the
incident Governor Nobre de Carvalho signed the "Reply of the Macau
Government to the Protest Note Presented by Representatives of All
Sectors of Chinese Residents," formally admitting wrongdoing and
apologizing. This brought the "December 3 Incident" to a close.
Impact of the "December 3 Incident"
The Portuguese Macau government signed the apology letter, admitting
guilt and compensating the victims, which completely shattered the
governing prestige and authority of the Portuguese government in Macau.
Kuomintang influence was completely eradicated, causing the presence of
the Republic of China to vanish from Macau. The Communist Party gained
de facto control over Macau, and the leftists took deep root across all
social strata, an influence that persists to modern times. This incident
indirectly catalyzed the 1967 riots in neighboring Hong Kong, as Hong
Kong leftists visited Macau to absorb the "Macau experience," directly
leading to the outbreak of the 1967 anti-British and anti-persecution
struggles by Hong Kong leftists. The shockwaves of the Cultural
Revolution thus extended from mainland China into the Hong Kong and
Macau regions.
1966-1967: Continuation from the December 3 Incident into Hong Kong
May 6, 1967: Outbreak of the labor dispute at the Hong Kong Artificial
Flower Works in San Po Kong (Prelude to the 1967 Riots) A labor dispute
over unpaid wages erupted at a branch factory of the Hong Kong
Artificial Flower Works on Tai Yau Street, San Po Kong, Hong Kong. Riot
police arrived to suppress the protest, and workers threw glass bottles
and iron cans at the police, resulting in the arrest of 21
demonstrators. Leftist intervention: The Hong Kong Federation of Trade
Unions (FTU) intervened in a high-profile manner, posting Quotations
from Chairman Mao and big-character posters, politicizing the labor
dispute.
May 11, 1967: Bloody conflict in Hong Kong Bloody clashes broke out
again in San Po Kong, Hong Kong, with the police firing wooden baton
rounds. Leftist newspapers claimed that "3 workers were beaten to death
after being arrested."
May 12, 1967: Establishment of the "Struggle Committee" in Hong Kong The
Federation of Trade Unions announced the establishment of the "Hong Kong
and Kowloon Committee of People from All Walks of Life for Struggle
Against Persecution by the British Authorities in Hong Kong"
(abbreviated as the "Struggle Committee"), and the leftists began
launching full-scale riots.
May 13, 1967: The riots expanded in Hong Kong
The riots spread to Wong Tai Sin, To Kwa Wan, and other areas, as
leftists initiated large-scale urban terrorism actions.
May to June 1967: Hong Kong leftists learned from the "Macau experience"
Under the arrangement of the leftist Federation of Trade Unions in
Macau, members of Hong Kong leftist organizations traveled to Macau to
visit and learn from the local leftist struggle experience, absorbing
the "Macau experience." Ip Kwok-him and a group of students went to
Macau to study under the arrangement of the Macau leftist Federation of
Trade Unions, which directly led to the outbreak of the 1967 riots in
Hong Kong.
June 1967: Storming of the British Consulate in Macau Influenced by the
1967 riots in Hong Kong, Macau leftists continued to expand their
anti-British and anti-persecution struggles. On a certain day in June:
Macau leftists organized a storming of the British Consulate, demanding
that the British government respond to the riot incidents in Hong Kong
in June. Leftists sang revolutionary songs, read Mao's quotations,
posted big-character posters and Quotations from Chairman Mao outside
the British Consulate, and attacked British colonial rule. The British
Consulate in Macau was forced to close, and the British government
summoned Macau Governor Nobre de Carvalho, demanding a halt to the
leftist actions. This event was a continuation of the Macau leftists'
ongoing efforts to eradicate Kuomintang influence and extend the
so-called anti-British and anti-persecution struggle after the "December
3 Incident."
July to September 1967: Full-scale outbreak of the 1967 riots in Hong
Kong Hong Kong leftists launched months of anti-British and
anti-persecution campaigns, including bomb attacks, protest marches,
labor strikes, and market boycotts. July 8: The Man Kam To incident,
where the People's Liberation Army surrounded a police post, and British
Hong Kong police officers were detained. August 22: Lam Bun, a radio
commentator who frequently criticized leftist activities, was
assassinated; he was attacked and burned to death on his way to work at
Radio Hong Kong.
July to September 1967: Full-scale outbreak of the 1967 riots in Hong
Kong Hong Kong leftists launched months of anti-British and
anti-persecution campaigns, including bomb attacks, protest marches,
labor strikes, and market boycotts. July 8: The Man Kam To incident,
where the People's Liberation Army surrounded a police post, and British
Hong Kong police officers were detained. August 22: Lam Bun, a radio
commentator who frequently criticized leftist activities, was
assassinated; he was attacked and burned to death on his way to work at
Radio Hong Kong.
September 7, 1967: The North Point incident Leftists launched a
large-scale riot.
December 24, 1967: The Hong Kong border incident (Sha Tau Kok gun
battle) The People's Liberation Army and British Hong Kong police
officers faced off.
December 1967: End of the 1967 riots in Hong Kong Under the Hong Kong
government's forceful suppression and the mediation of centrists, the
leftist riots gradually subsided, and the 1967 riots officially ended.
Official statistics: The 1967 riots in Hong Kong resulted in over 80
deaths, at least 2,000 injuries, and thousands of arrests.
Final Outcomes and Historical Impact
Outcomes of the 1967 riots in Hong Kong
• The Hong Kong government forcefully suppressed the leftist riots
• Hong Kong leftist forces declined, but still maintained a certain
level of influence
• Hong Kong society entered a "period of stability," laying the
foundation for the economic prosperity of the 1970s
Historical Chain Impact
The "December 3 Incident" in Macau indirectly catalyzed the 1967 riots
in Hong Kong, as Hong Kong leftists visited Macau to draw on the "Macau
experience." The shockwaves of the Cultural Revolution thus extended
from mainland China into the Hong Kong and Macau regions. Both events
were large-scale mass movements triggered by the shockwaves of the
Cultural Revolution in mainland China. Although about two generations
have passed, part of the influence of these two events continues in
Macau and Hong Kong to this day.
Apêndice:
Cronologia
do "Incidente 1-2-3" em Macau Português e dos "Distúrbios de 1967" em
Hong Kong Britânico
Abril de 1966: Início do pedido de ampliação das instalações da Escola
Fong Chong da Taipa
Em abril de 1966, a Escola Fong Chong da Taipa arrendou os prédios n.º
4, 6 e 8 da Rua do Regedor com a intenção de ampliar o seu campus. A
escola requereu imediatamente a licença de construção junto da Câmara
Municipal das Ilhas na Taipa, mas a aprovação foi sucessivamente adiada.
Maio a outubro de 1966: Longo período de negociações Durante este
período de espera de vários meses, os representantes da escola reuniram-se
com o Presidente da Câmara Municipal das Ilhas 24 vezes para solicitar a
aprovação das obras, mas sem qualquer resultado. Sem ter obtido a
licença de construção, a escola procedeu à montagem de andaimes e
iniciou as obras, plantando as sementes para os conflitos que se
seguiriam.
15 de novembro de 1966: Deflagração do estopim (O "Incidente da Taipa" e
o "Incidente de 15 de Novembro")
Em 15 de novembro de 1966, Rui de Andrade, Presidente interino da Câmara
Municipal das Ilhas, descobriu que os operários estavam a erguer
andaimes e enviou funcionários para os impedir, o que gerou um impasse
que escalou para um confronto entre a polícia e a população. O conflito
resultou em dezenas de feridos e 6 detidos, incluindo um jornalista do
Macao Daily News. Por volta do meio-dia, a Associação Comercial de Macau
enviou representantes para negociar; 4 pessoas ficaram detidas durante a
noite, sendo posteriormente libertadas sob fiança com o apoio de Chui
Tak-kei.
18 de novembro de 1966: A Comissão de Construção da Escola apresentou
cinco exigências
A Comissão de Construção da Escola apresentou formalmente cinco
exigências: (1) Punição dos culpados; (2) Não obstrução do ensino por
parte do Governo; (3) Indemnização dos danos sofridos pelos feridos; (4)
Revogação das sentenças contra os detidos; (5) Garantia de que
incidentes semelhantes não voltem a ocorrer.
22 de novembro de 1966: Associações pró-Pequim condenaram o incidente As
associações pró-Pequim em Macau realizaram um simpósio para condenar
veementemente o confronto entre a polícia e o povo, ameaçando lançar uma
luta.
25 de novembro de 1966: O novo Governador Nobre de Carvalho chegou a
Macau para assumir o cargo O recém-nomeado Governador de Macau, José
Manuel de Sousa Faro Nobre de Carvalho, chegou oficialmente a Macau para
assumir as suas funções, tornando-se a figura-chave na gestão dos
acontecimentos subsequentes.
29 de novembro de 1966: O Governador admitiu uma gestão inadequada Nobre
de Carvalho recebeu representantes do setor industrial e comercial,
admitindo que o uso da força policial tinha sido inadequado e prometendo
criar uma comissão de inquérito para investigar o incidente.
30 de novembro de 1966: Manifestação em frente ao Palácio do Governador
Professores e alunos da Escola Hou Kong concentraram-se em frente ao
Palácio do Governador em protesto. Nos dias seguintes, o número de
manifestantes aumentou progressivamente, com pessoas a empunhar o Livro
Vermelho e a recitar as Citações do Presidente Mao, fazendo com que os
protestos escalassem gradualmente.
3 de dezembro de 1966: Confronto sangrento em grande escala (O evento
principal do "1-2-3") Às 12h00, eclodiu um confronto em grande escala em
frente ao Palácio do Governador. Elementos da fação de esquerda
invadiram o palácio, cantando canções revolucionárias, lendo citações de
Mao e capotando carros da polícia. Após as 15h00, a multidão destruiu a
estátua comemorativa de Vicente Nicolau de Mesquita, atirando-a ao Porto
Interior, vandalizou a estátua de pedra de Jorge Álvares e invadiu o
Leal Senado (Câmara Municipal) e a Repartição do Notariado. Às 16h30, a
multidão dirigiu-se ao comissariado de polícia, onde a polícia de choque
disparou gás lacrimogéneo e munições reais. Às 18h00, o Governador
declarou o estado de sítio e impôs o recolher obrigatório. Nos dias
seguintes, várias outras pessoas foram mortas a tiro indiscriminadamente.
Balanço oficial de mortos: 8 mortos (outra fonte aponta para 11 mortos),
212 feridos e entre 40 a 62 detidos.
9 de dezembro de 1966: O PCC exigiu que as autoridades coloniais
portuguesas encerrassem as instituições pró-Kuomintang A situação tornou-se
desfavorável para a fação do Kuomintang, e todas as principais
instituições pró-Kuomintang sediadas em Macau foram mandadas encerrar
pelas autoridades portuguesas.
10 de dezembro de 1966: O Gabinete de Assuntos Externos de Guangdong
apresentou seis exigências O Gabinete de Assuntos Externos do Comité
Popular Provincial de Guangdong, juntamente com as associações
pró-Pequim, apresentou seis exigências ao Governador Nobre de Carvalho,
incluindo a admissão imediata de culpa e a assinatura de uma declaração
de desculpa.
12 de dezembro de 1966: O Governo de Macau manifestou a aceitação total
das exigências A Secretaria do Governo de Macau emitiu um comunicado
informando que iria "aceitar integralmente" as exigências apresentadas
pelo Gabinete de Assuntos Externos de Guangdong, convidando os
representantes das associações pró-Pequim para uma reunião no dia 15.
A partir de 21 de dezembro de 1966: Negociações diárias sobre o conteúdo
da declaração de desculpa O governo português de Macau foi obrigado a
enviar representantes todos os dias a Gongbei para negociar o conteúdo
da declaração de desculpa com o Gabinete de Assuntos Externos de
Guangdong, prosseguindo as negociações diariamente.
2 de janeiro de 1967: O governo português de Macau encerrou as
instituições do Kuomintang
O governo português de Macau emitiu um bando proibindo atividades hostis
à República Popular da China, encerrou todas as instituições do
Kuomintang e proibiu a exibição da bandeira do Céu Azul e Sol Branco. A
influência do Kuomintang em Macau foi completamente eliminada.
20 de janeiro de 1967: Criação do "Grupo de Estudo de Sanções contra
Macau Português" As associações pró-Pequim decidiram criar o "Grupo de
Estudo de Sanções contra Macau Português", preparando-se para novas
ações de sanção.
24 de janeiro de 1967: Implementação da política dos "Três Nãos" e
encerramento das Portas do Cerco Foi formalmente executada a política
dos "Três Nãos": (1) Não pagar impostos; (2) Não vender bens ao governo;
(3) Não prestar serviços a oficiais e soldados portugueses.
Simultaneamente, as autoridades de Guangdong encerraram as Portas do
Cerco, proibindo o abastecimento de alimentos e água para Macau, impondo
sanções económicas ao território.
27 de janeiro de 1967: O governo português de Macau emitiu uma
declaração de admissão de culpa e indemnização O governo de Macau emitiu
uma declaração admitindo a culpa, pedindo desculpas e assumindo todas as
despesas de funeral e subsídios de indemnização, num total de 2.058.424
patacas.
29 de janeiro de 1967: O Governador assinou a declaração de desculpa,
terminando o incidente O Governador Nobre de Carvalho assinou a "Resposta
do Governo de Macau à Nota de Protesto Apresentada pelos Representantes
dos Residentes Chineses de Todos os Setores", admitindo formalmente o
erro e pedindo desculpas. O "Incidente 1-2-3" deu-se assim por concluído.
Impacto do "Incidente 1-2-3"
O governo português de Macau assinou a declaração de desculpa, admitindo
a culpa e indemnizando as vítimas, o que fez com que o prestígio e a
autoridade da governação portuguesa em Macau fossem completamente
destruídos. A influência do Kuomintang foi totalmente erradicada,
fazendo desaparecer a presença da República da China em Macau. A fação
comunista passou a exercer o controlo de facto sobre Macau, e a esquerda
enraizou-se profundamente em todas as camadas sociais até aos dias de
hoje, estendendo a sua influência até à era moderna. Este incidente
impulsionou indiretamente os distúrbios de 1967 na vizinha Hong Kong,
visto que a esquerda de Hong Kong se deslocou a Macau para absorver a "experiência
de Macau", levando diretamente à eclosão das ações de luta anti-britânica
e contra a perseguição por parte da esquerda de Hong Kong em 1967. As
ondas de choque da Revolução Cultural expandiram-se, assim, da China
Continental para as regiões de Hong Kong e Macau.
1966-1967: Continuação do Incidente 1-2-3 em Hong Kong
6 de maio de 1967: Eclosão do conflito laboral na Fábrica de Flores
Artificiais de Hong Kong em San Po Kong (Prelúdio dos Distúrbios de
1967) Eclodiu uma disputa laboral devido a salários em atraso numa
sucursal da Fábrica de Flores Artificiais de Hong Kong, localizada na
Rua Tai Yau, em San Po Kong, Hong Kong. A polícia de choque compareceu
para reprimir o protesto, e os operários atiraram garrafas de vidro e
latas de ferro contra a polícia, resultando na detenção de 21
manifestantes. Intervenção da esquerda: A Federação das Associações dos
Operários de Hong Kong (FTU) interveio de forma proeminente, afixando
Citações do Presidente Mao e cartazes de caracteres grandes (dazibao),
politizando a disputa laboral.
11 de maio de 1967: Confronto sangrento em Hong Kong Deflagraram
novamente confrontos sangrentos em San Po Kong, Hong Kong, tendo a
polícia disparado balas de bastão de madeira. Os jornais da fação de
esquerda alegaram que "3 operários foram espancados até à morte após
terem sido detidos".
12 de maio de 1967: Criação do "Comité de Luta" em Hong Kong A Federação
das Associações dos Operários anunciou a criação do "Comité dos
Operários de Todas as Indústrias de Hong Kong e Kowloon Contra a
Perseguição da Administração Britânica em Hong Kong" (abreviado como "Comité
de Luta"), e a esquerda começou a lançar os grandes distúrbios.
13 de maio de 1967: Alastramento dos distúrbios em Hong Kong
Os distúrbios alastraram-se a Wong Tai Sin, To Kwa Wan e outras zonas,
tendo a esquerda lançado ações de terrorismo urbano em grande escala.
Maio a junho de 1967: A esquerda de Hong Kong absorveu a "experiência de
Macau" Sob a coordenação da Associação Geral dos Operários de Macau (fação
de esquerda), membros de organizações da esquerda de Hong Kong
deslocaram-se a Macau para visitar e aprender com a experiência de luta
da esquerda local, absorvendo a "experiência de Macau". Ip Kwok-him e um
grupo de estudantes foram a Macau para estudar sob a organização da
Associação Geral dos Operários de Macau, o que levou diretamente à
eclosão dos distúrbios de 1967 em Hong Kong.
Junho de 1967: Incidente do assalto ao Consulado Britânico em Macau Sob
o impacto dos distúrbios de 1967 em Hong Kong, a esquerda de Macau
continuou a alargar a luta anti-britânica e contra a perseguição. Num
determinado dia de junho: Elementos da esquerda de Macau organizaram um
assalto ao Consulado Britânico, exigindo que o governo britânico
respondesse aos distúrbios ocorridos em Hong Kong em junho. Elementos da
fação de esquerda cantaram canções revolucionárias, leram citações de
Mao, afixaram cartazes de caracteres grandes (dazibao) e Citações do
Presidente Mao no exterior do Consulado Britânico, atacando o domínio
colonial britânico. O Consulado Britânico em Macau foi forçado a
encerrar, e o governo britânico chamou o Governador de Macau, Nobre de
Carvalho, exigindo a cessação das ações da esquerda. Este incidente foi
uma continuação das ações da esquerda de Macau após o "Incidente 1-2-3"
para continuar a erradicar a influência do Kuomintang e expandir a
chamada luta anti-britânica e contra a perseguição.
Julho a setembro de 1967: Eclosão total dos distúrbios de 1967 em Hong
Kong A esquerda de Hong Kong lançou meses consecutivos de ações anti-britânicas
e contra a perseguição, incluindo ataques à bomba, manifestações, greves
e boicotes aos mercados. 8 de julho: O incidente de Man Kam To, onde o
Exército de Libertação Popular cercou um posto policial e agentes da
polícia de Hong Kong Britânico foram detidos. 22 de agosto: Lam Bun, um
radialista que criticava frequentemente as atividades da esquerda, foi
assassinado, tendo sido atacado com fogo e morto a caminho do trabalho
na Radio Television Hong Kong.
Julho a setembro de 1967: Eclosão total dos distúrbios de 1967 em Hong
Kong A esquerda de Hong Kong lançou meses consecutivos de ações anti-britânicas
e contra a perseguição, incluindo ataques à bomba, manifestações, greves
e boicotes aos mercados. 8 de julho: O incidente de Man Kam To, onde o
Exército de Libertação Popular cercou um posto policial e agentes da
polícia de Hong Kong Britânico foram detidos. 22 de agosto: Lam Bun, um
radialista que criticava frequentemente as atividades da esquerda, foi
assassinado, tendo sido atacado com fogo e morto a caminho do trabalho
na Radio Television Hong Kong.
7 de setembro de 1967: O incidente de North Point A esquerda lançou
distúrbios em grande escala.
24 de dezembro de 1967: Incidente na fronteira de Hong Kong (Tiroteio de
Sha Tau Kok) O Exército de Libertação Popular e os agentes da polícia de
Hong Kong Britânico confrontaram-se.
Dezembro de 1967: Fim dos distúrbios de 1967 em Hong Kong Sob a forte
repressão do governo de Hong Kong e a mediação de fações moderadas, os
distúrbios da esquerda acalmaram progressivamente, dando-se os
distúrbios de 1967 por oficialmente terminados. Balanço oficial: Os
distúrbios de 1967 em Hong Kong causaram mais de 80 mortos, pelo menos
2.000 feridos e milhares de detidos.
Resultado Final e Impacto Histórico
Resultado dos distúrbios de 1967 em Hong Kong
• O governo de Hong Kong reprimiu duramente os distúrbios da esquerda
• As forças da esquerda de Hong Kong enfraqueceram, mas mantiveram uma
certa influência
• A sociedade de Hong Kong entrou num "período de estabilidade",
lançando as bases para a prosperidade económica da década de 1970
Impacto Histórico em Cadeia
O "Incidente 1-2-3" em Macau impulsionou indiretamente os distúrbios de
1967 em Hong Kong, tendo a esquerda de Hong Kong recorrido a Macau para
se basear na "experiência de Macau". As ondas de choque da Revolução
Cultural expandiram-se, assim, da China Continental para as regiões de
Hong Kong e Macau. Ambos os acontecimentos foram movimentos de massas em
grande escala desencadeados pelas ondas de choque da Revolução Cultural
na China Continental. Embora já tenham passado cerca de duas gerações,
parte do impacto destes dois incidentes continua a fazer-se sentir em
Macau e em Hong Kong até aos dias de hoje.


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